11/05/2026
As lesões por pressão, são feridas que surgem principalmente em pacientes acamados ou com mobilidade reduzida, decorrentes da compressão prolongada dos tecidos. Esse processo compromete a circulação local, levando à diminuição da oferta de oxigênio, morte celular e, muitas vezes, evolução para quadros mais profundos e complexos.
Além da dor e do risco de infecção, essas lesões podem apresentar cicatrização lenta ou até estagnada, mesmo quando medidas essenciais como alívio de pressão, curativos adequados e controle clínico são corretamente realizados.
Esse cenário aumenta o risco de complicações e impacta diretamente a qualidade de vida do paciente.
Nesse contexto, a Oxigenoterapia Hiperbárica (OHB) surge como uma terapia complementar importante. Ao aumentar significativamente a oferta de oxigênio nos tecidos, ela contribui para estimular a formação de novos vasos sanguíneos (angiogênese), ativar fibroblastos, favorecer a síntese de colágeno e auxiliar no controle da carga bacteriana.
Em lesões por pressão mais profundas, esses efeitos podem promover a formação de tecido de granulação mais saudável e aumentar as chances de cicatrização, especialmente quando associados a uma abordagem multidisciplinar que inclui desbridamento, posicionamento adequado e suporte nutricional.
A indicação da OHB deve ser sempre individualizada, considerando fatores como a profundidade da lesão, presença de infecção, condições clínicas do paciente e resposta ao tratamento convencional. A avaliação conjunta entre a equipe de medicina hiperbárica e os médicos assistentes é essencial para garantir segurança e melhores resultados.
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