27/06/2026
Os 38 anos chegaram…
Todos os anos eu gosto de parar e escrever sobre o que aprendi, sobre quem me tornei e sobre como, quase sempre, a vida conseguiu ser ainda melhor do que eu imaginava.
Esse ano foi diferente. Não organizei grandes comemorações, dessa vez não planejei nada, vivi um dia normal, não porque faltaram motivos para comemorar ou agradecer. Pelo contrário. Minha vida continua cheia de amor, conquistas, encontros, aprendizados e pessoas que eu escolheria mil vezes.
Uma coisa em especial me chamou a atenção, entre mensagens e abraços, recebi lindas palavras sobre como meus amigos e familiares admiram a minha capacidade de fazer tantas coisas, de ser tão determinada e dar conta de tudo, como uma mulher maravilha…
Então eu decidi contar um segredinho pra vocês: de fato eu sou uma pessoa organizada e resolutiva e sinto que não tem nada nesse mundo que eu não possa fazer acontecer, mas vocês sabem que todo super herói tem uma fragilidade né? E a minha é justamente essa, entender que nem tudo depende da minha vontade e capacidade de fazer acontecer! Então eu também sofro, e me frustro e, as vezes, até me revolto e enfraqueço meus super poderes…
Talvez esse tenha sido o ano em que mais me senti adulta, porque entendi que amadurecer não é apenas conquistar coisas; é também aprender a conviver com o que ainda não chegou. É perceber que podemos amar profundamente a vida que temos e, ao mesmo tempo, sentir falta de algo que não existe.
E talvez eu esteja estranhando os 38 porque, pela primeira vez em muito tempo, não sinto aquela sensação confortável de estar exatamente onde gostaria de estar.
Pode ser que crescer seja isso também. Entender que nem tudo acontece no nosso tempo, que nem tudo está sob nosso controle e que ainda assim a vida continua sendo bonita.
Então eu chego aos 38 sem todas as respostas que imaginei ter. Mas chego com algo que hoje considero ainda mais valioso: a capacidade de seguir com esperança, fé e coragem, mesmo nos capítulos que ainda estão sendo escritos.