07/10/2026
Eu sou a pessoa que, em cenários individuais ou coletivos de alerta, tendo a ser engolida pelo medo e pelo looping mental, que acaba sendo paralisante e muito angustiante.
Perceber esse modus operandi me levou a construir estratégias para não sucumbir totalmente a este estado paralisante.
Percebam que não é sobre se alienar, e muito menos sobre não sentir os afetos, mas sim sobre construir estratégias que te ajudam a não entrar em um buraco sem fundo de cenários mentais.
É criar um contorno entre o que você dá conta de lidar e o que não.
Importante é você reconhecer como funciona nesses momentos e o que te traz sensação de segurança, sem inibir completamente o que está sentindo e sem que isso seja uma fuga da realidade.
Isso não some com toda a sua problemática e complexidade instantaneamente, mas te oferece a opção de aprender a lidar com você mesma.
E pode parecer óbvio o que vou dizer aqui, mas para quem tem predisposição para este tipo de looping, precisa ter o óbvio relembrado, que é:
📍Ter ajuda terapêutica, não só nesses momentos, para investigar os gatilhos e origens dessa predisposição.
📍Ter rede de apoio, alguém que saiba da sua predisposição e te ajude a aterrar no presente.
📍Manter a constância da rotina:
📍Dormir bem
📍Comer bem e de preferência no mesmo horário
📍Beber água
📍Movimentar o corpo
📍Sair de casa para ver o céu, o sol e a natureza (uma caminhada no parque, nem que seja numa pracinha)
📍Organizar a casa
📍Escrever, desenhar ou montar colagens como uma forma de se esvaziar de toda a carga afetiva que está sentindo pode ser um ótimo exercício para aliviar um pouco a angústia e a sobrecarga.
Estes são alguns exemplos.
Lembrando que a ideia não é se cobrar perfeição e ter tudo sob controle, mas colocar em prioridade o que tem te ajudado a manter o centro e a integridade.