10/05/2026
A maternidade mexe com tudo.
Com o corpo, com a rotina, com os relacionamentos… e principalmente com a nossa saúde mental.
E talvez uma das partes mais difíceis seja perceber que as comparações começam muito antes do bebê nascer.
Quem engordou menos.
Quem treinou até o final da gestação.
Quem conseguiu manter a autoestima intacta.
Quem “deu conta” de tudo.
Depois, os filhos nascem…
e as comparações crescem junto.
Já falou?
Já andou?
Dorme a noite toda?
Foi no colo ou se apresentou sozinho na escola?
E no meio disso tudo, nós mães vamos tentando nos reencontrar.
Nas antigas amizades, ou nas novas.
Nos programas que ainda fazem sentido.
No casamento.
Na mulher que existia antes da maternidade… e na nova mulher que nasceu depois dela.
São tantas mudanças ao mesmo tempo, que às vezes o emocional vai ficando para depois.
A verdade?
A terapia deveria ser item obrigatório do enxoval.
Mas com o tempo escasso, a sobrecarga e a culpa, muitas vezes vamos empurrando essa demanda para debaixo do tapete. Tentando ficar bem sozinhas. Criando estratégias de sobrevivência: novos hobbies, grupos de conversa, áudios intermináveis para as amigas, pequenas pausas no meio do caos.
E talvez o que toda mãe mais precise ouvir seja:
você não precisa dar conta de tudo o tempo todo.
Porque por trás da mãe que cuida, organiza, acolhe e sustenta… existe uma mulher tentando se encontrar no meio de tantas versões de si mesma.
E ela também merece colo.