21/08/2026
Uma nova combinação terapêutica está mudando o cenário do tratamento do mieloma múltiplo recidivado ou refratário.
O teclistamab, um anticorpo biespecífico anti-BCMA, passou a ser combinado mais precocemente com daratumumabe em pacientes que já haviam recebido três linhas anteriores de tratamento.
No estudo MAJESTEC-3, a combinação apresentou resultados expressivos: cerca de 83% dos pacientes estavam vivos e sem progressão da doença em três anos, contra aproximadamente 30% no grupo comparador.
Mais de 80% dos pacientes também alcançaram resposta completa ou maior.
Mas inovação em hematologia não significa apenas olhar para a eficácia.
Ao ativar intensamente o sistema imunológico, precisamos considerar também complicações como infecções, hipogamaglobulinemia, citopenias e síndrome de liberação de citocinas.
Por isso, a discussão agora vai além de qual é a terapia mais nova.
Precisamos pensar qual paciente deve receber uma terapia direcionadora de células T, em qual momento e como manejar suas complicações.
Porque inovação de verdade não é apenas ter novas opções. É saber para quem, quando e como usá-las.