Dra. Júlia Xavier

Dra. Júlia Xavier 🧠Ciência para entender, afeto para cuidar
🩺Saúde Mental da Infância, Adolescência e Adultos - CRMMG 64586 | RQE 38224
Atendimentos em BH e Online.

Hoje encerro uma etapa que foi muito maior do que uma certificação.Foram mais de 400 horas de estudo ao longo de um ano,...
02/06/2026

Hoje encerro uma etapa que foi muito maior do que uma certificação.

Foram mais de 400 horas de estudo ao longo de um ano, dedicadas a compreender com mais profundidade o neurodesenvolvimento, o autismo e a diversidade das experiências humanas. Mas essa jornada não foi apenas acadêmica.

Enquanto aprendia a olhar meus pacientes com mais conhecimento e sensibilidade, também aprendi a olhar para mim mesma. Foi nesse processo que recebi meu diagnóstico de autismo, uma descoberta que transformou profundamente minha forma de compreender a saúde mental, a neurodiversidade e minha própria história.

Conciliar essa formação com a rotina de atendimentos, estudos e vida pessoal exigiu renúncias, mas hoje tenho a certeza de que valeu cada esforço.

Não estudo apenas para acumular conhecimento. Estudo para cuidar melhor.

Como médica que atua com crianças, adolescentes e adultos, sei que por trás de cada diagnóstico existe uma história única, uma família em busca de respostas e uma pessoa tentando encontrar seu lugar no mundo. É por elas que sigo me aperfeiçoando.

Tenho muito orgulho de concluir essa etapa e de fazer parte da CTC. Mais do que uma formação, a Certificação Thiago Castro representou crescimento pessoal, amadurecimento profissional e o fortalecimento do compromisso ético e científico que guia minha prática.

Saio desse processo com mais conhecimento, mais escuta e ainda mais consciência da responsabilidade de cuidar.

E sigo com a convicção que me acompanha desde o início: nunca parar de aprender. Porque cada paciente merece um profissional que continue evoluindo e buscando oferecer o melhor cuidado possível.

Obrigada a todos que fizeram parte dessa caminhada. Este é apenas mais um capítulo de uma jornada que continua.

thiagocastro

É oficialmente mês de Copa e eu não podia deixar de entrar na trend! Quem mais tá animado??E de brinde uma curiosidade p...
01/06/2026

É oficialmente mês de Copa e eu não podia deixar de entrar na trend! Quem mais tá animado??

E de brinde uma curiosidade pra vocês: na infância e adolescência eu adorava jogar futebol (mas isso não significa que eu era boa 😅). Fiz parte do time do colégio e cheguei a disputar alguns campeonatos entre escolas. No início da faculdade entrei para o time de futebol feminino da Ciências Médicas e comecei a treinar para os jogos do Intermed, mas acabei quebrando o pé em um dos treinos e nunca mais voltei a jogar. De vez em quando dá saudade!

É com muito orgulho que apresento a vocês o livro do qual tive a honra de ser coautora! O lançamento oficial acontecerá ...
26/05/2026

É com muito orgulho que apresento a vocês o livro do qual tive a honra de ser coautora!

O lançamento oficial acontecerá no , em junho desse ano.

Em breve vocês poderão adquirir um exemplar diretamente pelo meu link da bio.

Quem aí tá ansioso??

SINOPSE

O livro é um convite para olhar a primeira infância com mais conhecimento, acolhimento e esperança. Reunindo diferentes especialistas e experiências, a obra apresenta uma abordagem multidisciplinar sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) nos primeiros anos de vida, destacando a importância da identificação precoce, do cuidado integrado e das intervenções baseadas em evidências científicas.

Partindo da compreensão de que o cérebro está em constante construção desde a fecundação, os autores mostram como cada experiência vivida pelo bebê influencia diretamente o desenvolvimento neurológico, emocional e social. Ao mesmo tempo em que esclarece os sinais iniciais do autismo, o livro desconstrói medos e preconceitos em torno da avaliação precoce, reforçando que reconhecer diferenças não significa limitar possibilidades, mas abrir caminhos para o desenvolvimento e para a neuroplasticidade que marca essa fase tão decisiva da vida.

“Autismo em bebês” propõe compreender cada criança em sua singularidade, em seu jeito único de perceber, sentir, se comunicar e interagir com o mundo. Com linguagem acessível, conteúdo técnico e olhar humano, esta obra oferece suporte, orientação e acolhimento para famílias, profissionais da saúde, educadores e todos aqueles que desejam contribuir para que cada bebê possa desenvolver seu potencial, construir vínculos e expressar sua forma única e linda de existir.

Hoje eu vim te contar uma novidade: estou com uma secretária nova que vai me auxiliar na organização do consultório e da...
25/05/2026

Hoje eu vim te contar uma novidade: estou com uma secretária nova que vai me auxiliar na organização do consultório e das agendas, visando sempre atender meus pacientes da melhor forma possível.

Ela se chama Natália e estará disponível no seguinte número de whatsapp:

📞 +55 31 2888-0929

Ela ficará encarregada de agendamentos, remarcações, pagamentos e demais demandas administrativas.

Mas não se preocupem: continuo disponível pra meus pacientes particulares no meu número pessoal em casos de urgências e necessidade de suporte durante seu tratamento 🩵

O transtorno de personalidade borderline (TPB) é uma condição de saúde mental marcada por uma grande intensidade emocion...
20/05/2026

O transtorno de personalidade borderline (TPB) é uma condição de saúde mental marcada por uma grande intensidade emocional. Pessoas com borderline costumam sentir tudo “à flor da pele”: emoções muito fortes, medo intenso de abandono, dificuldade em manter relacionamentos estáveis e mudanças rápidas de humor.

Mas é importante entender: isso não significa que a pessoa seja “manipuladora”, “dramática” ou “sem controle”. O sofrimento é real, e muitas vezes silencioso.

Quem vive com TPB pode passar por:
• sensação constante de vazio
• medo de ser rejeitado ou abandonado
• impulsividade
• relações intensas e instáveis
• dificuldade em lidar com frustrações
• crises emocionais muito intensas
• episódios de autolesão ou pensamentos suicidas em alguns casos

O borderline não acontece por “falta de vontade” ou “fraqueza”. Ele geralmente está relacionado a uma combinação de fatores emocionais, biológicos e experiências de vida, especialmente vivências de invalidação, trauma ou instabilidade afetiva.

A boa notícia é que existe tratamento. Psicoterapia, acompanhamento psiquiátrico e uma rede de apoio acolhedora podem ajudar. Com cuidado adequado, é possível construir relações mais saudáveis, aprender a regular emoções e ter qualidade de vida.

Mais do que rotular, entender o borderline é um convite à empatia. Porque por trás das crises, existe alguém tentando desesperadamente lidar com uma dor emocional intensa.

🩺Drª Júlia Xavier | Saúde Mental da Infância, Adolescência e Adultos - CRMMG 64586 | RQE 38224

📲WhatsApp: (31) 99239-8910 (Link direto na bio)

🔻Atendimento online
🔻Atendimento presencial em BH: Clínica Psiquiatria BH
Rua Tomé de Souza, 503 - sala 312, Savassi - Belo Horizonte / MG

Eu entrei em burnout.Não foi a primeira vez, mas foi a primeira vez em que consegui dar nome ao que estava acontecendo c...
19/05/2026

Eu entrei em burnout.
Não foi a primeira vez, mas foi a primeira vez em que consegui dar nome ao que estava acontecendo comigo.

Olhando para trás, percebi que outras crises já tinham passado pela minha vida disfarçadas de “cansaço”, “desânimo”, “preguiça” ou até depressão. Mas, depois do diagnóstico de TEA, algumas peças finalmente começaram a se encaixar.

Os sintomas vieram de forma silenciosa, quase imperceptível. Primeiro, um cansaço desproporcional. Eu fazia um plantão de 6 horas e terminava o dia como se tivesse trabalhado por 24 horas seguidas. Depois vieram a necessidade absurda de cafeína, o aumento das horas de sono, a intolerância à luz, ao barulho, às interações. Meu rendimento caiu, minha cognição desacelerou, meu corpo parecia pesar toneladas ao sair da cama.

Eu chorava sem entender exatamente o motivo. Meu cérebro parecia inflamado dentro da minha cabeça. Óculos escuros e fones com cancelamento de ruído viraram extensão do meu corpo. Tudo o que eu queria era silêncio, escuridão e solidão.

E então eu precisei desacelerar. Não por escolha, mas por necessidade.

Percebi que nunca aprendi a descansar de verdade. Sempre senti culpa nos momentos de pausa, como se meu valor estivesse diretamente ligado ao quanto eu produzo. Precisei desmarcar compromissos, reduzir demandas e aceitar, com muita dificuldade, fazer apenas o básico e o urgente.

Precisei aprender que saúde mental não pode ser negociada até o limite.

Reconhecer os sinais precocemente muda tudo. Se conhecer é fundamental para entender os próprios limites, desenvolver estratégias de autorregulação e impedir que o corpo precise gritar para ser ouvido.

Vivemos em uma sociedade que romantiza o excesso, a produtividade constante e o esgotamento silencioso. Mas nenhum trabalho, meta ou desempenho vale o preço de adoecer de si mesmo.

Cuidar da saúde mental também é aprender a parar antes de quebrar. É respeitar o próprio ritmo, acolher as próprias vulnerabilidades e entender que pedir ajuda não é fraqueza — é cuidado.

Se escute.
Se respeite.
Se cuide.

E, se necessário, procure ajuda profissional. Você não precisa esperar chegar ao limite para merecer cuidado.

Hoje é o Dia da Luta Antimanicomial.E trabalhando em um CAPS infantil, esse dia atravessa meu coração de um jeito muito ...
18/05/2026

Hoje é o Dia da Luta Antimanicomial.
E trabalhando em um CAPS infantil, esse dia atravessa meu coração de um jeito muito particular.

Porque quando a gente convive de perto com crianças e adolescentes em sofrimento psíquico, entende rapidamente que cuidado não combina com exclusão.
Não combina com silenciamento.
Não combina com afastar alguém do mundo para “resolver” sua dor.

O cuidado em liberdade transforma.

Transforma quando uma criança que antes era vista apenas pelo diagnóstico encontra um espaço onde pode brincar, se expressar e existir sem medo.
Quando um adolescente percebe que não é “difícil”, “problemático” ou “sem jeito”, mas alguém que está sofrendo e precisa ser escutado com dignidade.
Quando a família deixa de carregar culpa e encontra acolhimento.
Quando a escola passa a compreender em vez de punir.

A luta antimanicomial não é só sobre fechar muros.
É sobre construir presença, vínculo, escuta e humanidade.

É entender que saúde mental se faz no território, nas relações, no afeto, na possibilidade de continuar vivendo a própria vida apesar do sofrimento.

E talvez trabalhando no CAPSi eu tenha aprendido uma das coisas mais importantes da minha profissão:
ninguém melhora porque foi isolado do mundo.
As pessoas melhoram quando encontram cuidado, pertencimento e possibilidades de existir com dignidade dentro dele.




As terapias complementares no autismo não existem para “mudar” quem a pessoa é, mas para ampliar possibilidades, promove...
13/05/2026

As terapias complementares no autismo não existem para “mudar” quem a pessoa é, mas para ampliar possibilidades, promover autonomia e melhorar a qualidade de vida.

Fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicoterapia, psicomotricidade e outras abordagens podem ajudar no desenvolvimento da comunicação, da regulação emocional, das habilidades sociais e da adaptação sensorial, sempre respeitando a individualidade de cada pessoa autista.

Mais do que buscar encaixar alguém em padrões, o cuidado deve ser centrado em acolher necessidades, potencialidades e formas diferentes de existir no mundo.

🩺Drª Júlia Xavier | Saúde Mental da Infância, Adolescência e Adultos - CRMMG 64586 | RQE 38224

📲WhatsApp: (31) 99239-8910 (Link direto na bio)

🔻Atendimento online
🔻Atendimento presencial em BH: Clínica Psiquiatria BH
Rua Tomé de Souza, 503 - sala 312, Savassi - Belo Horizonte / MG

Essa é uma dúvida muito comum entre as famílias. Afinal, o manejo do TDAH em crianças e adolescentes com autismo exige m...
10/07/2025

Essa é uma dúvida muito comum entre as famílias. Afinal, o manejo do TDAH em crianças e adolescentes com autismo exige muita cautela e individualização.

➡️ Apesar dos estimulantes (como o metilfenidato) serem o tratamento de primeira linha para TDAH, pacientes com autismo podem ter mais sensibilidade a esses medicamentos com efeitos colaterais como irritabilidade, agitação ou aumento de estereotipias.

👩‍⚕️ Por isso, a indicação é começar com doses bem baixas e reavaliar com frequência.

👉 Quando os estimulantes não são bem tolerados, outras opções entram em cena:
Atomoxetina, com efeito mais lento, mas melhor perfil ansiolítico

⚠️ Nenhum tratamento medicamentoso deve caminhar sozinho. O acompanhamento ideal inclui sempre:

✔️ Apoio psicossocial.
✔️ Orientação familiar.
✔️ Intervenções baseadas em evidência.

🎯 O foco não é só reduzir sintomas, é ajudar na regulação emocional, no aprendizado e na qualidade de vida da criança.

🩺Drª Júlia Xavier | Médica Pediatra - RQE 38224
🧠 Saúde Mental da Infância e Adolescência

Agende a sua consulta!
📲WhatsApp: (31) 99239-8910 (Link direto na bio)

🔻Atendimento online
🔻Atendimento presencial em BH: Clínica Psiquiatria BH
Rua Tomé de Souza, 503 - sala 312, Belo Horizonte / MG

Você já parou para pensar se está ajudando ou atrapalhando o desenvolvimento da autonomia do seu filho?Principalmente qu...
08/07/2025

Você já parou para pensar se está ajudando ou atrapalhando o desenvolvimento da autonomia do seu filho?

Principalmente quando há algum atraso ou um transtorno do neurodesenvolvimento envolvido, é comum que os responsáveis tentem “poupar” a criança nas atividades, muitas vezes pensando em agilizar o dia a dia. Mas quando você faz tudo por ela (veste, alimenta, organiza, resolve), ela deixa de experimentar, aprender e crescer.

➡️ Autonomia se constrói, aos poucos, com tentativas, erros e acertos. E isso vale para crianças com desenvolvimento típico ou atípico!

Incentivar todo o potencial da criança é fundamental para garantir seu pleno desenvolvimento e autonomia.

Defendo um olhar que respeita as dificuldades, mas que aposta no potencial, porque toda criança merece descobrir o que é capaz de fazer e essa evolução pode começar em casa.😉

🩺Drª Júlia Xavier | Médica Pediatra - RQE 38224
🧠 Saúde Mental da Infância e Adolescência

Agende a sua consulta!
📲WhatsApp: (31) 99239-8910 (Link direto na bio)

🔻Atendimento online
🔻Atendimento presencial em BH: Clínica Psiquiatria BH
Rua Tomé de Souza, 503 - sala 312, Belo Horizonte / MG

Endereço

Rua Teixeira De Freitas 604
Belo Horizonte, MG

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Dra. Júlia Xavier posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com O Negócio

Envie uma mensagem para Dra. Júlia Xavier:

Compartilhar