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SUPLEMENTAR MELHOR NÃO É SUPLEMENTAR MAIS.A suplementação baseada em evidências não começa pela quantidade de produtos, ...
16/08/2026

SUPLEMENTAR MELHOR NÃO É SUPLEMENTAR MAIS.

A suplementação baseada em evidências não começa pela quantidade de produtos, mas pela necessidade individual.

Creatina, cafeína, beta-alanina, nitrato, bicarbonato de sódio e proteína possuem mecanismos, indicações, doses e níveis de benefício diferentes.

O que funciona para um atleta, modalidade ou objetivo pode ter pouco ou nenhum impacto para outra pessoa.
Por isso, antes de suplementar, é preciso perguntar:

Qual é o objetivo?
Qual é a modalidade?
Qual é a necessidade nutricional?
Qual suplemento realmente pode acrescentar benefício?
Qual dose apresenta melhor relação entre eficácia e tolerabilidade?

E existe um princípio que não muda:
Performance é construída no treino. Sono adequado, alimentação, recuperação e consistência continuam sendo a base. A suplementação entra como uma ferramenta para potencializar aquilo que já está bem estruturado.

Suplementação inteligente é escolher o suplemento certo, na dose adequada, para o objetivo certo e para a pessoa certa.

Evidência científica. Individualização. Estratégia.
Jorge Chediak Sosa | Médico

Durante muito tempo, a esteatose hepática foi tratada como uma consequência secundária da obesidade.Hoje sabemos que a d...
14/08/2026

Durante muito tempo, a esteatose hepática foi tratada como uma consequência secundária da obesidade.

Hoje sabemos que a doença hepática metabólica pode evoluir para MASH e fibrose, com consequências clínicas importantes.

O estudo ESSENCE trouxe evidências de que a semaglutida pode melhorar desfechos histológicos em pacientes com MASH e fibrose moderada/avançada.

Mas é importante não exagerar a interpretação: parte desse benefício provavelmente está relacionada à própria perda de peso, e ainda precisamos de dados de longo prazo sobre desfechos clínicos.

A mensagem não é “GLP-1 trata tudo”.

É que o tratamento moderno da obesidade pode ser direcionado também às complicações metabólicas que acompanham a doença.

O artigo “The future of obesity treatment: moving beyond weight loss to health and muscle preservation”, é uma revisão q...
09/08/2026

O artigo “The future of obesity treatment: moving beyond weight loss to health and muscle preservation”, é uma revisão que discute uma mudança importante na forma como devemos pensar o tratamento da obesidade: o sucesso não deve ser definido apenas pela quantidade de peso perdida, mas também pela qualidade dessa perda.

A questão passa a ser:

Estamos apenas reduzindo o número na balança ou estamos tornando o paciente metabolicamente e funcionalmente mais saudável?

Com a evolução da farmacoterapia antiobesidade, especialmente dos tratamentos baseados em incretinas, a perda de peso pode ser expressiva. Nesse cenário, ganha importância acompanhar também:

• redução da gordura corporal e visceral
• preservação da massa muscular
• manutenção da força
• preservação da capacidade funcional
• adequação nutricional
• melhora da saúde metabólica

É nesse contexto que exercício e nutrição passam a ser componentes importantes de uma estratégia integrada, e não simplesmente medidas destinadas a “queimar calorias”.

Esta seria apenas uma nova revisão que mostra o presente e futuro do acompanhamento do paciente em processo de emagrecimento.

Nem toda perda de peso representa melhora da composição corporal.Durante o tratamento da obesidade, o objetivo deve ser ...
05/08/2026

Nem toda perda de peso representa melhora da composição corporal.

Durante o tratamento da obesidade, o objetivo deve ser reduzir gordura corporal preservando a massa muscular. Isso depende da associação entre tratamento farmacológico, ingestão adequada de proteínas, treinamento de força e acompanhamento profissional.

A balança mostra apenas o peso total. O que realmente importa é o que está sendo perdido.

➡️ Você acompanha apenas o peso ou também a composição corporal?

5 mitos. Uma conclusão: ciência acima de opiniões.Os agonistas de GLP-1 revolucionaram o tratamento da obesidade, mas ai...
02/08/2026

5 mitos. Uma conclusão: ciência acima de opiniões.

Os agonistas de GLP-1 revolucionaram o tratamento da obesidade, mas ainda são cercados por desinformação. Nem são um “milagre”, nem representam uma solução para todos.

Quando indicados corretamente, associados à alimentação, exercício físico e mudanças no estilo de vida, podem proporcionar benefícios importantes para a saúde, a composição corporal e a qualidade de vida.

A melhor decisão é sempre individualizada e baseada em evidências científicas.

Salve este conteúdo e compartilhe com quem ainda acredita nesses mitos.

A magnitude da perda de peso com os análogos de GLP-1 depende da interação entre fatores biológicos, comportamentais e t...
01/08/2026

A magnitude da perda de peso com os análogos de GLP-1 depende da interação entre fatores biológicos, comportamentais e terapêuticos. Diferenças na farmacodinâmica individual, na função do eixo cérebro-intestino, na resistência à insulina, na composição corporal e na adesão às intervenções de estilo de vida explicam parte da heterogeneidade observada nos estudos clínicos e na prática diária. Dessa forma, a resposta ao tratamento deve ser interpretada de maneira individualizada.

Os análogos de GLP-1 provocam mudanças no paladar?As evidências atuais sugerem que, na maioria dos casos, não.Uma revisã...
28/07/2026

Os análogos de GLP-1 provocam mudanças no paladar?

As evidências atuais sugerem que, na maioria dos casos, não.

Uma revisão publicada em 2026 na Frontiers in Nutrition propõe que muitos relatos de pacientes não representam uma alteração verdadeira do paladar, mas sim uma mudança na experiência alimentar. pdf.pdf

Segundo os autores, essa experiência envolve três componentes:

* 👅 Paladar (Sensory): perceber o sabor.
* ❤️ Prazer (Liking): o quanto aquele alimento é prazeroso.
* 🧠 Desejo (Wanting): a motivação para comer.

A revisão conclui que os agonistas de GLP-1 parecem atuar principalmente nos dois últimos componentes. Ou seja, o alimento continua sendo reconhecido pelo paladar, mas passa a gerar menos recompensa, menos prazer e menor vontade de ser consumido.

Na prática, isso ajuda a explicar por que muitos pacientes dizem:

“O chocolate continua com o mesmo gosto, mas já não tenho vontade de comer.”

Essa interpretação é mais consistente com os estudos atuais do que a ideia de que os agonistas de GLP-1 “desligam” o paladar. A revisão ressalta que ainda são necessários mais estudos, mas o conjunto das evidências aponta para uma modulação dos circuitos cerebrais de recompensa, e não para uma alteração primária das papilas gustativas.

Du J, Yang Z, Chen Y. Altered eating experience during GLP-1 receptor agonist therapy: a sensory–liking–wanting framework for food preference and nutritional behaviour. Frontiers in Nutrition. 2026.

O que acontece no seu corpo durante o jejum?O jejum não significa simplesmente “ficar sem comer”. Durante esse período, ...
27/07/2026

O que acontece no seu corpo durante o jejum?

O jejum não significa simplesmente “ficar sem comer”. Durante esse período, o organismo passa por uma sequência de adaptações metabólicas para manter o fornecimento de energia aos tecidos.

Nas primeiras horas após a refeição, a energia vem principalmente da glicose dos alimentos. À medida que o tempo passa, a insulina diminui, o glucagon aumenta e o fígado utiliza suas reservas de glicogênio para manter a glicemia estável.

Com o prolongamento do jejum, o organismo aumenta a utilização da gordura corporal como combustível e o fígado passa a produzir corpos cetônicos, uma importante fonte de energia, especialmente para o cérebro em jejuns mais longos.

Essas adaptações variam de pessoa para pessoa e dependem de fatores como alimentação habitual, resistência à insulina, nível de atividade física, massa muscular e duração do jejum.

O jejum pode ser uma estratégia útil em situações específicas, mas não é indicado para todos e deve ser individualizado e, quando necessário, realizado com acompanhamento médico.

Cada organismo responde de uma forma. Por isso, não existe um protocolo único que sirva para todos.

👇 Você já experimentou fazer jejum? Conte sua experiência nos comentários.

A obesidade não tem uma única causa. E esse é um dos maiores desafios do tratamento.Duas pessoas podem ter o mesmo peso,...
26/07/2026

A obesidade não tem uma única causa. E esse é um dos maiores desafios do tratamento.

Duas pessoas podem ter o mesmo peso, o mesmo IMC e, ainda assim, ganhar peso por mecanismos completamente diferentes.

Em algumas, o cérebro demora para reconhecer a saciedade. Em outras, a fome retorna rapidamente após as refeições. Há quem coma para aliviar emoções e quem apresente um metabolismo mais econômico, gastando menos energia do que o esperado.

Esses diferentes mecanismos são conhecidos como fenótipos da obesidade. Eles ajudam a compreender a origem do ganho de peso e mostram por que a mesma estratégia não funciona para todos.

Enxergar essa individualidade é fundamental para um tratamento mais eficiente, baseado em ciência e não em culpa.

A obesidade é uma doença multifatorial, e compreender seus mecanismos é o primeiro passo para oferecer um cuidado mais preciso, humano e eficaz.

Você já tinha ouvido falar sobre os fenótipos da obesidade? Deixe sua opinião nos comentários.

Uma nova geração de medicamentos para obesidade está em desenvolvimento. A retatrutida é, hoje, uma das terapias experim...
25/07/2026

Uma nova geração de medicamentos para obesidade está em desenvolvimento. A retatrutida é, hoje, uma das terapias experimentais mais promissoras, com resultados impressionantes nos estudos clínicos de Fase 3. Ainda não aprovada para uso clínico, ela segue em avaliação científica.

Novos estudos denominados TRIUMPH-2 e TRIUMPH-3, em pacientes com obesidade associada ao diabetes tipo 2 ou à doença cardiovascular apresentaram perda de peso de até 22,6% em 80 semanas, além de melhora significativa da glicemia e de importantes fatores de risco cardiometabólicos.

Embora os resultados cardiovasculares sejam promissores, ainda não há evidência definitiva de redução de eventos como infarto e AVC, sendo necessários estudos específicos de desfechos cardiovasculares.

Esses dados reforçam o potencial da retatrutida como uma das terapias mais inovadoras no tratamento da obesidade.

Fonte: Comunicado oficial da Eli Lilly – Estudos TRIUMPH-2 e TRIUMPH-3 (23 de julho de 2026).

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