04/06/2026
Naquela noite, antes da entrega, Ele tomou o pão.
Não era só trigo e água. Era o corpo que seria partido.
“Tomai, todos, e comei: isto é o meu Corpo, que será entregue por vós.”
Depois, ergueu o cálice. Vinho comum aos olhos, mas aliança eterna no coração.
“Tomai, todos, e bebei: este é o cálice do meu Sangue, o Sangue da nova e eterna aliança, que será derramado por vós e por todos para remissão dos pecados. Fazei isto em memória de mim.”
E ali, no silêncio do cenáculo, o infinito coube num pedaço de pão.
O mesmo Jesus que andou sobre as águas, que curou com a palavra, que chorou por Lázaro, escolheu ficar.
Não em tronos de ouro, nem em templos de pedra. Mas na simplicidade de um altar, nas mãos de quem crê, no peito de quem recebe.
Na Eucaristia, Ele não é lembrança. É presença.
Não é símbolo. É encontro.
O mesmo Cristo do Calvário, agora vivo, inteiro, se dando por amor.
Cada missa é aquele mesmo momento.
Cada hóstia consagrada é Belém, é Nazaré, é o Calvário e a Ressurreição.
Ele vem frágil, em forma de pão, porque o amor quando é verdadeiro não impõe, se oferece.
“Ficai comigo” Ele pediu no Getsêmani.
Na Eucaristia, é Ele quem cumpre a promessa: “Eis que estou convosco todos os dias”.