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Curandeiras de Si Este é um espaço criado para compartilhar dicas sobre o Feminino Sagrado, ervas para o feminino e rit
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Eu sou a pessoa que, em cenários individuais ou coletivos de alerta, tendo a ser engolida pelo medo e pelo looping menta...
07/10/2026

Eu sou a pessoa que, em cenários individuais ou coletivos de alerta, tendo a ser engolida pelo medo e pelo looping mental, que acaba sendo paralisante e muito angustiante.

Perceber esse modus operandi me levou a construir estratégias para não sucumbir totalmente a este estado paralisante.

Percebam que não é sobre se alienar, e muito menos sobre não sentir os afetos, mas sim sobre construir estratégias que te ajudam a não entrar em um buraco sem fundo de cenários mentais.

É criar um contorno entre o que você dá conta de lidar e o que não.

Importante é você reconhecer como funciona nesses momentos e o que te traz sensação de segurança, sem inibir completamente o que está sentindo e sem que isso seja uma fuga da realidade.

Isso não some com toda a sua problemática e complexidade instantaneamente, mas te oferece a opção de aprender a lidar com você mesma.

E pode parecer óbvio o que vou dizer aqui, mas para quem tem predisposição para este tipo de looping, precisa ter o óbvio relembrado, que é:

📍Ter ajuda terapêutica, não só nesses momentos, para investigar os gatilhos e origens dessa predisposição.
📍Ter rede de apoio, alguém que saiba da sua predisposição e te ajude a aterrar no presente.
📍Manter a constância da rotina:
📍Dormir bem
📍Comer bem e de preferência no mesmo horário
📍Beber água
📍Movimentar o corpo
📍Sair de casa para ver o céu, o sol e a natureza (uma caminhada no parque, nem que seja numa pracinha)
📍Organizar a casa
📍Escrever, desenhar ou montar colagens como uma forma de se esvaziar de toda a carga afetiva que está sentindo pode ser um ótimo exercício para aliviar um pouco a angústia e a sobrecarga.

Estes são alguns exemplos.

Lembrando que a ideia não é se cobrar perfeição e ter tudo sob controle, mas colocar em prioridade o que tem te ajudado a manter o centro e a integridade.

🐚 Lua Minguante em Câncer: O retorno ao útero e a purif**ação das águas emocionaisSe as fases anteriores exigiram ação, ...
03/10/2026

🐚 Lua Minguante em Câncer: O retorno ao útero e a purif**ação das águas emocionais

Se as fases anteriores exigiram ação, estrutura ou exposição no mundo, a Lua Minguante chega como um abraço silencioso que nos puxa de volta para o centro. E quando essa minguante acontece nas águas profundas de Câncer — o domicílio natural da própria Lua —, a energia é de um recolhimento visceral. É o momento em que a Grande Mãe nos acolhe em seu templo para que possamos nos despir de tudo o que já pesou demais.

A Lua Minguante em Câncer representa a descida ao refúgio sagrado. Câncer rege o útero, a casa, as raízes, a memória ancestral e a nossa capacidade de nutrir. No entanto, o arquétipo canceriano também carrega a sombra da retenção: a tendência de acumular mágoas, de guardar o lixo emocional dos outros e de assumir uma carga de cuidado que exaure a própria vitalidade.

Esta minguante não é sobre força; é sobre rendição. O céu nos convida a esvaziar o porão emocional para que a nossa alma possa respirar aliviada.

Este é o momento de fechar as portas para o barulho externo e cuidar do seu templo interno. O céu nos convida a observar: onde você tem se sacrif**ado para manter a harmonia alheia, esquecendo-se de que a primeira pessoa que precisa de acolhimento é você mesma? O céu nos questiona:

“Que peso emocional, expectativa familiar ou culpa do passado você está carregando por lealdade invisível, e que já é hora de devolver à terra?”

A energia de Câncer nos lembra que o descanso não é uma recompensa a ser conquistada após a exaustão; é uma necessidade biológica e espiritual da mulher cíclica. Sob a luz minguante, não tente resolver problemas complexos. Apenas sinta, chore o que precisa ser chorado, limpe o seu espaço físico e permita-se silenciar.

A Lua Minguante em Câncer nos ensina que recolher-se não é sinal de fraqueza, mas de profunda sabedoria. Para que um novo ciclo possa nascer limpo na próxima lunação, é preciso ter a coragem de esvaziar o que já cumpriu o seu tempo.

Fez sentido por aí? Se sim, deixa um 🐚 nos comentários.

⚖️ Vênus Retrógrada entre Escorpião e Libra: A descida ao submundo dos afetos e o resgate do valorVênus rege o nosso sen...
02/10/2026

⚖️ Vênus Retrógrada entre Escorpião e Libra: A descida ao submundo dos afetos e o resgate do valor

Vênus rege o nosso senso de merecimento, o prazer, a forma como nos relacionamos e a soberania do nosso corpo. Quando ela retrograda unindo esses dois arquétipos, vivemos o mito da descida de Inanna: para recuperar o seu poder, a deusa precisa descer aos infernos, despir-se de suas armaduras, encarar suas sombras e resgatar o que foi perdido ou entregue de graça pelo caminho.

O trânsito entre Escorpião e Libra é uma ponte alquímica. Escorpião nos joga na intensidade das profundezas, exigindo que olhemos para os nossos medos de abandono, para as manipulações sutis, para os ressentimentos guardados e para as dinâmicas de poder nas parcerias.

Já Libra nos traz de volta ao espelho da justiça, perguntando: onde você tem anulado a sua própria balança para manter o outro confortável?

Este não é um momento de expansão externa, mas de uma profunda auditoria interna. Vênus retrógrada não veio para destruir os seus amores ou os seus projetos, mas para revelar onde você tem aceitado migalhas afetivas ou profissionais, acreditando que o amor ou o sucesso exigem sacrifício.

O céu nos questiona:
“Onde você tem confundido intensidade com dor, e parceria com anulação de si mesma?”

Durante este período, antigos amores, feridas de rejeição ou questões não resolvidas sobre valor e dinheiro podem reaparecer. Não para te punir, mas para te dar a oportunidade de rescrever a rota com a maturidade da mulher que você é hoje. É a chance de encerrar ciclos cármicos de dependência emocional e restaurar o seu trono interno.

A retrogradação de Vênus entre Escorpião e Libra nos lembra que a verdadeira beleza e a verdadeira harmonia não nascem da complacência, mas da coragem de olhar para a própria sombra e declarar: eu mereço relações que reflitam a minha inteireza.

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02/10/2026

⚖️ Vênus Retrógrada entre Escorpião e Libra: A descida ao submundo dos afetos e o resgate do valor

Quando a deusa do amor, da beleza e do valor inicia sua caminhada para trás — cruzando a fronteira entre as águas profundas de Escorpião e os ares reflexivos de Libra —, o céu nos faz um convite irrecusável: parar o piloto automático dos nossos relacionamentos e descer ao templo mais sagrado e secreto do nosso interior.

Vênus rege o nosso senso de merecimento, o prazer, a forma como nos relacionamos e a soberania do nosso corpo. Quando ela retrograda unindo esses dois arquétipos, vivemos o mito da descida de Inanna: para recuperar o seu poder, a deusa precisa descer aos infernos, despir-se de suas armaduras, encarar suas sombras e resgatar o que foi perdido ou entregue de graça pelo caminho.

O trânsito entre Escorpião e Libra é uma ponte alquímica. Escorpião nos joga na intensidade das profundezas, exigindo que olhemos para os nossos medos de abandono, para as manipulações sutis, para os ressentimentos guardados e para as dinâmicas de poder nas parcerias.

Já Libra nos traz de volta ao espelho da justiça, perguntando: onde você tem anulado a sua própria balança para manter o outro confortável?

Este não é um momento de expansão externa, mas de uma profunda auditoria interna. Vênus retrógrada não veio para destruir os seus amores ou os seus projetos, mas para revelar onde você tem aceitado migalhas afetivas ou profissionais, acreditando que o amor ou o sucesso exigem sacrifício.

O céu nos questiona:
“Onde você tem confundido intensidade com dor, e parceria com anulação de si mesma?”

Durante este período, antigos amores, feridas de rejeição ou questões não resolvidas sobre valor e dinheiro podem reaparecer. Não para te punir, mas para te dar a oportunidade de rescrever a rota com a maturidade da mulher que você é hoje. É a chance de encerrar ciclos cármicos de dependência emocional e restaurar o seu trono interno.

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01/10/2026

Vênus vai f**ar retrógrada a partir do dia 03/10 e, apesar de a gente relacionar Vênus quase sempre às relações amorosas, ela também fala sobre autoestima.

Achei pertinente trazer este lembrete: a autoestima é construída a partir dos compromissos que honramos com nós mesmas.

É válido observar onde você está depositando o poder de ser validada, para que ele não esteja nas mãos de terceiros nem dependa exclusivamente de eventos externos.

Um planeta retrógrado nos convida a revisar. E olha os temas que Vênus abrange:

Amor
Relacionamentos
Prazer
Desejo
Autoestima
Dinheiro
Merecimento
Beleza

O planeta do amor vem fazendo um movimento de resgate. É hora de resgatar o que era essencial e que deixamos para trás na expectativa de ser aceitas, amadas e escolhidas.

É momento de f**ar atenta, de olhos abertos. Ao contrário do que muitas pensam, a retrogradação é um ótimo momento para corrigir o que estávamos errando até então.

O melhor a se fazer é aproveitar, assumir o lugar de adulta e fazer o que precisa ser feito para ocupar o seu lugar no mundo.

01/10/2026

Outubro é conhecido como mês das bruxas.

A bruxa nunca foi a antagonista da história. Ela foi a única figura com poder suficiente para interromper o sono da donzela.

Nos contos de fadas, e aqui não falo de entretenimento, falo de mapas simbólicos da psique feminina, existe uma estrutura que se repete: a donzela existe em estado de espera. Ela é bela, passiva, protegida. Sua virtude é medida pela sua capacidade de não agir, não querer, não transgredir.

E então a bruxa aparece.
Não por acidente. Por necessidade arquetípica.

A bruxa é a portadora da sombra que a donzela ainda não pode carregar sozinha. Ela conhece venenos e antídotos porque não tem medo de tocar o que dói. Ela vive fora do castelo, fora da estrutura que mantém a jovem aprisionada em sua própria inocência. A floresta, o chalé isolado, o caldeirão fumegante, esses não são cenários de terror. São territórios de iniciação.

A bruxa força o movimento que a donzela adiaria para sempre.
E é aqui que o paralelo se torna inevitável para mim.

Existe uma fantasia romântica sobre o que é facilitar círculos de mulheres. A ideia de que é um espaço de acolhimento suave, de flores e palavras bonitas, de abraços e validação. E sim, há tudo isso. Mas se f**ar só nisso, não é um círculo. É uma torre mais confortável.

Facilitar é saber quando o silêncio precisa durar mais do que o desconforto de quem está na roda. É não resolver o que precisa ser sentido. É sustentar o peso de uma verdade que acabou de emergir sem correr para amenizá-la. É ser a presença que não recua quando a coisa f**a difícil, porque sabe que é exatamente ali, naquele ponto de dificuldade, que a transformação está acontecendo.

A facilitadora que habita em mim carrega a bruxa como ancestral.

Não a bruxa distorcida pela narrativa patriarcal, aquela que foi queimada por saber demais, por curar demais, por ocupar espaço demais.

A donzela e a bruxa não são opostas. São estágios. São vozes. São a mesma mulher em momentos diferentes de sua própria história, uma ainda acreditando que será salva, a outra que já sabe que nunca precisou ser.

Você sente o chamado da bruxa?

Construir uma vida autêntica, ou seja, coerente com quem você é, traz frutos incríveis, mas, até chegar aos frutos, a jo...
28/09/2026

Construir uma vida autêntica, ou seja, coerente com quem você é, traz frutos incríveis, mas, até chegar aos frutos, a jornada é longa e precisa de disposição.

Primeiro, exige a disposição de se perguntar e de estar genuinamente disposta a começar a compreender quem você é. Isso implica desconstruir a imagem que você criou de si mesma até então.

Essa desconstrução de si mesma normalmente implica rupturas.

Relações que finalizam.
Emprego que não faz mais sentido.
Casa que você não sente mais como lar.
Profissão que não te contempla.
Rotina que não te leva a lugar algum.

Implica tomar decisões importantes, se responsabilizar por elas e arcar com as consequências. Dependendo do seu modus operandi, isso pode gerar sofrimento, procrastinação, sensação de vítima ou de estar perdida etc.

Não há como construir uma vida autêntica sem saber minimamente quem se é.

À medida que você vai desconstruindo a ideia que tinha de si mesma, vai começando a construir uma nova ideia, mais alinhada com o que de verdade é. Isso se faz através de erros e acertos. De se permitir vivenciar algo diferente daquilo que foi vivenciado até então. De abrir o olhar e se atentar.
Se atentar aos sinais. Sinais do corpo. Sinais que a vida oferece.

E, à medida que esse novo ser (vamos chamar assim) vai surgindo, é necessário ter recurso interno para sustentá-lo.

conforme essa jornada vai amadurecendo, vamos aprendendo a identif**ar melhor o que de fato nos contempla, quais preços estamos dispostas a pagar, quais ganhos realmente nos fazem sentido, e assim por diante.

É uma jornada que exige concessões, fôlego, perseverança, paciência, curiosidade e compaixão, além de desenvolver recursos que ajudem a direcionar e sustentar essa decisão.

O tarô é um desses recursos.

Através da sua simbologia, ele reflete o que o self está buscando. Ensina sobre o seu modus operandi. Direciona o caminho. Oferece uma linguagem que se comunica diretamente com o seu mais profundo.

Poucas são as pessoas que escolhem esse caminho. Dá trabalho. Mas ele te leva a vivenciar coisas incríveis.

Se você sente que é hora de começar a se perguntar quem você é de verdade comente TARÔ.

🌕 Lua Cheia em Áries: O fogo sagrado da autonomia e da coragemA Lua Cheia é o momento em que a luz do Sol ilumina por co...
26/09/2026

🌕 Lua Cheia em Áries: O fogo sagrado da autonomia e da coragem

A Lua Cheia é o momento em que a luz do Sol ilumina por completo a face da Lua, trazendo clareza máxima, revelações e o ápice de um ciclo. Quando essa plenitude acontece no signo de Áries, o céu se acende com a força de uma tocha. É a energia da Guerreira, do impulso vital, da coragem crua e daquele fogo que nos lembra quem somos quando despimos todos os papéis que os outros esperam que desempenhemos.

A Lua Cheia em Áries nos confronta com um dos maiores desafios da jornada de individuação: o equilíbrio entre o “eu” e o “outro”. Como o Sol está em Libra (o signo dos relacionamentos e da diplomacia), a Lua em Áries brilha como um lembrete urgente de que você não pode cuidar do mundo se abandonar a si mesma no processo.

A nossa cultura frequentemente ensina as mulheres a serem complacentes, a engolirem a própria raiva e a evitarem o conflito a qualquer custo. Mas a sabedoria da Lua em Áries nos resgata: o fogo da raiva saudável e a força do “não” são ferramentas sagradas de preservação e soberania.

🔥 A alquimia entre a paixão e o limite
Este é o momento de colher os frutos da sua assertividade. O céu nos convida a observar onde a nossa energia tem sido desperdiçada em brigas desnecessárias ou, pelo contrário, onde temos nos anulado por medo de ocupar espaço. O céu nos questiona:

“Onde você tem silenciado a sua voz, abafado o seu impulso vital e pedido desculpas por existir com intensidade, apenas para manter uma paz que te custa a própria alma?”

A energia de Áries não pede licença para brilhar, ela simplesmente arde. Sob a luz desta Lua Cheia, o véu cai e percebemos com clareza cristalina quais situações, dinâmicas ou relações já não comportam a mulher em que nos tornamos. É hora de usar esse fogo não para destruir, mas para purif**ar e cortar o que prende.

A Lua Cheia em Áries nos lembra que a verdadeira força de uma mulher não está na sua capacidade de aguentar tudo em silêncio, mas na coragem indomável de ser inteira, autêntica e fiel à sua própria essência. Deixe o fogo desta lua iluminar o seu caminho.

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Viajar para conhecer o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu foi uma das melhores decisões que tomei este ano.Tudo começa ...
24/09/2026

Viajar para conhecer o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu foi uma das melhores decisões que tomei este ano.

Tudo começa porque este parque é na região do norte de Minas Gerais, região que nasci e passei minha primeira infância. O retorno a esta região foi um grande resgate para mim, me nutriu pelas raízes. A força de pisar numa terra que você pertence e se reconhecer naquela cultura e naquele povo.

Segundo que o contato com a natureza é visceral, as cavernas são imensas, tudo é imenso e a gente sente aquela sensação gostosa de ser pequena em meio a soberania da vida e da Mãe Terra. Aquela região foi mar há milhões de anos atrás e toda aquela construção ali foi feita pacientemente e minuciosamente pela água por muitos e muitos anos.

Uma das coisas mais especiais no parque, são as inúmeras pinturas rupestres. Registros de povos que viveram ali há 4 mil, 10 mil, 14 mil anos atrás. É ter um mínimo de vislumbre de como esses ancestrais viveram ali.

E por último para mim pessoalmente foi a descoberta de uma mulher que sente livre num espaço como este. Eu me diverti tanto fazendo aquelas trilhas, principalmente a última que foi a mais desafiadora de todas que é a trilha do André e ali no meio de todas aquelas pedras e de todos aqueles desafios eu me percebi quase que como uma criança feliz descobrindo uma brincadeira nova.

Tem viagens que são marcos, e esta com certeza foi uma delas.

A terra de Peruaçu é solo ancestral que sustenta força e exibe uma beleza única. Cada canto conta uma história.

Na trilha precisa passar por dentro dessa pedra rsrs

Quando se fala de equilíbrio, fala como se fosse um lugar onde se chega e se descansa, quando na carta a água nunca para...
23/09/2026

Quando se fala de equilíbrio, fala como se fosse um lugar onde se chega e se descansa, quando na carta a água nunca para de passar de um cálice para o outro.

Tem um detalhe na imagem que a Rachel Pollack aponta e que eu adoro, a taça de baixo não está exatamente embaixo da taça de cima, a água faz um caminho que fisicamente não seria possível, e é assim que o equilíbrio parece para quem vê de fora, meio mágico, quando na verdade é prática, ajuste, atenção ao que cada momento pede.

Ela lembra também que muitas vezes a ação certa dessa carta é não fazer nada, porque quem está fora do eixo sente necessidade de agir o tempo todo, e às vezes a situação só pede que você espere a água assentar.

Íris está ligada ao sentimento, e sentimento não é a mesma coisa que emoção, a emoção é a reação que sobe na hora, o sentimento é uma escolha, uma forma inteligente de perceber o que aquela relação e aquele momento estão pedindo, então temperar não tem nada a ver com sentir menos, tem a ver com saber o que fazer com o que você sente.

E talvez seja por isso que essa carta converse tanto com a primavera e o outono, que são as estações do meio, não têm o excesso de luz do verão nem o recolhimento fundo do inverno, são passagem, aqui no sul a primavera faz subir para a luz o que ficou guardado debaixo da terra, como a água saindo do cálice de prata para o de ouro, lá no norte o outono faz o caminho de volta e recolhe para dentro o que passou o verão inteiro exposto, é a mesma água nos dois lados do mundo, só muda a direção.

Então vale você se perguntar para que lado a sua água está correndo agora, se é tempo de deixar florescer o que estava guardado ou de recolher o que já se gastou lá fora.

Endereço

Belo Horizonte, MG
30130-002

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