18/05/2026
Já existe uma sistemática para triagem dos problemas oftalmológicos em recém-nascidos que é o “Teste do Reflexo Vermelho” (descrito por Brückner em 1962), popularmente chamado de “Teste do
Olhinho”.
Esse teste deve ser realizado pelo pediatra neonatologista ou a equipe de enfermagem do berçário já no primeiro exame das 12h de vida do recém-nascido, e caso seja detectada alguma anormalidade nos olhos do nenê, deverá ser encaminhado para exame oftalmológico.
Deve-se enfatizar que este teste é de fácil execução, não dói, não precisa de colírio e depende apenas de algum treinamento da equipe que faz o primeiro exame do recém-nascido.
Para fazê-lo, é usada uma lanterninha ou a luz que sai do oftalmoscópio (aparelho de fazer exame de fundo de olho), e observa-se o reflexo que vem das pupilas ao serem iluminadas.
Quando a retina é atingida por essa luz, os olhos saudáveis refletem tons de vermelho, laranja ou amarelo, dando aquele reflexo avermelhado, que às vezes aparece nas fotos.
Esse teste do reflexo vermelho em recém-nascidos é uma forma de avaliação visual, permitindo a identificação precoce de leucocoria (pupila branca) que ocorre em casos de catarata congênita, retinoblastoma (tumor da retina) e retinopatia da prematuridade.
No “Teste do Olhinho”, observa-se a simetria do reflexo vermelho, pois se não for simétrico indica problema em um dos olhos. Já quando há alguma alteração, não é possível observar o reflexo normal, ou sua qualidade é ruim, esbranquiçada.
A comparação dos reflexos dos dois olhos também fornece informações importantes, como diferenças de grau entre olhos ou o estrabismo.
Envie esse post para uma futura mamãe e alerte sobre a importância do teste do olhinho.