28/07/2026
Sou Geriatra e essa é uma das perguntas que mais ouço no consultório. Vou te mostrar as duas listas, me acompanha nas legendas.
Trabalho com prevenção de declínio cognitivo todos os dias. O que sustenta resultado não vem em frasco.
O queridinho, Ômega 3. As revisões recentes não mostram benefícios cognitivos. Mas o efeito protetor da alimentação de qualidade, e principalmente de alguns tipos específicos de dieta, é amplamente reconhecido.
Ginkgo biloba foi testado em mais de 3 mil pessoas por 6 anos (JAMA, 2008) — sem redução de demência. Exercício, na mesma literatura, é um dos fatores isolados com maior evidência.
Existe um estudo com resultado positivo pro multivitamínico — mas o efeito é pequeno demais pra mudar algo na prática. Controlar pressão, glicose e colesterol entra direto na conta dos 59,5% de casos de demência evitáveis no Brasil (Suemoto et al., 2025).
Não existe estudo controlado testando soroterapia pra memória — a ausência de evidência aqui é literal. Sono ruim está associado a piora cognitiva e maior risco de demência.
Canabidiol tem estudo em modelo animal, não em humano, pra prevenção cognitiva. Isolamento social tem peso comparável ao do exercício físico nessa conta.
B12 só faz diferença em quem tem deficiência comprovada ou homocisteína alta. Reserva cognitiva se constrói com uso — estudo, trabalho mental, estímulo constante.
Saúde dá trabalho
Se tem alguém na família que confia mais no comprimido do que no hábito, manda esse carrossel pra ele.