Dra. Laura Campos- Saúde Mental e Bem-estar

Dra. Laura Campos- Saúde Mental e Bem-estar Que prazer te ter aqui! O meu objetivo? Levar acolhimento à você!

Eu sou a Doutora Laura e criei mais essa página de comunicação para levar mais conhecimento e alcançar o maior número de pessoas que sofrem e não sabem como procurar ajuda!

De dias muito especiais em Beagá. 🤍Pra quem não sabe, eu morei lá por 10 anos e fazia 7 anos que eu não voltava desde qu...
17/05/2026

De dias muito especiais em Beagá. 🤍
Pra quem não sabe, eu morei lá por 10 anos e fazia 7 anos que eu não voltava desde que me mudei.

Tem lugares que guardam versões nossas. Cheiros, rotinas, memórias, pessoas, fases da vida. E revisitar tudo isso depois de tantos anos foi como reencontrar uma parte minha que estava quietinha em algum canto dentro de mim.

Foi muito especial voltar, rever pessoas que eu amo e que, de alguma forma, também me lembram de quem eu era… e de quem eu continuo sendo. ✨

35 anos.entre obras de arte, paisagens inesquecíveis e pessoas que fazem qualquer lugar parecer casa.✨ Que dia! 😮‍💨
13/05/2026

35 anos.

entre obras de arte, paisagens inesquecíveis e pessoas que fazem qualquer lugar parecer casa.✨ Que dia! 😮‍💨

13/05/2026

35 anos hoje.

Por muito tempo achei que envelhecer fosse perder. Agora, depois de algumas voltas, percebo que é justamente o contrário: cada ano ganho me devolve uma versão mais inteira de mim mesma.

E talvez por isso seja tão bonito olhar pra Bibi, minha prima, dez anos mais nova, e ver nela uma idade que eu já tive, com toda a beleza e toda a inquietude que vêm com os 25. Estar com ela hoje, escolhendo o que vestir, indo pra Inhotim, é também uma forma de me lembrar do caminho percorrido.

Queria agradecer a vocês que já viram tantas versões de mim! Me viram imatura ainda em algumas coisas, me viram crescer em outras, e seguem aqui, em mais um dia importante.

Obrigada, de verdade! ❤️🥳

11/05/2026

A checagem constante do corpo funciona como um comportamento de segurança. Quando você sente uma angústia profunda em relação à sua imagem, o cérebro busca um alívio imediato. Você vai até o espelho, tira uma foto de um ângulo específico ou confere o caimento da roupa para confirmar que está tudo sob controle. O problema é que esse alívio dura apenas alguns minutos. Logo em seguida, a dúvida volta ainda mais forte, criando um ciclo vicioso que apenas retroalimenta a sua insegurança.

Na prática clínica, vejo isso se manifestar de formas muito sutis e dolorosas. Não estamos falando apenas de cirurgias plásticas em série. Estamos falando da mulher que não consegue sair de casa sem maquiagem porque não suporta a própria pele. Daquela que passa horas editando uma foto antes de postar. De quem evita ir à praia ou a eventos sociais porque sente que o corpo não está adequado. A cultura das redes sociais, com seu tribunal estético 24 horas por dia, atua como um acelerador cruel para mentes que já possuem essa vulnerabilidade.

Como saber se o cuidado com a aparência cruzou a linha e se tornou um problema de saúde mental? O principal sinal de alerta é o prejuízo na sua vida. Se a preocupação com a imagem consome horas do seu dia, dita o seu humor, impede você de viver experiências reais ou gera um sofrimento desproporcional, isso deixou de ser autocuidado. É um sofrimento psíquico que precisa de tratamento.

10/05/2026

O preço do propósito é algo que a gente raramente discute.

A gente fala sobre correr atrás dos sonhos, sobre construir carreira, sobre independência. Mas a gente fala pouco sobre o domingo de Dia das Mães em que você acorda longe de casa, liga a câmera do celular e tenta fazer um abraço caber numa tela de seis polegadas.

Eu vim para Brasília por causa do meu trabalho. E eu só tive coragem de vir porque a minha mãe me deu o apoio que eu precisava para voar. Ela entendeu que o meu crescimento exigia distância física, e ela suportou essa distância por amor.

Hoje o almoço não vai ser na mesma mesa. Mas cada passo que eu dou aqui, cada conquista, cada paciente que eu atendo, tem a força que ela me ensinou a ter.

Mãe, obrigada por me ensinar a voar. Feliz seu dia.

E pra você que também está longe da sua mãe hoje: sinta-se abraçada.

Uma calça, cinco looks. 🤍Essa barrel jeans atravessou meu consultório, jantar, cinema, casa, clínica dermatológica. E is...
08/05/2026

Uma calça, cinco looks. 🤍

Essa barrel jeans atravessou meu consultório, jantar, cinema, casa, clínica dermatológica. E isso me fez pensar em algo que eu falo muito quando atendo: a relação entre consumo e regulação emocional.

Quando a gente compra por impulso, não está comprando uma peça. está tentando regular um estado interno. ansiedade, tédio, tristeza, sensação de vazio. O cérebro percebe a antecipação da compra, libera dopamina, alívio momentâneo. e duas semanas depois, a peça vira “mais uma” no armário, e o ciclo recomeça.

O que eu venho aprendendo, como médica e como mulher, é que consumo consciente não é discurso de sustentabilidade. é uma prática de saúde mental. É separar desejo (que é claro, persistente, conecta com seus valores) de impulso (que é súbito, cresce na hora e alivia ansiedade).

Quando eu uso a mesma calça em cinco contextos diferentes, eu não estou só economizando. estou treinando o meu cérebro a encontrar prazer no que eu já tenho, em vez de no que eu ainda não comprei.

No Acervo essa semana abri os critérios que eu uso pra desapegar, como multiplico peças que ficam, e o exercício clínico de três perguntas que eu faço antes de comprar qualquer coisa.

Quem é assinante já viu. Quem ainda não, link na bio. 🗝️

07/05/2026

Quando eu recebi o diagnóstico de alopecia androgenética, a primeira coisa que eu senti não foi tristeza pela estética. Foi exaustão. A exaustão de saber que eu teria que lidar com isso todos os dias. A exaustão de calcular a posição do vento antes de sair de casa, de evitar fotos de cima, de gastar horas na frente do espelho tentando disfarçar uma falha que parecia gritar de volta pra mim.

No consultório, eu vejo isso o tempo todo no consultório. Mulheres que chegam esgotadas, não apenas pelas demandas da vida, mas pelo peso de tentar esconder o que consideram “imperfeições”. A gente vai se encolhendo, se escondendo, e quando percebe, a nossa autoestima já foi embora pelo ralo junto com os fios de cabelo no banho.

A alopecia não afeta só o couro cabeludo. Ela afeta a forma como a gente se enxerga no mundo. Ela gera ansiedade, insegurança e um luto silencioso por uma imagem que a gente sente que está perdendo.

Foi por isso que eu decidi parar de lutar sozinha. Parar de tentar adivinhar qual tônico de farmácia ia resolver um problema que é genético e progressivo. Entregar o meu tratamento para a ciência e para profissionais que realmente entendem do assunto, como a equipe da e a foi um dos maiores atos de autocuidado que eu já fiz por mim mesma.

06/05/2026

A autossuficiência extrema é, muitas vezes, uma ferida disfarçada de virtude.

A gente cresce ouvindo que a mulher ideal é aquela que não precisa de ninguém. Que trabalha, treina, cuida da casa, paga os boletos e ainda está sempre impecável. O que ninguém te conta é que essa hiperindependência geralmente nasce de um ambiente onde as suas necessidades não foram atendidas.

Quando você aprende cedo que não pode contar com o outro, o seu cérebro cria uma regra de sobrevivência: “se eu não precisar de ninguém, ninguém pode me machucar”. Na psiquiatria, a gente chama isso de evitação.

O problema é que a mesma muralha que te protege da decepção, te isola do afeto. Relações reais exigem troca. Exigem que você mostre a sua falta, a sua falha, o seu cansaço. Se você está sempre no controle, você não está se relacionando, você está apenas gerenciando pessoas.

Desconstruir a “mulher forte” dói. Exige olhar para o medo da rejeição e aceitar que, sim, às vezes as pessoas vão falhar com você. Mas a alternativa a isso é passar a vida inteira acompanhada apenas da sua própria exaustão.

Você não precisa dar conta de tudo o tempo todo. E está tudo bem.

06/05/2026

Get Ready With Me pra treinar 🤍

Lá no Acervo (meu Close Friends) eu compartilho mais desses bastidores: rotinas, montagem de looks, curadoria de roupas e itens de beleza, autocuidado real, reflexões aplicáveis pra vida sempre voltadas pra saúde mental, dicas de organização…

a vida real fora da rede social.

Se quiser fazer parte, link na bio. 🗝️

04/05/2026

Se você abrir o seu armário agora, vai encontrar dois tipos de roupas que estão paradas.

O primeiro tipo é a roupa da mulher que você já foi. Aquela calça que servia há cinco anos ou o vestido de uma fase que já acabou. Guardar essas peças é a forma que o cérebro encontra de adiar a aceitação de que o tempo passou e o seu corpo mudou.

O segundo tipo é a roupa da mulher que você fantasia ser. Aquela peça com etiqueta que você comprou para “quando emagrecer” ou “quando tiver mais eventos”. Guardar essas peças é a forma que o cérebro encontra de evitar a realidade da sua rotina atual.

Na prática, o armário lotado de roupas que não usamos é um armário lotado de emoções não processadas.

É sobre ter a coragem de esvaziar o armário do passado e das fantasias, para finalmente dar espaço para a mulher que você é hoje.

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