13/07/2026
Essa foi uma das mudanças importantes reforçadas pelo ATA Guidelines 2025.
Durante muitos anos, era comum prescrever levotiroxina para mulheres com anti-TPO positivo, mesmo quando apresentavam função tireoidiana normal, na expectativa de reduzir abortamentos e melhorar os desfechos da gestação.
Hoje, as melhores evidências mostram que essa estratégia não deve ser adotada de rotina.
Grandes ensaios clínicos randomizados, como os estudos TABLET e T4LIFE, demonstraram que a levotiroxina não aumenta a taxa de nascidos vivos nem reduz de forma consistente o risco de ab**to ou outros desfechos obstétricos em mulheres eutireoideas com anti-TPO positivo.
Por isso, o ATA 2025 reforça:
✅ Mulheres eutireoideas com anti-TPO positivo que estão planejando engravidar não devem receber levotiroxina rotineiramente apenas pela positividade do anticorpo.
Isso não significa que o anti-TPO possa ser ignorado.
📌 Ele continua sendo um importante marcador de risco para hipotireoidismo, identificando mulheres com maior probabilidade de desenvolver disfunção tireoidiana durante a gestação. Por esse motivo, essas pacientes devem ter o TSH monitorado antes da concepção e ao longo da gravidez, permitindo o início do tratamento caso surjam critérios para hipotireoidismo.
Você já incorporou essa mudança na sua prática clínica?