Dra. Juliana Pelaio

Dra. Juliana Pelaio Sou a Dra. Juliana Pelaio, médica hematologista formada pela Unifesp. Trabalho na área da hematologia com foco em pacientes oncológicos.

A Doença Falciforme é uma condição genética e hereditária que acompanha o paciente por toda a vida.Ela afeta os glóbulos...
29/05/2026

A Doença Falciforme é uma condição genética e hereditária que acompanha o paciente por toda a vida.

Ela afeta os glóbulos vermelhos, dificultando a circulação do sangue e podendo causar crises dolorosas, anemia, infecções e complicações em diferentes órgãos.

Mas a doença falciforme não impacta apenas o corpo.
Ela muda a rotina.
Exige acompanhamento constante.
Interfere na vida escolar, profissional e emocional de muitos pacientes.

E ainda hoje, muitas pessoas convivem não só com a doença, mas também com desinformação e invisibilidade.

Por isso, falar sobre doença falciforme também é falar sobre acolhimento, inclusão e acesso adequado à saúde.

Com diagnóstico precoce, acompanhamento especializado e tratamento adequado, é possível melhorar qualidade de vida e reduzir complicações.
Informação também faz parte do cuidado.

28/05/2026

Trecho da aula que dei ontem para hematologistas de Manaus — e o conceito que abriu toda a discussão: Attrition.

A cada linha de tratamento no mieloma múltiplo recaído refratário, perdemos uma fração dos nossos pacientes. Progressão de doença, toxicidade acumulada, perda de reserva funcional, falta de acesso às novas terapias — tudo isso contribui para que uma porcentagem signif**ativa simplesmente não chegue à próxima linha.

Os dados do mundo real confirmam: aproximadamente 30% dos pacientes com MMRR não recebem tratamento subsequente após a progressão.

E é aqui que a lógica do "guardo pra depois" desmorona.

Não existe garantia de depois.

Isso muda profundamente como devemos pensar a sequência terapêutica — especialmente agora, com anticorpos biespecíficos e outras opções de alta eficácia disponíveis. A pergunta não é mais "quando vou usar isso?" — é "por que ainda não estou usando?"

Oferecer a terapia com maior potencial de resposta profunda no momento certo não é agressividade terapêutica. É respeito ao tempo do paciente.

Continuo levando essa discussão para onde ela precisa chegar. 🩸

27/05/2026

"Minha mãe tem anemia há anos e nunca melhorou de vez. Isso é normal? Anemia tem cura?"

Essa pergunta veio da caixinha — e ela carrega um cansaço que vai muito além da hemoglobina baixa. 🩸

É o cansaço de quem cuida, acompanha consulta, compra suplemento, muda a dieta — e vê a pessoa que ama continuar sem energia, sem melhora, sem resposta.

Então vou responder com honestidade:

Anemia que não melhora com tratamento tem uma razão. Sempre.

O problema é que essa razão nem sempre foi investigada até o fim.

Existem tipos de anemia que não respondem à reposição de ferro — porque ferro não é o problema. A causa pode ser uma doença crônica subjacente, uma inflamação silenciosa, uma alteração na medula óssea ou uma condição hematológica que ainda não teve diagnóstico.

🔎 Algumas perguntas que precisam ser respondidas nesses casos:

▸ A anemia foi investigada além do hemograma? Ferritina, ferro sérico, vitamina B12, função renal e tireoidiana foram avaliados?

▸ Existe alguma doença de base — diabetes, doença renal, doença inflamatória — que pode estar mantendo a anemia?

▸ Houve resposta parcial ao tratamento ou nenhuma resposta? Isso muda completamente o raciocínio clínico.

▸ Já foi feita avaliação com hematologista? Não apenas com clínico ou ginecologista?

Anemia crônica sem causa esclarecida não é algo que se aceita — é algo que se investiga.

Se sua mãe convive com isso há anos sem resposta, ela merece uma investigação mais completa. E você, que está aqui perguntando por ela, está fazendo a coisa certa.

Salva esse post e leva para a próxima consulta. 💾
Tem mais dúvidas sobre isso? Manda aqui — respondo toda terça. 👇

A trombose acontece quando um coágulo se forma dentro de um vaso sanguíneo e interfere na circulação normal do sangue.Em...
26/05/2026

A trombose acontece quando um coágulo se forma dentro de um vaso sanguíneo e interfere na circulação normal do sangue.
Em alguns casos, os sintomas começam de forma discreta:
dor na perna, inchaço, sensação de peso ou calor local.
Mas o problema pode evoluir rapidamente.
O maior risco é quando esse coágulo se desloca e atinge o pulmão, causando uma embolia pulmonar — uma condição potencialmente grave e que exige atendimento imediato.
Alguns fatores aumentam o risco de trombose:
imobilização prolongada, cirurgias, câncer, uso de hormônios, gestação e internações recentes.
E existe um ponto importante:
nem toda trombose acontece em pacientes idosos ou gravemente doentes.
Muitas vezes, ela surge em pessoas que não imaginavam estar em risco.

Reconhecer os sinais precocemente pode evitar complicações graves.
Porque, na trombose, tempo importa.

Se você já recebeu um resultado de hemograma e não entendeu nada — esse post é pra você. 🩸O hemograma avalia três sistem...
25/05/2026

Se você já recebeu um resultado de hemograma e não entendeu nada — esse post é pra você. 🩸

O hemograma avalia três sistemas celulares que revelam muito sobre o que acontece no seu corpo.

🔴 SÉRIE VERMELHA — oxigênio
A hemoglobina transporta oxigênio para cada célula. Abaixo de 12 g/dL em mulheres e 13 g/dL em homens, chamamos de anemia.

Anemia não é diagnóstico — é um sinal. Cansaço que não passa, falta de ar, palidez e dificuldade de concentração são sintomas comuns. Muita gente vive anos achando que é estresse.

A causa precisa ser investigada: falta de ferro, vitamina B12, doença crônica ou algo que exige atenção especializada.

⚪ SÉRIE BRANCA — imunidade
Os leucócitos são as células de defesa. O hemograma mostra o total e os tipos — neutrófilos, linfócitos, monócitos, eosinófilos.

Muito elevados: podem indicar infecção, inflamação ou doenças hematológicas.
Muito baixos: neutrófilos abaixo de 1.500 aumentam o risco de infecções graves e precisam de avaliação imediata.

🟡 PLAQUETAS — coagulação
Responsáveis por estancar sangramentos. O valor de referência f**a entre 150.000 e 400.000/mm³.

Baixas explicam hematomas fáceis e sangramentos prolongados. Elevadas também merecem investigação — o contexto clínico é que define a conduta.

⚠️ Um valor alterado não é diagnóstico.
O hemograma precisa ser interpretado junto com seus sintomas, histórico e o olhar do médico. Não leia resultado sozinho — e muito menos pelo Google.

Salva esse post pra consultar antes da sua próxima consulta. 💾
Dúvida sobre o seu resultado? Deixa nos comentários — respondo toda terça.

Receber um diagnóstico suspeito muda completamente o emocional de um paciente.E muitas vezes, antes mesmo da confirmação...
23/05/2026

Receber um diagnóstico suspeito muda completamente o emocional de um paciente.

E muitas vezes, antes mesmo da confirmação, o medo já ocupa todo o espaço.

Por isso, cuidado não é apenas investigação clínica.

É acolhimento.
É escuta.
É ter responsabilidade ao conduzir cada etapa do processo diagnóstico.

Esse depoimento representa algo muito importante na prática médica:
o impacto que uma condução humana e integrada pode ter na vida de alguém.

Nem sempre o papel do médico é apenas tratar uma doença.

Às vezes, é ajudar o paciente a atravessar um dos momentos mais difíceis da vida com mais clareza, segurança e tranquilidade.



A medicina mais forte ainda continua sendo aquela que une conhecimento técnico e humanidade.

22/05/2026

A alimentação tem um papel importante durante o tratamento oncológico.

Antes da quimioterapia, manter uma dieta equilibrada e rica em nutrientes pode ajudar o organismo a lidar melhor com os efeitos do tratamento.

Proteínas, vitaminas, minerais e hidratação adequada contribuem para suporte imunológico, recuperação e manutenção da energia ao longo das sessões.

Outro ponto importante:
refeições leves antes da quimioterapia podem ajudar a reduzir desconfortos como náuseas e mal-estar.

Sopas, frutas, saladas e preparações leves costumam ser opções melhor toleradas em muitos casos.

E existe algo fundamental:

cada paciente possui necessidades nutricionais diferentes.

Por isso, o acompanhamento com nutricionista especializado faz parte do cuidado oncológico integrado.



Na oncologia, suporte também é tratamento.

cancerdosangue saude hematologista

A alimentação tem um papel importante durante o tratamento oncológico.Antes da quimioterapia, manter uma dieta equilibra...
22/05/2026

A alimentação tem um papel importante durante o tratamento oncológico.

Antes da quimioterapia, manter uma dieta equilibrada e rica em nutrientes pode ajudar o organismo a lidar melhor com os efeitos do tratamento.

Proteínas, vitaminas, minerais e hidratação adequada contribuem para suporte imunológico, recuperação e manutenção da energia ao longo das sessões.

Outro ponto importante:
refeições leves antes da quimioterapia podem ajudar a reduzir desconfortos como náuseas e mal-estar.

Sopas, frutas, saladas e preparações leves costumam ser opções melhor toleradas em muitos casos.

E existe algo fundamental:

cada paciente possui necessidades nutricionais diferentes.

Por isso, o acompanhamento com nutricionista especializado faz parte do cuidado oncológico integrado.



Na oncologia, suporte também é tratamento.

O Mieloma Múltiplo é um câncer da medula óssea que ainda chega cercado de dúvidas, medo e, muitas vezes, diagnóstico tar...
21/05/2026

O Mieloma Múltiplo é um câncer da medula óssea que ainda chega cercado de dúvidas, medo e, muitas vezes, diagnóstico tardio.
Isso porque os sinais iniciais podem parecer “comuns”:
dor nas costas, cansaço, anemia, infecções frequentes.
Mas, por trás desses sintomas, pode existir uma doença hematológica complexa que exige investigação especializada.
Nos últimos anos, a hematologia evoluiu de forma signif**ativa.
Hoje, novas terapias têm mudado o prognóstico e ampliado possibilidades que antes não existiam.
E é importante que as pessoas saibam disso.
Porque informação também faz parte do cuidado.

Diagnóstico precoce importa.
Acesso ao tratamento importa.
E esperança baseada em ciência também.

Compartilhe esse conteúdo com alguém que precisa conhecer mais sobre mieloma múltiplo.

Um paciente de 26 anos procurou atendimento com sintomas gripais.O hemograma mostrou:• leucocitose• anemiaA hipótese ini...
20/05/2026

Um paciente de 26 anos procurou atendimento com sintomas gripais.

O hemograma mostrou:
• leucocitose
• anemia

A hipótese inicial foi infecção.

Foram prescritos antibiótico e ferro.

Mas o quadro não melhorou.



Na avaliação hematológica, o padrão do exame chamava atenção:
leucocitose persistente associada a desvio à esquerda.

O diagnóstico foi Leucemia Mieloide Crônica.

E esse é um ponto importante da prática clínica:

nem toda leucocitose signif**a infecção.
Nem toda alteração hematológica deve ser tratada automaticamente.

A LMC muitas vezes é descoberta justamente assim:
em exames solicitados por outros motivos.

O hemograma não fecha o diagnóstico sozinho.

Mas frequentemente é ele que mostra o primeiro sinal de que algo mais profundo precisa ser investigado.



Hoje, com terapias-alvo orais, muitos pacientes conseguem controle prolongado da doença e acompanhamento com qualidade de vida.

O diagnóstico precoce muda completamente a evolução clínica.

Endereço

Rua Almirante Barroso, 1758
Belém, PA
66093-904

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