19/08/2026
Essa é uma dúvida muito comum entre os pais, especialmente nos primeiros meses de vida.
Mas aqui vai um ponto importante: nem sempre o principal problema é “quantos dias” o bebê ficou sem evacuar.
Também precisamos observar:
• se o cocô está muito duro ou ressecado;
• se o bebê sente dor para evacuar;
• se faz muita força e parece incomodado;
• se há barriga muito distendida;
• se há sangue nas fezes;
• se existe dificuldade frequente para evacuar;
• se a criança evita ir ao banheiro por medo de sentir dor.
Em muitos casos, a constipação pode estar relacionada à alimentação, hidratação, rotina, retenção das fezes ou ao medo de evacuar depois de uma experiência dolorosa.
E atenção: fazer força nem sempre significa constipação, principalmente em bebês pequenos. Muitos ainda estão aprendendo a coordenar os movimentos para evacuar.
O que merece cuidado é quando há dor, fezes endurecidas, sofrimento frequente, presença sangue nas fezes, distensão abdominal importante ou mudança no padrão intestinal da criança.
O tratamento depende da idade, dos sintomas e da causa. Pode envolver ajustes alimentares, orientação de rotina, acompanhamento do hábito intestinal e, em alguns casos, medicação prescrita pelo médico.
O mais importante é não banalizar a dor da criança e também não medicar por conta própria.
Com avaliação adequada do pediatra, é possível entender o que está acontecendo e cuidar com segurança.
Alguns casos necessitarão de avaliação do cirurgião pediátrico, quando há sangue vivo ou coágulos nas fezes; distensão abdominal progressiva associada a alterações alimentares e baixo ganho de peso.
Informação clara também faz parte do cuidado.
Dra. Ana Paula Melro | Cirurgiã e Urologista Pediátrica
CRM 82303 | RQE 45277
draanapaulamelro.com.br