22/05/2026
Na enfermagem, a gente presencia o nascimento… mas também acompanha despedidas.
Teve um plantão no Rio de Janeiro que me marcou muito.
Era um paciente em estado terminal. Os médicos já tinham conversado com a família e explicado que não havia mais o que fazer.
No meu plantão, o filho dele me chamou e disse:
“Meu pai está piorando”.
Eu conversei com ele e expliquei:
“Tudo o que pode ser feito, nós estamos fazendo. Mas agora eu preciso te perguntar uma coisa… você quer que a gente leve seu pai pra sala vermelha ou prefere ficar com ele até o último momento?”
Ele escolheu ficar.
Então eu fechei o boxe e deixei os dois ali, pai e filho.
Depois de alguns minutos, ele veio até mim e disse:
“Meu pai morreu”.
Triste… mas em paz, porque pôde segurar a mão do pai até o último suspiro.
Às vezes, cuidar também é entender a dor do outro e permitir uma despedida com dignidade.
Você já viveu um momento assim na saúde ou com alguém da família? Comenta aqui. 👇