Janaína Xavier Psicanalista

Janaína Xavier Psicanalista Janaína Xavier Psicanalista
Psicanalista Clínica

03/06/2026
30/04/2026

Minha trajetória no mundo corporativo não começa agora — ela se transforma.

Ao longo dos anos, atuei diretamente na dinâmica das organizações, acompanhando rotinas, processos, metas, equipes e, principalmente, pessoas. Estive inserida em contextos onde resultados eram prioridade, mas também onde ficavam evidentes os impactos silenciosos que a pressão, os conflitos e a sobrecarga produzem no funcionamento humano.

Foi a partir dessa vivência que minha formação em gestão ganhou um novo sentido.

Com base em estudos em Processos Gerenciais e Gestão Comercial, desenvolvi uma leitura estratégica das organizações. Mas foi ao integrar essa base com a formação em saúde mental — incluindo Psicologia Clínica, Inteligência Emocional e Psicanálise — que passei a compreender o que muitas vezes não aparece nos relatórios: o que atravessa o sujeito dentro do ambiente de trabalho.

Hoje, meu trabalho se sustenta justamente nessa intersecção.

Não se trata apenas de falar sobre saúde mental nas empresas, mas de compreender como fatores psíquicos impactam diretamente a cultura organizacional, a tomada de decisão, a liderança e o desempenho das equipes.

Minha atuação é voltada para empresas que entendem que resultados não se sustentam sem pessoas — e que cuidar da saúde mental requer estratégia.





17/04/2026

Freud e seus cães 🤓❤️🐾🐕

Você sabia?

O pai da psicanálise, Sigmund Freud (1856–1939), tinha uma relação muito especial com os cães — especialmente com a raça Chow Chow. Uma de suas companheiras mais conhecidas foi Jofi, que frequentemente estava presente em seu consultório durante os atendimentos.

Relatos históricos indicam que Jofi permanecia tranquila durante as sessões e, curiosamente, costumava se levantar por volta de 50 minutos — algo que Freud utilizava como referência para o tempo da sessão.

Embora Freud observasse o comportamento da cadela diante dos pacientes, não há evidências de que ele utilizasse isso como critério diagnóstico. Ainda assim, ele percebia que a presença de Jofi podia ajudar a acalmar pessoas mais ansiosas — algo que hoje nos remete às práticas de terapia assistida por animais.

Freud também expressava, em cartas e conversas, certa admiração pela “simplicidade emocional” dos animais, em contraste com os conflitos psíquicos humanos — tema que atravessa sua obra.

Mais do que uma curiosidade, isso nos faz pensar:
o vínculo com os animais pode, sim, ter efeitos importantes sobre nosso bem-estar psíquico.

13/04/2026

Faça reforços mentais positivos na sua vida. Se afaste de pessoas que só te criticam ou te trazem sentimentos ruins.

07/02/2026

✨Na minha experiência em atendimentos percebo que muitos pacientes procuram atendimento em saúde mental no auge da crise — e depois somem.
Isso acontece com frequência aos domingos, em relações de dependência emocional, vínculos tóxicos e em funcionamentos borderline.
E não é acaso.

Na maioria das vezes, o sujeito não busca um processo terapêutico.
Busca alívio imediato da angústia.

A crise rompe defesas, desmonta o que vinha sendo sustentado à força.
Quando algo alivia — uma reconciliação, uma mensagem, uma anestesia emocional — a urgência desaparece.
E com ela, o vínculo com o tratamento.

O domingo é um dia simbólico importante: menos rotina, menos papéis sociais, menos distrações.
O vazio aparece.
Na segunda-feira, a vida “funciona” de novo — e o sofrimento volta a ser tolerável.

Em relações de dependência, o terapeuta pode ocupar temporariamente o lugar de sustentação psíquica.
Mas quando o objeto primário retorna, o tratamento perde espaço.
Não é abandono — é retorno ao vínculo que organiza o sujeito, mesmo que o adoeça.

Em funcionamentos borderline, a aproximação terapêutica também assusta.
Ser sustentado, ouvido, atravessar a crise sem colapsar…
Isso pode ser vivido como ameaça à própria organização psíquica.

Há ainda uma fantasia inconsciente muito presente:
“Se eu melhorar, eu perco algo.”
O outro, o lugar, o sentido que o sofrimento garante.

Por isso, muitos conseguem pedir ajuda na dor,
mas não conseguem sustentar a elaboração.

Não se trata de falta de compromisso.
Trata-se de estrutura.

E o trabalho clínico começa justamente aí:
onde o sujeito só consegue aparecer quando tudo desmorona.

Endereço

Cachoeirinha, RS

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