19/05/2026
Atualmente temos cada vez mais opções de medicamentos para o tratamento da obesidade, com terapias mais potentes, eficazes e com menos efeitos colaterais. Entre os mais recentes estão os agonistas de receptores hormonais, como GLP-1 e GIP, que atuam regulando o apetite e promovendo maior saciedade.
Apesar dos excelentes resultados, é fundamental que o tratamento seja individualizado. As doses precisam ser ajustadas de forma cuidadosa para evitar uma supressão exagerada da ingestão calórica. O uso sem acompanhamento médico adequado pode levar o paciente a um quadro de desnutrição, com perda de massa magra e deficiências vitamínicas.
A ingestão insuficiente de nutrientes compromete a preservação muscular, reduz o metabolismo basal e dificulta a manutenção dos resultados a longo prazo. Além disso, a ausência de uma estratégia alimentar estruturada pode favorecer o reganho de peso após a interrupção do tratamento.
O tratamento da obesidade deve sempre integrar farmacoterapia, alimentação adequada, atividade física e acompanhamento multiprofissional contínuo. Para um acompanhamento seguro e baseado em evidências, procure sempre um profissional associado à SBEM-DF.