CLYP - Clínica de Psicologia

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Você já pegou o seu parceiro ou parceira fazendo algo que te incomodava, fechou a cara e, quando a pessoa perguntou o qu...
12/06/2026

Você já pegou o seu parceiro ou parceira fazendo algo que te incomodava, fechou a cara e, quando a pessoa perguntou o que era, você respondeu: "Nada, você sabe muito bem!"?

Na vida a dois, um dos maiores mitos que destroem casais é a ideia romântica de que "se a pessoa me ama, ela deveria saber o que eu estou sentindo". O outro não tem acesso aos nossos eventos privados (nossos pensamentos e sentimentos) a menos que a gente os verbalize de forma clara.

Quando você se cala e espera que o outro adivinhe, você gera um ciclo de frustração mútua. O outro continua emitindo o mesmo comportamento (porque não sabe que incomoda) e você continua acumulando ressentimento.

A comunicação assertiva no relacionamento é um comportamento que precisa ser treinado. Dizer claramente: "Eu me sinto magoada quando você faz X, gostaria que fizéssemos Y" poupa discussões exaustivas e constrói intimidade real.

Neste fim de semana, que tal trocar o "adivinha" pela conversa clara?

Frases como "é porque eu me preocupo com você" ou "eu faço isso porque te amo" muitas vezes são utilizadas para justific...
09/06/2026

Frases como "é porque eu me preocupo com você" ou "eu faço isso porque te amo" muitas vezes são utilizadas para justificar comportamentos controladores.

Mas é importante refletir: preocupação é diferente de controle.

Monitorar mensagens, exigir senhas, controlar roupas, amizades, horários ou decisões pessoais não são demonstrações de amor. São comportamentos que podem estar relacionados a inseguranças, medo de abandono ou necessidade de controle.

Relacionamentos saudáveis são construídos sobre confiança. Quando existe confiança, não é necessário vigiar constantemente o outro.

O amor não deve gerar sensação de prisão, medo ou sufocamento. Uma relação saudável permite proximidade sem invasão, conexão sem dependência e parceria sem perda da individualidade.

Cuidar de um relacionamento também significa respeitar os limites, a autonomia e a liberdade de quem está ao nosso lado.

Amar não é possuir. Amar é escolher permanecer, todos os dias, respeitando quem o outro é.

Nem sempre é fácil reconhecer se estamos vivendo uma relação saudável. Muitas vezes, comportamentos prejudiciais são nor...
05/06/2026

Nem sempre é fácil reconhecer se estamos vivendo uma relação saudável. Muitas vezes, comportamentos prejudiciais são normalizados ou confundidos com demonstrações de amor.

Alguns sinais costumam estar presentes em relações emocionalmente saudáveis:
• Respeito pelas diferenças e opiniões;
• Comunicação aberta e honesta;
• Confiança sem necessidade de vigilância constante;
• Apoio nos momentos difíceis;
• Liberdade para manter sua individualidade.

Um relacionamento saudável não exige que você abandone seus sonhos, amizades, gostos ou objetivos pessoais. Pelo contrário, ele oferece um ambiente seguro para que ambos possam crescer.

Quando existe respeito, cada pessoa pode ser quem é sem medo de julgamentos, punições ou rejeição.

Vale lembrar que relacionamentos saudáveis não surgem prontos. Eles são construídos diariamente por meio de pequenas atitudes de cuidado, empatia e compromisso.

Existe uma crença muito comum de que casais felizes nunca brigam, nunca discordam e vivem em constante harmonia. Porém, ...
03/06/2026

Existe uma crença muito comum de que casais felizes nunca brigam, nunca discordam e vivem em constante harmonia. Porém, essa expectativa pode gerar frustração e sofrimento.

Todo relacionamento envolve diferenças. Cada pessoa traz consigo sua história, valores, experiências e formas de enxergar o mundo. Por isso, conflitos são inevitáveis.

A diferença entre um relacionamento saudável e um relacionamento desgastante não está na quantidade de conflitos, mas na qualidade da comunicação durante esses momentos.

Em uma relação saudável, os parceiros conseguem expressar seus sentimentos sem humilhar, atacar ou invalidar o outro. Há espaço para ouvir, compreender e buscar soluções em conjunto.

Relacionamentos não crescem porque duas pessoas concordam em tudo. Eles crescem quando duas pessoas aprendem a lidar com as diferenças com respeito e maturidade.

Você não precisa procurar um relacionamento perfeito. Procure uma relação onde exista disposição para construir, dialogar e evoluir juntos.

Se o seu filho precisasse te contar um segredo difícil ou algo ruim que aconteceu com ele, você tem certeza absoluta de ...
29/05/2026

Se o seu filho precisasse te contar um segredo difícil ou algo ruim que aconteceu com ele, você tem certeza absoluta de que ele faria isso?

Essa é uma pergunta dolorosa, mas necessária. Quando falamos sobre combater o abuso infantil no Maio Laranja, a maior arma que temos em mãos não é o monitoramento constante, mas sim a qualidade da nossa escuta.

Muitas vezes, na pressa do dia a dia ou no desejo de educar, usamos frases que, sem querer, silenciam os pequenos. Expressões como "isso é coisa da sua cabeça", "você sempre inventa história" ou "se você fizer isso eu vou te castigar" criam muros invisíveis. Se a criança sente que pode ser julgada, punida ou desacreditada, ela escolhe o silêncio.

Para que a proteção funcione na prática, precisamos construir uma comunicação de portas abertas. Isso significa garantir que, não importa a gravidade da situação, o seu colo sempre será o lugar mais seguro do mundo.

Você sabe decifrar os silêncios de uma criança? Nem sempre o pedido de socorro vem em forma de palavras. Muitas vezes, e...
22/05/2026

Você sabe decifrar os silêncios de uma criança?

Nem sempre o pedido de socorro vem em forma de palavras. Muitas vezes, ele se esconde em uma mudança repentina no comportamento, em um medo inexplicável ou em um desenho no papel. Como adultos, pais, educadores, cuidadores, nosso papel é ser o porto seguro onde o silêncio também é compreendido.

Neste Maio Laranja, mês de conscientização e combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, queremos lembrar que a prevenção e a proteção começam nos detalhes do dia a dia e na nossa capacidade de observar com afeto.

Preparamos um guia rápido com sinais comportamentais que servem de alerta e a melhor forma de agir para acolher e proteger sem pressionar.

Acolher, conversar abertamente e buscar ajuda profissional qualificada são os maiores escudos que podemos oferecer aos nossos pequenos. Proteger a infância é um dever coletivo.

Se você notar qualquer sinal ou precisar de orientação para conduzir esses diálogos em casa, estamos aqui para apoiar.

Em tempos de redes sociais cheias de rotinas perfeitas e maternidade romantizada, a cobrança para ser a "mãe ideal" ou o...
19/05/2026

Em tempos de redes sociais cheias de rotinas perfeitas e maternidade romantizada, a cobrança para ser a "mãe ideal" ou o "cuidador perfeito" está adoecendo as famílias.

Mas a verdade é que a psicologia e a pediatria já descobriram, há décadas, que a perfeição é uma armadilha.

Donald Winnicott, um dos psicanalistas mais importantes no estudo do desenvolvimento infantil, trouxe um conceito que é um verdadeiro abraço: a "mãe suficientemente boa".

O papel dos pais não é evitar qualquer frustração na vida dos filhos, mas sim oferecer um ambiente seguro (o que ele chamava de holding) para que a criança aprenda a lidar com os limites da realidade. As pequenas falhas cotidianas — feitas sem intenção e de forma gradual — são justamente o que empurra a criança em direção à autonomia e à criatividade.

Se você falhou em algo hoje, se cansou, perdeu a paciência por um instante, acolha-se. Você está sendo a mãe real que seu filho precisa para crescer forte.

Quando pensamos em maternidade, muitas vezes associamos apenas aos cuidados físicos. Mas René Spitz mostrou que o desenv...
15/05/2026

Quando pensamos em maternidade, muitas vezes associamos apenas aos cuidados físicos. Mas René Spitz mostrou que o desenvolvimento infantil também depende profundamente da presença emocional e do vínculo afetivo.

O bebê/criança precisa ser visto, acolhido e respondido emocionalmente. É nessa relação que começam a surgir segurança, confiança e organização emocional.

E isso não significa perfeição. Significa presença possível e vínculo suficientemente bom.

Jonh Bowlby nos trouxe a Teoria do Apego e vários ensinamentos.Dentre eles o cuidado do maternar pode ser exclusivo, mas...
12/05/2026

Jonh Bowlby nos trouxe a Teoria do Apego e vários ensinamentos.
Dentre eles o cuidado do maternar pode ser exclusivo, mas não precisa ser único!

E quando o trabalho é o da maternidade?O estresse, silenciosamente, também é um convite:Aproxime-se, compartilhe, conect...
09/05/2026

E quando o trabalho é o da maternidade?

O estresse, silenciosamente, também é um convite:

Aproxime-se, compartilhe, conecte-se!

Mas quando ele parece na maternidade, muitas vezes aprendemos o oposto:

💪sustentar tudo sozinha;

🫣esconder o cansaço;

🫡manter a imagem de controle;

Só que o alívio do estresse passa pelo outro.

 O estresse não é apenas algo a ser eliminado, ele pode nos aproximar, nos mobilizar e até nos proteger, especialmente quando nos conecta com outras pessoas.

 O corpo, ao entrar em estresse, não ativa só o modo “luta ou fuga”. Ele também ativa um sistema de conexão social. Hormônios como a ocitocina são liberados, nos incentivando a buscar apoio, cuidar e nos aproximar. Ou seja, biologicamente, o estresse já nos empurra para o outro.

Por isso, dizer que “o alívio do estresse passa pelo outro” não é apenas uma metáfora é quase uma instrução do próprio organismo. 

Cuidar do outro ativa respostas fisiológicas que protegem o coração e diminuem os efeitos nocivos do estresse crônico. Isso muda a lógica: não é só “receber apoio”, mas também ser fonte de apoio.

Na prática, isso pode aparecer em gestos simples:

💜conversar com alguém de confiança no meio de um dia difícil;

💜aceitar ajuda sem culpa;

💜trocar experiências com outras mães;

💜ou até parar alguns minutos para estar verdadeiramente presente com quem você ama.

Você não está “dependendo” está regulando seu sistema emocional de forma saudável.

O estresse, então, deixa de ser apenas um peso e passa a ser também um convite à conexão.

Entre dar conta de tudo e se abandonar, talvez exista um outro caminho:

o de se escutar enquanto vive.

E perceber que o estresse, às vezes,

não pede que você pare, pede que você não se deixe sozinha no processo.

Por isso peça ajuda!

Endereço

Rua Das Paineiras, 87
Assis Chateaubriand, PR

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