18/05/2026
Acontecimentos recentes trouxeram algumas reflexões.
Antes de ontem, dia 16, fez um ano que minha avó Velina faleceu.
Nos últimos meses de vida, ela dizia que sua casa nova estava em obra. Queria se mudar para lá. Essa casa não existia. Era delírio…
Em dezembro do ano passado, o comandante Felipe recebeu alta após 9 meses internado.
Voltou para casa.
E quando tudo parecia finalmente bem… precisou retornar ao hospital. Era o chamado…
Voltou para casa.
A casa do Pai.
Enquanto isso, Tito, meu filho, viverá de aluguel 9 meses em outra casa. O útero da minha esposa.
Se quem nasce pudesse dizer, falaria: Era tããão aconchegante…
Uns vão.
Outros chegam.
Um dia, o nosso coração também irá parar de bater.
Será o fim do corpo.
Ma será o fim?
O corpo humano é apenas uma habitação temporária do espírito.
Sabe esse corpinho que você tanto olha no espelho? É alugado.
A Bíblia chama este corpo terreno de “morada provisória”.
E chama aquilo que nos espera de “casa”. A definitiva.
Porque quando seu corpo — esse “barraco” frágil de carne e osso — se desfizer… Deus nos dará uma casa feita por Ele.
Não era delírio. Minha avó estava certa.
A casa dela ficou pronta há um ano.
A do comandante Felipe, ontem.
Enquanto alguns partem para descansar em paz… outros chegam ao mundo trazendo paz.
É o ciclo da vida. Uma obra que nunca para.
Assim como o fim da gestação não é exatamente um fim. É o começo da vida.
Talvez o fim da vida seja apenas uma porta, assim como foi o parto.
Talvez a vida tenha sido exatamente isso para aqueles que partiram: um tempo de preparo do espírito para a próxima morada.
Assim como a gestação nunca foi o destino final do bebê, mas apenas a preparação para aquilo que viria depois — a vida.
A vida terrena talvez também seja apenas a preparação para a eternidade.
Eu penso assim, e vocês? O que acham?