10/06/2026
Em 2004, um brasileiro investiu apenas US$ 19 mil em uma pequena rede social criada dentro de Harvard.
O nome dele era Eduardo Saverin.
Filho de uma família de empresários paulistas, Saverin se mudou para os Estados Unidos ainda criança e entrou em Harvard para estudar Economia. Lá, conheceu um estudante de programação chamado Mark Zuckerberg.
Juntos, eles lançaram o TheFacebook.
Enquanto Zuckerberg cuidava da tecnologia e do produto, Saverin era responsável pelos investimentos, pela estrutura legal da empresa, pela captação de anunciantes e pelas finanças. Na época, ele possuía cerca de 30% das ações do negócio.
Mas a parceria não durou muito.
Com a mudança da empresa para o Vale do Silício, divergências sobre a gestão começaram a surgir. Pouco tempo depois, uma reestruturação reduziu drasticamente a participação de Saverin na empresa. O brasileiro processou o Facebook e protagonizou uma das disputas mais famosas da história da tecnologia, retratada anos depois no filme "A Rede Social".
Em 2009, as partes chegaram a um acordo sigiloso. Saverin recuperou parte de sua participação acionária e teve seu nome oficialmente reconhecido como cofundador da empresa.
Quando o Facebook abriu capital em 2012, sua fatia já valia bilhões de dólares.
Mas outro capítulo chamou atenção.
Meses antes do IPO, Saverin renunciou à cidadania americana. Como já vivia em Singapura — país que não cobra imposto sobre ganho de capital — a decisão gerou forte repercussão nos Estados Unidos. Críticos acusaram o empresário de ter reduzido sua carga tributária, enquanto ele afirmou que a mudança estava ligada à sua vida e aos seus negócios no país asiático.
Hoje, Eduardo Saverin é cofundador e co-CEO da B Capital, um dos maiores fundos de venture capital da Ásia. Segundo a Forbes, seu patrimônio ultrapassa US$ 37 bilhões.
Ele é atualmente o brasileiro mais rico do mundo.
A história de Saverin levanta uma discussão interessante: em um mundo globalizado, pessoas com grandes patrimônios podem escolher onde morar, investir e até qual sistema tributário seguir. Tudo dentro da lei.
Isso não significa que seja certo ou errado. Mas mostra que, para quem possui capital, negócios globais e mobilidade internacional, as regras do jogo costumam ser bem diferentes das enfrentadas pela maioria das pessoas.
O que você acha dessa estratégia? Inteligência financeira ou privilégio de quem já está no topo?