16/04/2026
Ontem, nossa querida psicóloga, Márcia Polaro, ministrou a Palestra Autonomia se constrói com apoio. A palestra envolveu a história de uma criança autista que foi atendida dentro da psicanálise e se tornou um adulto brilhante e até hoje agradece por ter sido escutado e ajudado. Hoje ele contou um pouco dessa história, agradecendo e mostrando a outras pessoas o que a psicóloga psicanalista fez por ele e por outras crianças. Durante a palestra uma participante perguntou: A Psicanálise trabalha o comportamento junto ao autista?
Eu respondi: sim, o comportamento é trabalhado dentro do contexto das experiências de cada pessoa autista, a partir dos seus interesses, modo ser e interagir com o mundo.
Em seguida, outra pergunta interessante: Meu filho f**a angustiado porque não sabe dar laço no sapato, a Psicanálise cuida desse tipo de comportamento?
Eu respondi: geralmente, eu trabalho essa questão com a Terapeuta Ocupacional, mas se fazer laço no sapato traz angústia e agitação comportamental. A intervenção ocorre através da demanda da criança, podemos brincar de fazer laço no sapato do boneco ou de acordo com o contexto… porque tratar a dificuldade de laço no sapato pode ser abertura para ampliar a linguagem verbal ou não verbal, para atenção compartilhada e a mudança do comportamento que gera sofrimento para a pessoa autista. Ao unir a compreensão comportamental com a profundidade da psicanálise, entregamos ao indivíduo a chave mais importante: a autonomia sobre sua própria história.
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