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Mais Leve Pediatria Nossa missão é promover parto humanizado e infância saudável de forma mais leve.

Talvez você já tenha ouvido falar que um ruído branco ajuda a acalmar o bebê e induz o sono - e, para algumas famílias, ...
29/10/2026

Talvez você já tenha ouvido falar que um ruído branco ajuda a acalmar o bebê e induz o sono - e, para algumas famílias, realmente parece fazer diferença. Tanto que existem aparelhos, brinquedinhos e pelúcias com esses sons.

Mas é importante entender: não existe uma fórmula mágica para o sono do bebê, e o ruído branco não é indispensável.

A ideia é que um som contínuo simula os barulhos que o bebê ouvia dentro do útero (como o fluxo sanguíneo e os batimentos da mãe), ajudando a acalmar e a abafar barulhos externos da casa. Mas os estudos ainda não permitem dizer que ele seja necessário ou que funcione da mesma maneira para todos os bebês.

A própria Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), ao falar sobre higiene do sono, destaca a importância de um ambiente tranquilo, com pouca agitação e silêncio durante o período de descanso.

Se o seu bebê dorme bem sem ruído branco, não há motivo para introduzi-lo. Mas se você perceber que um som suave ajuda na rotina do sono, o ideal é conversar com o pediatra sobre a forma mais segura de utilizá-lo. A SBP reforça que seu uso exige cautela com o volume e a distância do berço, para não prejudicar a audição e o desenvolvimento infantil.

Dra. Letícia Pivatto – CRM 141045/ RQE 1229771
Pediatria e Neonatologia






Durante muito tempo, o primeiro banho do RN era feito logo após parto, na intenção de “limpar” e vestir o bebê. Hoje, sa...
26/10/2026

Durante muito tempo, o primeiro banho do RN era feito logo após parto, na intenção de “limpar” e vestir o bebê. Hoje, sabemos que, quando mãe e bebê estão bem, esse procedimento não é necessário e nem benéfico.

Ao nascer, o bebê é coberto por uma camada esbranquiçada chamada vérnix caseoso. Ela não é sujeira. Pelo contrário: protege a pele delicada, ajuda a manter a temperatura do corpo, reduz o risco de infecções e favorece a adaptação do recém-nascido ao novo ambiente.

Adiar o primeiro banho também contribui para uma transição mais tranquila após o nascimento, diminui o risco de perda de calor e permite que a primeira hora de vida seja dedicada ao contato pele a pele e ao início da amamentação, sem interrupções desnecessárias.

Claro que cada bebê deve ser avaliado individualmente, mas, quando não há nenhuma contraindicação clínica, a Sociedade Brasileira de Pediatria já indica que se aguarde 24 horas para o primeiro banho, ou no mínimo 6 horas. Essa é uma prática baseada em evidências e que oferece benefícios para o recém-nascido.

Cada cuidado tem o seu momento. E, no começo da vida, às vezes cuidar também significa saber esperar.

Dra. Letícia Pivatto – CRM 141045/ RQE 1229771
Pediatria e Neonatologia








Os nomes podem confundir, mas probióticos e prebióticos têm funções diferentes e não devem ser tratados como sinônimos.P...
24/10/2026

Os nomes podem confundir, mas probióticos e prebióticos têm funções diferentes e não devem ser tratados como sinônimos.

Probióticos são microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas e em situações específicas, podem trazer benefícios à saúde.

Prebióticos, por outro lado, são componentes que servem de substrato para microrganismos benéficos do intestino, ajudando a favorecer uma microbiota mais equilibrada.

E aqui está um ponto importante: isso não significa que toda criança precise de probióticos ou prebióticos em forma de suplemento.

A saúde da microbiota está relacionada a diversos fatores, incluindo alimentação, aleitamento materno, uso de medicamentos e características individuais da criança.

Por isso, antes de oferecer qualquer produto, é importante entender se existe realmente uma indicação e qual é a melhor opção para seu filho. Sempre converse com seu pediatra de confiança para entender quais são as reais necessidades do seu pequeno.

Dra. Letícia Pivatto – CRM 141045/ RQE 1229771
Pediatria e Neonatologia







Quando uma medicação precisa ser administrada em intervalos regulares, por vários dias, organizar os horários pode evita...
20/10/2026

Quando uma medicação precisa ser administrada em intervalos regulares, por vários dias, organizar os horários pode evitar doses no meio da madrugada e preservar o sono da criança.

⏰ Sugestões de horários:

➡️ De 12 em 12 horas

06h – 18h
07h – 19h
08h – 20h

➡️ De 8 em 8 horas

06h – 14h – 22h
07h – 15h – 23h
08h – 16h – 00h

➡️ De 6 em 6 horas

06h – 12h – 18h – 00h

📌 Importante: isso é uma orientação para organizar os horários quando a prescrição permite. Não se deve alterar por conta própria o intervalo prescrito, atrasar doses ou interromper tratamentos. Algumas medicações e situações clínicas exigem horários rigorosos, inclusive durante a madrugada.

Mas, sempre que for possível, é indicado conciliar corretamente o intervalo prescrito com a rotina da criança. Preservar o sono e descanso é sempre uma ótima escolha.

Na dúvida, confirme os horários com o pediatra que prescreveu a medicação.

Dra. Letícia Pivatto – CRM 141045/ RQE 1229771
Pediatria e Neonatologia





Eu estava me preparando para um plantão quando meu pai fez um comentário que nunca esqueci: “Você sabe que uma pessoa am...
18/10/2026

Eu estava me preparando para um plantão quando meu pai fez um comentário que nunca esqueci: “Você sabe que uma pessoa ama o que faz quando ela não reclama de ter que ir trabalhar num sábado à noite.”
Aquilo me fez pensar. Afinal, enquanto muita gente estaria se preparando para aproveitar o fim de semana, eu estava feliz por ir trabalhar.
E entendi que ele tinha razão.
A medicina nunca foi apenas uma profissão para mim. É uma escolha diária, feita de responsabilidade, estudo, dedicação e, acima de tudo, amor pelas pessoas que confiam a mim o que têm de mais precioso: seus filhos.
Ser pediatra e neonatologista é ter o privilégio de cuidar da vida desde os seus primeiros instantes e acompanhar histórias que me lembram, todos os dias, por que escolhi esse caminho.
Neste Dia do Médico, celebro essa escolha e desejo aos meus colegas que nunca percam o sentido do que os trouxe até aqui.

Feliz Dia do Médico a todos nós, que fazemos da medicina muito mais do que uma profissão.

Não. Humanização não é uma via de parto. É uma forma de cuidar.Um parto pode ser vaginal ou cesárea e, em ambos os casos...
15/10/2026

Não. Humanização não é uma via de parto. É uma forma de cuidar.

Um parto pode ser vaginal ou cesárea e, em ambos os casos, mãe e bebê podem receber uma assistência respeitosa, acolhedora e baseada em evidências.

Isso significa ouvir a mulher, respeitar suas escolhas dentro do que é seguro, explicar os procedimentos, evitar intervenções desnecessárias e, sempre que as condições clínicas permitirem, favorecer o contato entre mãe e bebê logo após o nascimento.

Portanto, quando uma cesárea é necessária ou é o desejo da mãe, ela também pode acontecer de forma humana. O mais importante é que a indicação seja adequada e que, dentro das possibilidades, o nascimento preserve o vínculo, o respeito e a segurança de mãe e bebê.

A humanização não está apenas na maneira como o bebê nasce, mas na maneira como ele e sua família são cuidados durante todo esse momento.

Dra. Letícia Pivatto – CRM 141045/ RQE 1229771
Pediatria e Neonatologia





Neste Dia das Crianças, desejo que cada pequeno que chega ao mundo tenha o direito de viver uma infância cercada de amor...
12/10/2026

Neste Dia das Crianças, desejo que cada pequeno que chega ao mundo tenha o direito de viver uma infância cercada de amor, segurança, respeito e muitas oportunidades para simplesmente… ser criança.

Feliz Dia das Crianças! Em especial para os meus filhos, meus grandes amores! ❤️

Dra. Letícia Pivatto – CRM 141045/ RQE 1229771
Pediatria e Neonatologia


Quando falamos em parto humanizado, não estamos falando apenas sobre a forma/via de nascimento. Estamos falando sobre co...
06/10/2026

Quando falamos em parto humanizado, não estamos falando apenas sobre a forma/via de nascimento. Estamos falando sobre como mãe e bebê são cuidados e respeitados nesse momento tão importante.

Para o bebê, quando ele nasce bem e está estável, algumas atitudes simples podem fazer diferença: o contato pele a pele com a mãe, a manutenção da temperatura, o início da amamentação e a permanência junto aos pais, sempre que possível.

A Sociedade Brasileira de Pediatria também orienta que procedimentos de rotina não sejam realizados de forma a interromper ou atrasar desnecessariamente o primeiro encontro do bebê com a mãe, tudo que pode esperar deve ser esperado.

E humanizar não significa deixar de intervir quando existe necessidade. Pelo contrário: significa respeitar o nascimento sem abrir mão da segurança, fazendo o que o bebê precisa, no momento em que precisa.

Os primeiros minutos de vida são muito mais do que um momento bonito. São o começo da adaptação do bebê ao mundo e também do encontro entre ele e sua família, que deve ser respeitada em seus desejos e necessidades.

Dra. Letícia Pivatto – CRM 141045/ RQE 1229771
Pediatria e Neonatologia





Um novo projeto de lei apresentado no Congresso Nacional pretende fortalecer o cuidado aos bebês prematuros e de baixo p...
02/10/2026

Um novo projeto de lei apresentado no Congresso Nacional pretende fortalecer o cuidado aos bebês prematuros e de baixo peso no Brasil.

O PL nº 5.384/2026 propõe instituir a Política Nacional do Método Canguru no âmbito do SUS, transformando em política nacional diretrizes que já fazem parte da atenção humanizada ao recém-nascido prematuro e de baixo peso.

➡️ Mas, afinal, o que é o Método Canguru?

Mais do que simplesmente colocar o bebê em contato pele a pele, ele envolve uma abordagem de cuidado que valoriza a participação dos pais, o vínculo com o bebê, o aleitamento materno e a atenção individualizada durante a internação e também após a alta.

O contato pele a pele, quando o bebê está clinicamente estável e a equipe orienta que ele pode ser realizado, pode favorecer o vínculo entre bebê e família e trazer benefícios importantes para o cuidado neonatal.

A proposta apresentada agora busca dar maior respaldo legal e continuidade a essas diretrizes dentro do SUS, especialmente para os recém-nascidos que precisam de cuidados especiais.

É uma notícia que merece atenção porque falar de prematuridade também é falar de acolhimento, vínculo e participação da família no cuidado. E, para quem vive a realidade de uma UTI Neonatal, cada oportunidade de estar perto do bebê pode fazer a diferença.

O projeto ainda está em tramitação e, portanto, sua apresentação não significa que a política já tenha sido instituída por lei.

Dra. Letícia Pivatto – CRM 141045/ RQE 1229771
Pediatria e Neonatologia








MITO!É muito comum ouvir que chá de erva-doce, camomila ou outras ervas podem aliviar a cólica do bebê. Mas a Sociedade ...
28/09/2026

MITO!

É muito comum ouvir que chá de erva-doce, camomila ou outras ervas podem aliviar a cólica do bebê. Mas a Sociedade Brasileira de Pediatria orienta que chás não devem ser utilizados para tratar a cólica do lactente.

Além disso, para os bebês em aleitamento materno exclusivo, a recomendação é clara: até os 6 meses, não é necessário oferecer água, chás ou outros alimentos. O leite materno já oferece o que o bebê precisa.

➡️ Mas então, o que fazer quando a cólica aparece?

Algumas ações podem ajudar a acalmar o bebê e aliviar o desconforto, como: oferecer colo e contato; dar um banho morno; fazer massagens suaves e movimentos que flexionem as perninhas; e, reduzir estímulos e proporcionar um ambiente tranquilo.

A cólica costuma ser uma condição transitória, relacionada à imaturidade do bebê, e geralmente melhora nos primeiros meses de vida.

Ainda assim, nem todo choro é cólica. Por isso, se o bebê chora de forma intensa ou persistente, recusa as mamadas, apresenta febre, vômitos frequentes, sangue nas fezes ou dificuldade para ganhar peso, é importante procurar avaliação pediátrica.

Na dúvida, menos receitas caseiras e mais orientação do pediatra.

Dra. Letícia Pivatto – CRM 141045/ RQE 1229771
Pediatria e Neonatologia








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