Terapia Com Graciete

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Terapia Com Graciete 💫 te ajudo a superar o medo da insuficiência e fortalecer sua autoestima com estratégias para lidar com a sobrecarga, cansaço e crenças limitantes.

IA pode acolher? Mas acolhimento não é, a base da terapia?A inteligência artificial já ocupa um lugar importante na form...
30/08/2026

IA pode acolher? Mas acolhimento não é, a base da terapia?

A inteligência artificial já ocupa um lugar importante na forma como buscamos informação, organizamos pensamentos e, sim, até elaboramos sentimentos. E eu não acho que a discussão deva ser sobre demonizar seu uso. Eu mesma reconheço o quanto ela pode ser uma ferramenta potente.

Uma IA pode estar disponível às três da manhã. Pode ajudar alguém a colocar em palavras aquilo que ainda está confuso. Pode fazer perguntas, organizar pensamentos, oferecer informações e até proporcionar um alívio momentâneo quando parece não haver ninguém por perto.

Mas existe uma diferença fundamental entre responder ao sofrimento e sustentar uma relação terapêutica.

Na clínica, não escutamos apenas aquilo que é dito.

Escutamos o silêncio.
A hesitação.
A mudança no olhar.
A frase interrompida.
Aquilo que o paciente repete sem perceber.
Aquilo que evita.
Aquilo que acontece na relação entre terapeuta e paciente.

E, dependendo da abordagem, é justamente nessa relação que grande parte do trabalho acontece.

Por isso, talvez a pergunta não seja: “A IA vai substituir o psicólogo?”

A pergunta mais interessante é: qual lugar queremos dar à IA no cuidado com o sofrimento humano?

Como ferramenta de apoio, psicoeducação, organização e ampliação de acesso, há possibilidades enormes.

Como substituta de um processo terapêutico, precisamos reconhecer seus limites.

Porque sofrimento psíquico não é apenas um problema esperando pela resposta correta.

É história, corpo, contexto, vínculo, contradição, transferência, silêncio e encontro.

A tecnologia pode ajudar a organizar palavras. Mas há dores que só aparecem quando existe alguém verdadeiramente ali para escutá-las.

E você, já usou IA para falar sobre o que estava sentindo? Usa? Conta aqui como foi essa experiência. Vou adorar saber!

Maktub. ✨Eu lembro da primeira vez que li Maktub, de Paulo Coelho. Lembro da sensação de atravessar aquelas pequenas his...
28/08/2026

Maktub. ✨

Eu lembro da primeira vez que li Maktub, de Paulo Coelho. Lembro da sensação de atravessar aquelas pequenas histórias e, de alguma forma, ser atravessada por elas. Mas, sobretudo, lembro de uma palavra que ficou comigo: destino.

Durante muito tempo, talvez tempo demais, eu acreditei que destino fosse uma dessas bonitas criações da literatura. Algo que funcionava nos livros, nas histórias que terminam fazendo sentido, porque alguém já conhecia o último capítulo.

A vida me ensinou diferente.

Há coisas que a gente tenta entender, controlar, antecipar… até perceber que algumas páginas da nossa história só revelam sentido depois que são vividas.

Maktub. Está escrito.

Mas hoje eu entendo isso de uma maneira diferente.

Não como uma sentença que nos tira a liberdade, nem como se existisse um roteiro pronto do qual não pudéssemos escapar. Talvez destino seja também aquilo que acontece no encontro entre o que a vida coloca diante de nós e o que escolhemos fazer com isso.

E, olhando para trás, começo a perceber que até os encontros, as despedidas, os desvios, aquilo que não aconteceu como eu queria e os recomeços me conduziram até aqui.

Algumas coisas que um dia pareceram completamente sem sentido hoje ocupam exatamente o lugar que precisavam ocupar na minha história.

Talvez seja isso que tenha mudado em mim.

Eu ainda faço planos. Ainda desejo. Ainda escolho. Mas já não preciso controlar cada página antes de vivê-la.

Hoje eu confio um pouco mais no caminho.
No que chegou.
No que partiu.
No que permaneceu.
E, principalmente, no que ainda está vindo.

Porque talvez nem tudo aconteça como eu imaginei, mas muita coisa acontece para me levar até quem eu estou me tornando.

E aquela palavra que um dia encontrei em um livro hoje faz muito mais sentido para mim.

Maktub. ✨

Que eu tenha sabedoria para reconhecer o que já foi escrito e coragem para continuar escrevendo aquilo que ainda depende de mim.

Por muito tempo, eu não gostei de ganhar flores.E veja não era porque eu não enxergasse beleza nelas, mas porque, para m...
24/08/2026

Por muito tempo, eu não gostei de ganhar flores.

E veja não era porque eu não enxergasse beleza nelas, mas porque, para mim, flores carregavam uma memória.

Elas costumavam chegar depois da dor. Depois de algo que havia me machucado. Como uma tentativa de compensar, amenizar e talvez fazer se esquecer. E, sem perceber, aprendi a desconfiar até daquilo que era bonito.

A flor deixou de significar afeto e passou a significar: “alguma coisa aconteceu.”

Nossas experiências mudam o significado das coisas. Às vezes, não rejeitamos o gesto e sim rejeitamos tudo aquilo que um dia veio junto com ele.

E a terapia nos ajuda também ressignificar.

Hoje, estou aprendendo a receber flores e a não procurar a dor escondida em cada pétala. A não me perguntar o que aconteceu antes delas chegarem, o que precisa ser compensado, reparado ou perdoado.

Estou aprendendo simplesmente a receber.

E talvez exista uma cura imensa nisso: aprender que nem todo carinho vem depois de uma ferida. Há afetos que chegam sem dívida, sem culpa e sem nada para consertar.

Hoje, flores estão voltando a ser flores para mim.

Um gesto de amor.
Um gesto de cuidado.
Um “lembrei de você”.

E poder recebê-las assim, depois de tanto tempo, também é uma forma de florescer.

Às vezes, a maior coragem não está em continuar suportando. Está  sim em reconhecer quando alguma coisa dentro de nós es...
21/08/2026

Às vezes, a maior coragem não está em continuar suportando. Está sim em reconhecer quando alguma coisa dentro de nós está pedindo cuidado, e veja bem , essa “coisa” pode ser muito silenciosa.

Eu já acreditei que ser forte era aguentar. Hoje entendo diferente: ser forte também é saber parar, olhar para dentro, pedir ajuda, estabelecer limites e escolher a si mesma, inclusive nos dias em que essa escolha dói.

Saúde mental não é viver sem tristeza, medo ou dias difíceis. É construir um lugar dentro de nós onde possamos existir por inteiro, sem precisar nos abandonar para caber na vida, nas relações ou nas expectativas dos outros e esse é o maior desafio, pois fomos condicionados a esse padrão.

Tenho aprendido que cuidar de mim não me afasta de quem eu amo.
Me aproxima de quem eu sou.

E talvez seja justamente aí que a vida comece a florescer de verdade.

Saúde mental é presença. É escolha diária. É revolução silenciosa.

Um dia, ouvi uma reflexão de Mário Sérgio Cortella sobre não se apequenar diante da vida.E essa frase ficou em mim.Porqu...
07/08/2026

Um dia, ouvi uma reflexão de Mário Sérgio Cortella sobre não se apequenar diante da vida.

E essa frase ficou em mim.

Porque, às vezes, sem perceber, a gente vai diminuindo o tamanho dos nossos sonhos para caber nos nossos medos.
Vai silenciando desejos para não incomodar.
Vai aceitando menos para não correr o risco de perder.
Vai adiando a própria vida esperando se sentir pronta.

Mas a vida não pede que a gente seja pequeno.
Ela pede presença.
Coragem.
Escolhas.

Hoje, quando olho para tudo o que já vivi, entendo que algumas versões minhas precisaram terminar para que outras pudessem nascer.

Ainda tenho medos. Ainda tenho dúvidas.
Mas existe uma coisa que eu não quero mais fazer:

me apequenar diante da vida que eu ainda tenho para viver.

Eu quero estar à altura dela. ✨

11/06/2026

Hoje, na Feira das Empreendedoras da FADERGS, tivemos a alegria de levar uma singela homenagem a mulheres que, com sua coragem, força e trajetória, merecem o mundo.

Que cada gesto de reconhecimento possa lembrar o quanto suas histórias, lutas e conquistas têm valor. 💜✨

Gratidão a minha amiga ANNA PAZ | minha música é minha voz por nos prestigiar com essa linda homenagem!

Entre a ciência que me ensinou a perguntar e a espiritualidade que me ensinou a contemplar, encontrei um lugar de silênc...
04/06/2026

Entre a ciência que me ensinou a perguntar e a espiritualidade que me ensinou a contemplar, encontrei um lugar de silêncio.

Hoje sentei aos pés do Buda e percebi que algumas respostas não chegam pela razão nem pela fé.

Chegam quando a gente simplesmente para de lutar contra a vida e aprende a escutá-la.

Amar é continuar escolhendo a conexão, mesmo em um mundo que oferece distrações o tempo inteiro.Porque o mundo tenta te ...
12/05/2026

Amar é continuar escolhendo a conexão, mesmo em um mundo que oferece distrações o tempo inteiro.
Porque o mundo tenta te levar para longe de si, do outro, do sentir.
E ficar exige presença, verdade e fé no que se constrói todos os dias.

Mãe,há mulheres que passam pela vida.E há mulheres que se tornam casa.Tu foste casa.Mesmo quando o mundo parecia duro,me...
10/05/2026

Mãe,
há mulheres que passam pela vida.
E há mulheres que se tornam casa.

Tu foste casa.
Mesmo quando o mundo parecia duro,
mesmo quando o cansaço morava nos teus olhos,
havia em ti um jeito silencioso de amar
que segurava tudo sem fazer barulho.

Hoje eu olho essas fotografias
e vejo mais do que momentos.
Vejo tempo transformado em afeto.
Vejo mãos que acolheram,
colo que protegeu,
olhos que aprenderam a amar antes mesmo de pedir algo em troca.

Na menina do ursinho,
havia alguém sendo amada sem ainda compreender a profundidade disso.
Na mulher que te entregou um neto nos braços,
havia continuidade.
Havia tua história seguindo viva em outras vidas.

E nessa última imagem…
há algo que nenhuma palavra alcança completamente:
o encontro entre o começo e o fim,
entre quem deu a vida
e quem devolve sentido a ela.

Hoje eu consigo entender algo que talvez antes eu não conseguisse.
Mesmo coberta pelas tuas dores,
mesmo sem saber como separar o que era teu do que era meu,
mesmo me transferindo, muitas vezes, os teus medos, angústias e feridas…
você me amou.

Do jeito que conseguiu.
Do jeito que sabia.
Do jeito que a vida te permitiu aprender.

E há uma coragem imensa em reconhecer isso.
Porque amar alguém também é olhar para sua humanidade inteira,
não apenas para as faltas.

Teu amor nunca foi perfeito, mãe.
Mas foi real.
E talvez seja justamente isso que torna tudo tão profundamente humano.

Talvez seja isso que as mães façam:
elas costuram eternidade nas pessoas que amam.

E mesmo quando a vida muda os cenários,
mesmo quando os anos passam depressa,
há coisas que continuam intactas:
o teu olhar sobre mim,
e o meu amor por ti.

Para Eloisa,
que transformou cuidado em presença
e presença em memória viva.

Com amor,
Gra.

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Barueri, SP

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