Dra Sandra Araújo Saúde Integral

Dra Sandra Araújo Saúde Integral Se você já resolveu algum problema ou doença no seu corpo e mesmo assim continua sentindo que ain

Quando um sintoma persiste por meses ou anos, duas coisas costumam acontecer.A primeira é a adaptação: o corpo aprende a...
06/06/2026

Quando um sintoma persiste por meses ou anos, duas coisas costumam acontecer.

A primeira é a adaptação: o corpo aprende a conviver com aquele estado, e o sinal f**a menos perceptível. A segunda é a normalização: chega um momento em que a pessoa simplesmente passa a achar que é assim com ela.

Mas o sintoma continua ali. Continua sendo dado clínico. Continua precisando de contexto.

Dor abdominal que aparece e desaparece. Cansaço que não passa com descanso. Digestão difícil que virou rotina. Intestino alterado que você parou de mencionar nas consultas porque já ouviu "está tudo normal" vezes demais.

Esses sinais não somem porque você se acostumou com eles.

Investigar sintomas persistentes não é alarmismo, é o caminho para entender o que está acontecendo. Às vezes a causa é simples. Às vezes é algo que ficou sem nome por tempo demais, não porque fosse difícil de encontrar, mas porque nunca foi investigado com profundidade suficiente.

Se você está nesse ciclo há mais tempo do que deveria, uma avaliação individualizada pode ser o começo de uma resposta diferente.

Este conteúdo é educativo e não substitui avaliação médica individualizada.

📍 Link na bio para agendamento.

Dra. Sandra Araújo

CRM/DF 17797 | RQE 15195 | RQE 22517

"Deve ser estresse." "É seu intestino irritável." "Tenta cortar glúten."Muitas pessoas com doença inflamatória intestina...
05/06/2026

"Deve ser estresse." "É seu intestino irritável." "Tenta cortar glúten."

Muitas pessoas com doença inflamatória intestinal passaram anos ouvindo variações dessas frases antes de ter um diagnóstico.

Doença inflamatória intestinal não é intolerância alimentar, não é ansiedade que se manifesta no intestino e não é síndrome do intestino irritável. É uma condição crônica e autoimune, o sistema imune ataca repetidamente o próprio tecido intestinal, causando inflamação que não remite sozinha.

Existem dois tipos principais, com diferenças importantes:

A doença de Crohn pode afetar qualquer segmento do trato digestivo, da boca ao â**s, e compromete todas as camadas da parede intestinal. Isso permite que ela forme fístulas, abscessos e estenoses. É uma condição potencialmente mais complexa do ponto de vista cirúrgico.

A retocolite ulcerativa se limita ao cólon e ao reto, afetando apenas a mucosa, a camada mais superficial. O sangramento nas fezes é uma manifestação mais característica nesse quadro.

As duas cursam com períodos de remissão e surtos. Os sintomas mais comuns diarreia crônica, dor abdominal, fadiga, perda de peso, se sobrepõem. É exatamente por isso que o diagnóstico diferencial exige colonoscopia com biópsias: não é possível distinguir as duas condições só por sintomas ou por exame de sangue.

O tratamento é contínuo e individualizado. Não existe protocolo único.

Se você ou alguém próximo convive com sintomas intestinais crônicos sem diagnóstico claro, a investigação especializada faz diferença.

Este conteúdo é educativo e não substitui avaliação médica individualizada.

💾 Salve. E compartilhe com quem convive com sintomas intestinais crônicos sem diagnóstico claro.

Dra. Sandra Araújo

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04/06/2026

Cafeína pode aumentar estado de alerta temporariamente.

Mas ela não corrige a origem da fadiga crônica.

Sono inadequado, inflamação metabólica, resistência à insulina, baixa recuperação fisiológica e sobrecarga crônica podem levar o organismo a depender cada vez mais de estímulos externos para manter desempenho diário.

Muitos pacientes passam anos normalizando:
✔ cansaço constante
✔ baixa energia
✔ dificuldade de concentração
✔ necessidade excessiva de café

quando o problema real pode estar na incapacidade de recuperação metabólica adequada.

Energia não depende apenas de estímulo.
Depende de biologia funcionando corretamente.

Referência:
James JE.
Psychopharmacology (Berl). 2014;231(8):1493-1510.

Dra. Sandra Araújo
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Nos últimos anos, "intestino permeável" virou assunto de podcast, grupo de WhatsApp e autodiagnóstico.E como acontece co...
04/06/2026

Nos últimos anos, "intestino permeável" virou assunto de podcast, grupo de WhatsApp e autodiagnóstico.

E como acontece com todo tema que f**a popular antes de ser entendido, o conceito foi distorcido.

Mas o mecanismo em si é real.

A parede do intestino não é uma membrana passiva. Ela é uma barreira ativa, controlada por estruturas chamadas junções estreitas, e ela decide, o tempo todo, o que entra na circulação e o que não entra.

Quando essa barreira perde integridade, moléculas que deveriam f**ar no lúmen intestinal começam a atravessar: fragmentos bacterianos, proteínas alimentares parcialmente digeridas. O sistema imune detecta essa entrada, reconhece como ameaça e responde. Quando isso se repete de forma crônica, a inflamação não f**a localizada, ela aparece em outros lugares.

Pele, articulações, humor, energia. Sintomas difusos, sem causa óbvia, que vão e voltam.

Entre os fatores associados ao comprometimento dessa barreira: disbiose intestinal, uso prolongado de anti-inflamatórios, álcool, estresse crônico e alimentação ultraprocessada. Não é uma lista pequena, é o retrato do estilo de vida de muitas mulheres que chegam ao consultório com queixas que ninguém ainda conectou.

Avaliar se esse mecanismo está presente num caso específico exige clínica, histórico e contexto. Não é diagnóstico por lista de sintomas. Não é algo que se resolve com um protocolo genérico.

Este conteúdo é educativo e não substitui avaliação médica individualizada.

💾 Salve. Esse mecanismo explica sintomas que costumam f**ar sem resposta.

Dra. Sandra Araújo

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Vitamina D não é o nutriente dos ossos. Ela age como hormônio, e seus receptores estão presentes em praticamente todos o...
04/06/2026

Vitamina D não é o nutriente dos ossos. Ela age como hormônio, e seus receptores estão presentes em praticamente todos os tecidos do corpo.

Imunidade, humor, musculatura, regulação hormonal, absorção intestinal. Tudo isso responde aos níveis de vitamina D.

O dado paradoxal: o Brasil é um país tropical com mais de 70% da população em insuficiência. O problema raramente é falta de sol, é exposição real insuficiente. Trabalho em ambiente fechado, uso de protetor sem reposição, obesidade (que reduz a biodisponibilidade) e absorção intestinal comprometida explicam a maior parte dos casos.

O exame que avalia isso é simples: 25-hidroxivitamina D sérica. Valores abaixo de 30 ng/mL indicam insuficiência. A dose de reposição, quando necessária, depende de avaliação individual, não existe protocolo único.

Se você nunca pediu esse exame, vale incluir na próxima avaliação.

Este conteúdo é educativo e não substitui avaliação médica individualizada.

💬 Compartilhe com quem vive cansado e nunca pediu vitamina D.

Dra. Sandra Araújo

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Cansaço que não passa com descanso. Cabelo que cai mais do que antes. Foco que escorrega no meio do dia.Para muitas mulh...
03/06/2026

Cansaço que não passa com descanso. Cabelo que cai mais do que antes. Foco que escorrega no meio do dia.

Para muitas mulheres, esses sinais viram rotina, atribuídos ao ritmo acelerado, à fase da vida, ao "é assim mesmo."

Em muitos casos, porém, há uma explicação investigável: deficiência de ferro.

A ferritina é a proteína responsável pelo estoque de ferro no organismo. Quando seus níveis caem, o corpo prioriza as funções vitais, e estruturas como cabelo, unhas, musculatura e cognição começam a sentir o impacto antes de qualquer alteração aparecer no hemograma.

É possível ter hemoglobina dentro da referência e, ao mesmo tempo, ferritina baixa. Isso é chamado de depleção de estoques, e os sintomas surgem antes da anemia se instalar.

A investigação começa com um exame de sangue simples. O caminho de reposição e controle depende de entender a causa, seja perda menstrual aumentada, absorção intestinal reduzida ou restrição alimentar.

Não normalize o que pode ser investigado.

Este conteúdo é educativo e não substitui avaliação médica individualizada.

💬 Salve este post. Compartilhe com uma mulher que vive cansada e nunca pediu ferritina.

Dra. Sandra Araújo

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Quantas vezes você saiu de uma consulta com mais dúvidas do que entrou?Não por falta de atenção. Mas porque o ritmo de m...
03/06/2026

Quantas vezes você saiu de uma consulta com mais dúvidas do que entrou?

Não por falta de atenção. Mas porque o ritmo de muitos atendimentos simplesmente não abre espaço para perguntas, e a maioria das pessoas sai sem questionar, achando que não é o momento, que vai parecer inconveniente, que o médico está com pressa.

O problema é que isso se acumula. Exames chegam, resultados são compartilhados por mensagem, decisões são tomadas sem que você entenda bem o raciocínio por trás delas.

Perguntas que mudam isso, e que você pode levar para qualquer consulta:

Qual é a hipótese diagnóstica? Mesmo que provisória, saber qual caminho está sendo investigado ajuda a entender os exames que foram solicitados.

Por que esse exame foi pedido? Quando você sabe o objetivo, o resultado passa a fazer sentido, em vez de chegar como um número isolado sem contexto.

Esse medicamento trata o sintoma ou a causa? A resposta muda a expectativa sobre tempo de uso, sobre o que acontece se você parar, e sobre o que mais pode precisar ser investigado.

Como vou saber se está funcionando? Todo tratamento precisa de um critério de avaliação. Se não existe um, vale perguntar.

E se não melhorar, qual é o próximo passo? Ter um plano definido antes de precisar dele reduz a ansiedade e mantém o cuidado organizado.

Consulta boa não é a mais longa. É aquela em que o paciente participa, com perguntas, com história, com protagonismo sobre o próprio cuidado.

Este conteúdo é educativo e não substitui avaliação médica individualizada.

💾 Salve e leve para a sua próxima consulta.

Dra. Sandra Araújo

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Dois tipos de consulta. Duas perguntas de partida completamente diferentes.Na primeira: qual é o sintoma? Prescreve-se o...
30/05/2026

Dois tipos de consulta. Duas perguntas de partida completamente diferentes.

Na primeira: qual é o sintoma? Prescreve-se o que trata o sintoma. Melhora, até o sintoma voltar.

Na segunda: por que esse sintoma existe nesse paciente, nesse momento, com essa história? Só depois dessa resposta começa a conduta.

Medicina integrativa não é medicina alternativa. Não é sem ciência, sem protocolo, sem evidência. É medicina que usa a mesma base científ**a com um conjunto de perguntas mais amplo, que inclui intestino, hormônios, inflamação, sono, nutrição e o que aconteceu nos últimos anos da vida dessa pessoa.

Causa raiz não é metáfora. É investigação. E ela exige tempo, exames orientados e uma escuta que vai além do que cabe em quinze minutos.

Para quem passou anos tratando sintoma por sintoma, melhorando, voltando, tentando de novo, essa mudança de ponto de partida faz diferença real. Não porque a medicina integrativa tem uma resposta mágica. Mas porque começa fazendo a pergunta certa.

Conteúdo educativo sobre abordagem médica investigativa. Cada caso tem um contexto que só a avaliação individual consegue mapear.

Salva se você já se reconheceu no primeiro tipo de consulta e ainda está procurando o segundo. 🔖

Dra. Sandra Araújo

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Pressão borderline. Cintura acima do ideal. Triglicérides elevado. HDL baixo. Glicemia de jejum alterada.Cada um desses,...
30/05/2026

Pressão borderline. Cintura acima do ideal. Triglicérides elevado. HDL baixo. Glicemia de jejum alterada.

Cada um desses, isolado, costuma receber a mesma resposta: "vamos monitorar."

O problema é quando os cinco aparecem juntos, e ninguém olha para o conjunto.

Síndrome metabólica não é uma doença única. É uma combinação de fatores que, juntos, aumentam o risco cardiovascular e metabólico de forma signif**ativa. O diagnóstico exige pelo menos três dos cinco critérios acima. E é subdiagnosticado não porque os médicos não conhecem, mas porque esses achados chegam em consultas diferentes, em momentos diferentes, e raramente são avaliados como um padrão.

Triglicérides com o cardiologista. Glicemia com o clínico. Pressão na UBS. Cada número dentro de uma faixa que "ainda não preocupa." Ninguém conecta os pontos.

Síndrome metabólica é exatamente isso: um estado que o organismo atingiu aos poucos, por acúmulo, e que uma avaliação integrativa consegue identif**ar quando olha para o quadro completo, não para exames isolados.

Conteúdo educativo. A presença de um ou mais desses achados nos seus exames merece avaliação médica individual, esse post não substitui essa conversa.

Compartilha com quem tem exames "quase normais" que nunca foram avaliados em conjunto. 🔖

Dra. Sandra Araújo

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Tem uma frase que muitas mulheres ouviram a vida inteira:"É TPM. É assim mesmo."Desconforto leve antes do ciclo existe, ...
29/05/2026

Tem uma frase que muitas mulheres ouviram a vida inteira:

"É TPM. É assim mesmo."

Desconforto leve antes do ciclo existe, é fisiológico. Mas TPM que compromete o humor por dias, que afeta o trabalho, que muda o relacionamento, que deixa o corpo irreconhecível uma semana por mês? Isso não é destino. É dado clínico.

Na fase pré-menstrual, a progesterona declina naturalmente. Quando o estrogênio permanece relativamente elevado nessa janela, o que chamamos de dominância estrogênica, os sintomas tendem a ser mais intensos: irritabilidade marcante, retenção de líquido, sensibilidade nas mamas, compulsão por doce, intestino alterado.

O intestino entra nessa equação de forma direta: a microbiota participa do metabolismo e da eliminação do estrogênio. Um intestino com disbiose pode prejudicar esse processo e amplif**ar o desbalanço hormonal. Deficiência de magnésio, baixa vitamina B6, privação de sono e estresse crônico também contribuem para a intensidade dos sintomas.

Isso não signif**a que toda TPM tem a mesma causa. Signif**a que TPM intensa tem causas investigáveis. e que investigar é diferente de tolerar.

Conteúdo educativo com base em fisiologia do ciclo menstrual. Avaliação individualizada considera histórico hormonal, intestinal e clínico, o que nenhum post consegue substituir.

Salva e compartilha com uma mulher que normaliza TPM intensa todo mês. 🔖

Dra. Sandra Araújo

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