16/06/2026
Aplicativos interativos, jogos educativos, softwares de comunicação alternativa e ferramentas audiovisuais têm um papel real dentro das sessões de fonoaudiologia. Eles aumentam o interesse da criança, favorecem a atenção compartilhada e abrem caminhos para trabalhar vocabulário, imitação de sons, compreensão de linguagem, comunicação funcional e memória, entre outras habilidades que são centrais no desenvolvimento da fala e da linguagem.
Mas Sheila faz um ponto que merece atenção: a tecnologia não substitui a interação humana. O desenvolvimento da linguagem acontece, fundamentalmente, nas relações. No olhar, na troca afetiva, nas brincadeiras, nas experiências compartilhadas com adultos e outras crianças. Nenhum aplicativo reproduz isso.
Por isso, o que define se a tecnologia vai ajudar ou atrapalhar não é o recurso em si, mas a forma como ele é introduzido. Tempo equilibrado, mediação adequada e uma leitura cuidadosa das necessidades individuais de cada criança são o que transforma a tela em ferramenta terapêutica de verdade.
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