Tathiana Ghisi Neofisio

Tathiana Ghisi Neofisio Fisioterapeuta Mestre e Doutora em Neonatologia e Pediatria.

Antes da HNNE, avaliar o sistema nervoso de um recém-nascido significava escolher entre métodos longos, dependentes de e...
28/08/2026

Antes da HNNE, avaliar o sistema nervoso de um recém-nascido significava escolher entre métodos longos, dependentes de equipe altamente treinada e, muitas vezes, inviáveis dentro da rotina de uma UTIN.

A avaliação de Prechtl levava trinta minutos e não era compatível com prematuros. Brazelton priorizava o comportamento, mas era difícil de aplicar rotineiramente.

Lilly Dubowitz, ao lado do marido Victor Dubowitz, propôs outro caminho: uma avaliação viável tanto para prematuros quanto para recém-nascidos a termo, executável em apenas quinze minutos, capaz de documentar toda a evolução do bebê.

O trabalho nasceu dentro do Hammersmith Hospital, unidade ligada ao Imperial College conhecida por suas conexões de pesquisa, e deu origem ao que hoje conhecemos como HNNE. Anos depois, os mesmos princípios geraram a HINE, para o acompanhamento no período pós-neonatal.

O método que hoje cabe na rotina de um serviço de fisioterapia neonatal existe porque alguém precisou resolver um problema de tempo e viabilidade clínica, não porque alguém queria criar mais uma escala.

Avaliação de desenvolvimento e avaliação neurológica medem coisas diferentes. A primeira observa o que a criança já cons...
27/08/2026

Avaliação de desenvolvimento e avaliação neurológica medem coisas diferentes. A primeira observa o que a criança já consegue fazer, comparando com marcos esperados para a idade. Já a segunda investiga o funcionamento do sistema nervoso central, como tônus, reflexos, padrões de movimento e nervos cranianos, independentemente de a criança ter alcançado determinado marco.

Bayley, AIMS e TIMP pertencem ao primeiro grupo. HNNE e HINE pertencem ao segundo.

Estar dentro do esperado em um instrumento de desenvolvimento não garante ausência de achado neurológico relevante. O contrário também acontece.

Conhecer qual instrumento responde a qual pergunta clínica evita que um sinal de risco passe despercebido, ou que uma variação normal seja tratada como alarme.

25/08/2026

O menos é sempre mais quando trabalhamos com bebês.

Você sabia que um simples toque de mão cheia, o contato visual e o tom da nossa voz são ferramentas poderosas de avaliação e estímulo?

Bebês são puramente sensoriais e captam o mundo através dessas interações. Se o tempo for curto, priorize a observação atenta. Às vezes, ajudar o bebê a sentir a textura do próprio cabelo ou rosto algo que a desorganização motora pode impedir já gera um impacto gigantesco. Toque, observe e escute!

Vamos falar sobre os itens que compõem o instrumento, como selecioná-los numa consulta breve e os principais sinais de a...
21/08/2026

Vamos falar sobre os itens que compõem o instrumento, como selecioná-los numa consulta breve e os principais sinais de alerta na interpretação dos achados. Também entra em pauta um ponto que costuma gerar dúvida na prática: até onde a triagem é suficiente e quando ela exige a aplicação completa da HINE.

O encontro é pensado para quem já domina a lógica da avaliação neurológica e quer aplicá-la com mais eficiência na rotina clínica, sem abrir mão da precisão.

24/08, às 19h30, online.

Exclusiva para ex-alunos dos cursos HINE e Protocolos de Avaliação HNNE–HINE. Inscreva-se e ative o lembrete.

Quantidade e qualidade de movimento dizem mais do que muitos te**es aplicados em sequência.Em um exame neurológico compl...
20/08/2026

Quantidade e qualidade de movimento dizem mais do que muitos te**es aplicados em sequência.

Em um exame neurológico completo, cada item tem seu papel. Mas quando o tempo é curto, o padrão de movimento espontâneo carrega uma densidade de informação que nenhum outro item isolado entrega: tônus, organização postural, repertório motor, tudo ali, observável em segundos.

Isso orienta a decisão nos casos em que a avaliação completa não cabe na consulta, sem substituí-la.

No Brief-HINE, essa lógica de priorização é o centro do raciocínio clínico: o que observar primeiro, o que sustenta a maior parte da decisão, e onde estão os limites da triagem.

Vamos destrinchar exatamente isso na aula aberta do dia 24/08, às 19h30, online.

Exclusiva para ex-alunos dos cursos HINE e Protocolos de Avaliação HNNE–HINE. Inscreva-se e ative o lembrete.

Fisioterapeuta pode dizer que o bebê tem diagnóstico de paralisia cerebral?Essa dúvida aparece toda semana, de formas di...
19/08/2026

Fisioterapeuta pode dizer que o bebê tem diagnóstico de paralisia cerebral?

Essa dúvida aparece toda semana, de formas diferentes.
A resposta direta é não. A avaliação neurológica precoce, feita com protocolos como HNNE e HINE, identifica sinais de risco e orienta o encaminhamento.

O fechamento diagnóstico é atribuição médica mediante associação de outros exames como a RM, e isso define o limite de atuação do fisioterapeuta sem reduzir o peso clínico do seu trabalho. É dentro desse limite, aplicado com rigor técnico, que a intervenção precoce muda o prognóstico motor do bebê.

Comenta aqui se você já passou por essa dúvida na prática.

Protocolo bem aplicado não garante boa avaliação. O que separa as duas coisas é o que a profissional faz com o escore de...
14/08/2026

Protocolo bem aplicado não garante boa avaliação. O que separa as duas coisas é o que a profissional faz com o escore depois: correlacionar com o quadro clínico, calibrar o olhar com outro avaliador, saber o que colocar no encaminhamento, reconhecer quando um sinal muda o plano inteiro.

Isso não se aprende só lendo o manual do protocolo.

Aula aberta para ex-alunosUma pergunta separa quem aplica o Brief-HINE com segurança de quem aplica só por aplicar: em u...
14/08/2026

Aula aberta para ex-alunos

Uma pergunta separa quem aplica o Brief-HINE com segurança de quem aplica só por aplicar: em uma consulta curta, o que dá para simplificar sem comprometer o resultado, e o que nunca pode ser cortado?

Essa é a pauta da nossa aula ao vivo.

Ative o lembrete. O espaço da transmissão é para quem já domina o protocolo e quer levar a aplicação para o nível de precisão que a rotina clínica exige.

Até os seis meses, o bebê respira exclusivamente pelo nariz. Não existe respiração pela boca como alternativa nessa fase...
12/08/2026

Até os seis meses, o bebê respira exclusivamente pelo nariz. Não existe respiração pela boca como alternativa nessa fase.

Por isso, quando o nariz entope, a alimentação e o sono são os primeiros a sofrer. A higiene nasal resolve isso, mas precisa ser feita com segurança, porque o volume de soro na narina desses bebês tão pequenos faz diferença.

Posicionamento
Coloque o bebê em um plano inclinado, apoiado em uma almofada de amamentação ou em um berço levemente inclinado. Nunca deixe ele deitado na horizontal.

Aplicação do soro
Segure a seringa com firmeza para controlar exatamente a quantidade aplicada. Coloque o soro em uma narina e faça uma massagem local. Repita na outra narina. Esse movimento, junto com o soro, ajuda a fluidificar a secreção e hidrata a mucosa quando o ambiente está seco.

Estímulo e limpeza
Segure a boquinha do bebê fechada para que ele puxe o ar com força. Nesse momento, a secreção pode ir para a garganta (o bebê engole ou tosse) ou sair pelo nariz em forma de espirro. Tenha um paninho ou gaze em mãos para limpar.

Salva essa sequência para ter à mão na próxima vez que o nariz do seu bebê entupir.

Endereço

Campinas, SP

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