Terapeuta Priscylla Matte

Terapeuta Priscylla Matte Te ajudo a lidar com as suas dificuldades e te auxilio a achar uma saída para seus problemas, através do seu equilíbrio mental, emocional e energético.

Terapia Transpessoal
Terapias Energéticas

O corpo não esquece, mesmo quando a mente é convencida a duvidar.  A resistência em acreditar no que uma criança narra n...
14/05/2026

O corpo não esquece, mesmo quando a mente é convencida a duvidar. 
A resistência em acreditar no que uma criança narra não é apenas um fenômeno histórico do século XIX. É um mecanismo de defesa social que ainda opera agora, dentro do consultório e na mesa de jantar. Quando o ambiente recusa o testemunho da dor, o organismo encontra uma saída solitária: ele transforma o trauma em sintoma para que a história não se perca no silêncio. 
O que chamamos de “exagero”, “sensibilidade” ou “doença sem causa” é, muitas vezes, a voz de um corpo que guardou uma verdade que ninguém pôde sustentar. Não é sobre falta de controle ou uma mente confusa; é sobre uma inteligência biológica que registrou a negligência e o abuso muito antes de existir linguagem para nomeá-los. 
A ciência já mediu o impacto e a história já mostrou o custo do recuo. Entender o passado não é um exercício intelectual — é a condição para que o corpo pare de gritar através da dor o que a alma não teve permissão para falar. 
Acreditar é o primeiro movimento de cura porque retira a vítima do isolamento do “não foi nada”. O trauma que não é acolhido torna-se um destino repetitivo. O trauma que é ouvido começa, finalmente, a pertencer ao passado. 
O que acontece na infância não f**a na infância. F**a na estrutura de quem sobreviveu, esperando o momento em que a verdade seja mais segura que o esquecimento.

Existe uma diferença muito grande entre ajudar alguém a sair de um sofrimento… e tentar acabar rápido com o desconforto ...
12/05/2026

Existe uma diferença muito grande entre ajudar alguém a sair de um sofrimento… e tentar acabar rápido com o desconforto que a fala daquela pessoa despertou em você.
Muitas vezes, quando alguém começa a falar sobre algo que a incomodou, a conversa é encerrada antes mesmo de ser compreendida.

“Deixa isso pra lá.”
“Nem vale a pena pensar nisso.”
“Segue.”
“Dilui.”

E perceba:
quem escuta geralmente acredita que está sendo maduro, racional ou equilibrado.
Mas às vezes só está desconfortável diante da emoção do outro.
Porque ouvir algo que não resolveríamos da mesma forma pode gerar tensão.
Pode incomodar.
Pode mexer em valores, experiências e percepções diferentes das nossas.
Então tentamos trazer o outro rapidamente de volta para um lugar emocional que faça mais sentido pra gente.
Só que nem tudo que parece pequeno por fora é pequeno por dentro.
Algumas situações tocam exclusão.
Outras tocam injustiça.
Outras despertam a sensação de não ser considerado, ouvido ou levado em conta.
E muitas vezes a pessoa não está procurando alguém que concorde com ela.
Está só tentando entender por que aquilo mexeu tanto dentro dela.

Talvez relações emocionalmente maduras não sejam aquelas onde ninguém se incomoda.
Talvez sejam aquelas onde existe espaço para conversar sobre o desconforto… sem que alguém precise silenciar rapidamente a experiência do outro.

09/05/2026

Ontem foi a última apresentação de Dia das Mães no colégio do meu filho.
E enquanto eu assistia… minha mente passeava por todas as outras.

Cada música.
Cada fantasia improvisada.
Cada vez que seus olhinhos me procuravam na plateia.
Cada fase que, na época, parecia comum… mas que hoje eu percebo que era única.

Então fiz esse vídeo como quem recolhe pedaços do tempo com cuidado.
Como quem agradece por ter estado lá.

Vi mães chorando ao redor. Sentindo o peso silencioso daquele fim.
E eu entendo esse choro.

A maternidade é feita de últimas vezes que a gente não percebe quando acontecem:
a última palavra dita errado,
o último colo pedido no meio da noite,
a última amamentação,
o último “mamãe” antes de virar apenas “mãe”.

Essas transições doem.
E essa dor é real.

Mas ontem eu também sorri.
Porque, depois de muito trabalho interno, aprendi algo importante:
quando a gente vive uma fase com presença… ela não vai embora da mesma forma.

Ela permanece na memória.
No corpo.
Na forma como o amor amadurece dentro da gente.

Cada etapa dele também transformou algo em mim.
Exigiu paciência onde eu achava que já não tinha mais.
Força onde eu me sentia fraca.
E um amor que mudou de forma muitas vezes, mas nunca diminuiu.

E quando olho para trás, revendo todas essas apresentações, percebo uma coisa bonita:
eu não sinto tristeza por não poder voltar.
Sinto gratidão por ter realmente vivido.

Porque percebi que muitas das coisas que eu achei que estava “perdendo”…na verdade, estavam se transformando…

E talvez essa seja uma das dores mais bonitas da maternidade:ver um pedaço seu ir embora aos poucos…e descobrir que ele ficou inteiro dentro do filho que você criou.

Conscientes sobre isso é que iremos mais longe no processo de libertação das mulheres e crianças, dessas crenças que se ...
05/05/2026

Conscientes sobre isso é que iremos mais longe no processo de libertação das mulheres e crianças, dessas crenças que se tornaram armadilhas perigosas e legais para todos nós.
Chegou o momento de não aceitarmos mais isso e questionarmos padrões culturais que já não nos servem mais.

29/04/2026

O luto de quem fomos não é um evento único. É uma erosão lenta.
Às vezes, ele começa com um silêncio que ninguém mais ouve. Outras vezes, com um corpo que simplesmente para de responder às ordens da mente. Você tenta continuar, tenta “dar conta”, tenta ser a versão que todos esperam, mas o fio que te ligava a essa identidade se rompeu.
Eu conheço o peso de recolher os próprios fragmentos. Sei como é a sensação de olhar no espelho e não encontrar ninguém familiar, enquanto o mundo lá fora continua exigindo que você seja funcional, forte e resolvida.
Muitas vezes, a dor não vem do que aconteceu, mas da pressa que temos em nos livrar do que estamos sentindo. A gente quer a cura, o alívio, a “nova versão” — tudo para não ter que sustentar o desconforto do agora.
Mas o sistema nervoso não entende de pressa. Ele entende de presença.
Hoje, quando você me diz que perdeu o chão, eu não tento te dar um novo. Eu apenas me sento ao seu lado no vazio. Eu reconheço esse silêncio porque ele também já foi meu.
O desmoronamento não é o fim. É o espaço necessário para que algo mais verdadeiro comece a ocupar o lugar.
Eu acompanho mulheres que já não cabem mais em quem foram — e ainda não sabem quem vão ser.
Se você se reconhece nesse limiar, saiba: você não precisa atravessar isso sozinha. Eu estou aqui para nomear o que você já sente, mas ainda não consegue sustentar.

A métrica que realmente importa não tem contador público.No consultório, vejo o custo invisível de tentar acompanhar o r...
16/04/2026

A métrica que realmente importa não tem contador público.
No consultório, vejo o custo invisível de tentar acompanhar o ritmo das telas: a procrastinação que nasce do medo de não ser “perfeita o suficiente”. Afinal, como sustentar a própria jornada quando o parâmetro de comparação é o recorte impecável de um casal, de uma carreira ou de uma rotina que só existe no digital?
O marketing atual diz que a curtida não importa; que o valor está no que é salvo ou compartilhado. Mas, para além da estratégia, isso revela uma verdade profunda sobre a nossa existência:
A vida de verdade acontece no silêncio.
A venda é silenciosa.
A cura é silenciosa.
O amor que sustenta é silencioso.
Ninguém vê o trabalho interno que você faz para se manter em pé. Ninguém vê o esforço para organizar o caos emocional ou a dedicação real que você coloca no seu serviço, fora das câmeras.
E, justamente por ninguém ver, começamos a duvidar que isso tenha valor.
Estamos f**ando doentes porque passamos a acreditar que só o que é validado publicamente é real. Que precisamos “aparecer para sermos lembradas”, enquanto esquecemos de nós mesmas no processo.
Mas a verdade é que o que se mostra na internet não é a realidade — é apenas o que sobrou dela depois de todos os filtros.
Onde você tem depositado a sua confiança: no que brilha na tela ou no que pulsa aí dentro, onde ninguém vê?
Talvez o segredo não seja ser mais vista, mas voltar a enxergar o que é essencial.

Tem um momento muito específico no processo de uma mulher que começa a se olhar de verdade.Ela para de dizer:“eu não sei...
15/04/2026

Tem um momento muito específico no processo de uma mulher que começa a se olhar de verdade.

Ela para de dizer:
“eu não sei o que fazer”

E começa, silenciosamente, a perceber:
“eu sei… mas não estou conseguindo sustentar.”

E isso muda completamente o tipo de conflito que ela vive.

Porque antes, era confusão.
Agora, é confronto.

Não é mais sobre falta de resposta.
É sobre o que essa resposta exige.

E é aqui que muita coisa trava.

Porque sustentar o que você já entendeu
não é só tomar uma decisão.

É lidar com o que vem depois dela.

É sustentar o desconforto.
É rever relações.
É sair de lugares que, até pouco tempo atrás, você aceitava.
É deixar de ser quem você foi por muito tempo.

E isso não é simples.

Não porque você não consegue.

Mas porque ninguém te ensinou a atravessar esse tipo de mudança com consciência.

Então você volta um passo.

Chama de dúvida o que já é clareza.
Adia o que já sabe.
E tenta, de algum jeito, continuar cabendo em um lugar que já não te comporta mais.

Se você leu até aqui e se reconheceu…

talvez o que esteja faltando não seja mais entendimento.

Talvez seja suporte
pra sustentar o que você já viu — e não consegue mais desver.

Nem todo abuso acontece com violência explícita.Alguns acontecem no território da invasão silenciosa.No momento, muitas ...
19/01/2026

Nem todo abuso acontece com violência explícita.
Alguns acontecem no território da invasão silenciosa.

No momento, muitas mulheres não reagem.
Não porque consentem —
mas porque o corpo entra em estado de proteção.

Congelar é uma resposta neurobiológica.
Confundir é uma tentativa de sobrevivência.
Silenciar é, muitas vezes, a única forma que o organismo encontra para seguir.

Depois vem a dúvida.
“Será que exagerei?”
“Talvez não tenha sido nada.”
“Por que isso ainda me incomoda?”

O que incomoda não é o fato isolado.
É a violação da fronteira.
É o corpo percebendo que algo passou sem permissão.

Fomos criadas para relativizar o nosso não.
Para explicar o desconforto.
Para acolher o erro do outro antes de reconhecer a própria dor.

Mas consentimento não é silêncio.
Não é paralisia.
Não é ausência de reação.

Consentimento é acordo.
É presença.
É segurança sentida no corpo.

Quando isso não acontece, o impacto f**a.
E o corpo guarda o que a consciência não conseguiu nomear naquele instante.

Falar sobre isso não é exagero.
É educação emocional.
É prevenção.
É reparação.

Talvez seja hora de escutar com mais cuidado
aquilo que o corpo tentou dizer em silêncio.

“Eu nem ligo mais.”Essa frase raramente fala sobre indiferença.Na maioria das vezes, ela fala sobre adaptação ao que mac...
16/01/2026

“Eu nem ligo mais.”

Essa frase raramente fala sobre indiferença.

Na maioria das vezes, ela fala sobre adaptação ao que machuca.

Quando alguém repete essa frase, geralmente já passou pela fase de tentar explicar, pedir, conversar, esperar.
E, em algum momento, o sistema interno entende que sentir dói mais do que se desligar.

O problema é que o desligamento emocional não acontece só para o que machuca.
Ele se espalha.

O corpo entra em alerta silencioso.
A musculatura se contrai.
O sono muda.
A digestão muda.
E o cansaço deixa de ser episódio para virar estado.

“Eu nem ligo mais” não é o fim do sofrimento.
É o ponto onde ele deixa de ser verbalizado e passa a ser somatizado.

Escutar essa frase com seriedade não é drama.
É prevenção.

Porque aquilo que a consciência tenta minimizar,
o corpo vai precisar expressar de algum jeito.

E quando isso acontece, não é sinal de fraqueza.
É sinal de que o organismo tentou se adaptar por tempo demais.

Por isso, o caminho nunca é endurecer ainda mais.
É reduzir a pressa, suspender a culpa
e aprender a escutar antes que o corpo precise gritar.

Talvez essa frase mereça ser escutada com muito mais cuidado de agora em diante.

Você não precisa saber tudo agora.Nem dar nome para tudo.Consciência não começa com respostas.Começa com perguntas segur...
15/01/2026

Você não precisa saber tudo agora.
Nem dar nome para tudo.

Consciência não começa com respostas.
Começa com perguntas seguras.

Este é um espaço para educar,
não para apontar culpados.

Para reconhecer padrões
que atravessam relações, histórias e gerações.

Se algo aqui tocou você,
permita-se f**ar.

Com calma.
Com profundidade.
Com verdade.

Você não chega na terapia dizendo:“eu vivi abuso”,“minhas relações me adoeceram”,“me desconectei de mim”.Você chega dize...
14/01/2026

Você não chega na terapia dizendo:
“eu vivi abuso”,
“minhas relações me adoeceram”,
“me desconectei de mim”.

Você chega dizendo que está cansada.
Confusa.
Com o corpo tenso.
Com dificuldade de descansar, de sentir, de confiar.

A maioria das mulheres que atendo não foi ensinada a reconhecer limites.
Foi ensinada a se adaptar.
A compreender o outro.
A aguentar.

E quando a adaptação vira regra,
o corpo paga a conta.

Nem tudo o que foi normalizado é saudável.
Nem tudo o que é comum é aceitável.
Mas perceber isso leva tempo —
e precisa de um espaço seguro.

Meu trabalho não é te dizer o que você viveu.
É te ajudar a escutar o que o seu corpo, suas emoções e sua história vêm tentando comunicar há muito tempo.

Sem pressa.
Sem rótulos.
Sem te diminuir para te “curar”.

Aqui, a escuta vem antes da interpretação.
A segurança vem antes da mudança.
E o ritmo é respeitado.

Se algo aqui faz sentido para você,
talvez seja só o começo de uma conversa.

Com calma.
Com profundidade.
Com verdade.

Endereço

Rua 1542, 55
Balneário Camboriú, SC
88330-503

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