20/04/2026
Relato real do consultório: duas situações, o mesmo diagnóstico… e resultados bem diferentes.
Situação 1: Na sexta-feira, levei uma “pesada federal”… e a secretária também.Precisávamos conter uma criança TEA nível 3 para colher o teste de influenza. Pai e mãe gritando, criança esperneando… e lá veio chute, tapa e muita agitação. Foi demorado, difícil e estressante para todos.
Situação 2: Outra criança TEA nível 3 chegou preparada desde casa sobre como seria a coleta.Agitou, resistiu, debateu… mas todos mantiveram a calma, o silêncio e o ambiente com pouca luz. Mesmo agitado, ele permitiu a coleta.
Qual foi a diferença?
✔️ Saber antecipadamente o que iria acontecer✔️ Conter com cuidado, sem apertar demais (a não ser que a criança busque essa pressão)✔️ Silêncio e poucas luzes, respeitando o processamento sensorial
A propósito: ambas as crianças estavam com influenza.A coleta permitiu o diagnóstico e o início precoce do tratamento.
Moral da história: quando entendemos o autismo e adaptamos o ambiente, o cuidado muda completamente. Inclusão também acontece nos detalhes do atendimento.