02/08/2026
Há algum tempo venho aprendendo que Deus raramente tem pressa.
Nós temos. Ele, não.
Enquanto contamos dias, Ele forma pessoas.
Enquanto pedimos respostas, Ele prepara encontros.
Enquanto imaginamos o próximo capítulo, Ele já contempla a história inteira.
Talvez seja por isso que tantas vezes tenhamos a impressão de que Deus está demorando, quando, na verdade, está apenas sendo Deus.
Sempre acreditei nisso.
Mas acreditar e experimentar são coisas diferentes.
Foi então que o Hugo entrou na minha vida…
(E se você quiser ler até o final, passe as fotos para o lado, que abaixo de cada retrato, está uma parte dessa nossa história).
“Presta atenção. Confia. Acredita.”
O Hugo sempre me dizia isso.
Eu respondia que confiava.
E respondia com sinceridade.
Sempre acreditei em Deus. Sempre procurei viver uma fé concreta, feita de oração, de espera, de entrega.
Mas hoje percebo que existe uma diferença quase imperceptível entre confiar e descansar.
A gente pode entregar os planos a Deus e, ainda assim, continuar segurando o medo com a ponta dos dedos.
Eu fazia isso. Não porque duvidasse de Deus.
Mas porque, muitas vezes, ainda media a bondade d’Ele pelo tamanho da minha imaginação.
E a minha imaginação era pequena.
Muito menor do que os planos que Ele já havia escrito.
Quando atravessamos para a Ilha Anchieta, na tarde anterior ao casamento, eu ainda não sabia de nada disso.
Eu só estava feliz. Grata.
Não fazia ideia do que Deus ainda guardava.
Os quatro dias que vivemos ali pareciam suspensos do tempo: O céu permaneceu aberto. O mar esteve sereno. O vento soprou com delicadeza.
O pôr do sol da cerimônia parecia ter chegado na hora exata, como se tivesse recebido um convite.
Quem conhece aquela região sabe que isso não é comum!
Mas, curiosamente, hoje nem penso primeiro no céu limpo. Penso na paz. Era uma paz difícil de explicar: Ela estava na natureza. Nos abraços.Nas conversas. Nos silêncios. No olhar das pessoas…
Era como se todos estivéssemos percebendo a mesma coisa, ainda que ninguém encontrasse palavras para dizer.
E então chegaram os votos.
Achei que estava escrevendo uma declaração para o Hugo. Hoje entendo que Deus também escrevia aquela conversa.
E