23/05/2026
🔔 Existe uma ideia muito enraizada de que psicólogos precisam ter uma aparência específ**a, uma postura específ**a, uma vida específ**a. Como se, ao receber um CRP, a gente deixasse de ter um CPF.
Como se não pudéssemos rir alto, nos cansar, mudar de opinião, usar a roupa que gostamos, sentir dor, viver conflitos ou simplesmente sermos humanos.
Talvez esteja na hora de ressignif**ar isso.
Ser psicólogo não é vestir uma fantasia de perfeição. Não é viver em um personagem engessado disponível o tempo inteiro para acolher o mundo, enquanto deixa a própria humanidade do lado de fora.
Antes do profissional, existe uma pessoa. Existe uma história, uma vida, sentimentos, dias bons e dias difíceis.
Cuidar do outro nunca exigiu deixar de existir como sujeito. Porque a escuta acolhe muito mais quando ela vem de alguém real — e não de alguém tentando sustentar uma imagem impossível.
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