29/01/2026
Reflexão profunda e necessária:
Uma coisa que ainda estou aprendendo, dia após dia, é não absorver todas as lutas que escuto dentro do meu coração.
Ouvir não é o mesmo que carregar.
Sentir empatia não significa assumir dores que não são minhas.
Posso escutar com atenção, acolher com respeito e compreender profundamente o que o outro está vivendo.
Mas isso não me obriga a transformar cada dificuldade alheia em um peso permanente nos meus ombros.
Nem toda dor que chega até mim precisa morar em mim.
Por muito tempo, confundi empatia com responsabilidade emocional.
Achei que, para ser uma boa pessoa, precisava suportar tudo, absorver tudo, sentir tudo.
Hoje entendo que isso não é amor. É exaustão.
Isso é especialmente difícil para quem tem um coração sensível.
Para quem sente demais.
Para quem se importa de verdade.
Mas até a empatia precisa de limites para não se transformar em autossabotagem.
Preciso me lembrar, de vez em quando, que cada pessoa carrega sua própria história, seu próprio processo, suas próprias lições.
E que não é justo comigo mesmo tentar resolver batalhas que não me pertencem.
Também tenho meus desafios.
Minhas dores.
Minhas preocupações.
E, muitas vezes, o peso do meu próprio caminho já é grande o suficiente.
Aprender a não absorver tudo não me torna frio.
Me torna consciente.
Me ensina a cuidar do outro sem me abandonar no processo.