10/05/2026
Há algo profundamente simbólico nas linhas desta imagem.
Um ventre dentro de outro ventre.
Uma mãe acolhendo um filho que, por sua vez, carrega em si a continuidade da vida.
A epigenética nos mostra que não herdamos apenas genes. Herdamos sinais, adaptações, memórias biológicas e marcas do ambiente vivido pelas gerações que vieram antes de nós.
Cada ser humano existente passou pelo corpo de uma mulher.
E, de certa forma, carrega consigo ecos das mulheres que o antecederam.
No corpo materno, existe mais do que gestação.
Existe comunicação entre gerações.
Aquilo que uma mãe vive, sente, nutre e experimenta conversa biologicamente com o futuro. E esse futuro continuará se comunicando com aqueles que ainda virão depois.
Talvez por isso a maternidade tenha algo de tão ancestral e tão poderoso.
Ela conecta passado, presente e futuro em um mesmo corpo.
Somos continuidade.
Somos memória viva.
Somos resultado de incontáveis mulheres que sustentaram a vida através do próprio ventre.
Feliz dia para todas as mães!