14/09/2026
Cannabis surge como alternativa promissora no tratamento da psoríase, apontam estudos
A psoríase, doença autoimune crônica que afeta cerca de 2,5% da população brasileira, principalmente entre 15 e 35 anos, pode encontrar na Cannabis uma nova aliada terapêutica. Caracterizada por lesões cutâneas avermelhadas, descamação e coceira intensa, a condição também impacta profundamente a autoestima e a saúde mental dos pacientes.
Segundo o Protocolo Clínico do Governo Federal, a psoríase está associada a comorbidades como depressão, alcoolismo, obesidade, diabetes e artrite reumatoide, podendo ser incapacitante tanto pelas lesões quanto pela forma articular.
Pesquisas recentes indicam que os canabinoides CBD e THC atuam no Sistema Endocanabinoide (SEC), promovendo efeitos anti-inflamatórios, analgésicos e ansiolíticos. A pele, maior órgão do corpo, possui receptores CB1 e CB2 que respondem a esses compostos, ajudando a modular a inflamação e a regeneração celular.
Estudos publicados nas revistas RECIMA 21 e Research, Society and Development apontam que os fitocanabinoides podem inibir a proliferação excessiva de queratinócitos, reduzir a inflamação e aliviar coceira e dor. O tratamento costuma combinar uso tópico (cremes e pomadas) com administração sublingual, potencializando os resultados.
Apesar dos avanços promissores, os pesquisadores reforçam a necessidade de mais estudos em humanos para padronizar doses e confirmar a eficácia e segurança do tratamento. A Cannabis medicinal representa, assim, uma nova fronteira de esperança para quem convive com a psoríase.
Fonte: Soucannabis