Dra. Ana Paula Melro

Dra. Ana Paula Melro Cirurgiã Pediátrica. Cirurgias Eletivas e Urgências em recém-nascidos, bebês, crianças e adolescentes

Criança não é adulto em miniatura. E a cirurgia dela não pode ser igual.Se o pediatra cuida da saúde da criança, o cirur...
04/06/2026

Criança não é adulto em miniatura. E a cirurgia dela não pode ser igual.

Se o pediatra cuida da saúde da criança, o cirurgião pediátrico cuida das condições que precisam de intervenção cirúrgica, desde antes do nascimento até o fim da adolescência.

São especialistas com formação de 5 a 6 anos específicos em cirurgia infantil, treinados para operar corpos em desenvolvimento, com anatomia, fisiologia e respostas cirúrgicas completamente diferentes das de um adulto.

▫️ Hérnia inguinal ou umbilical
▫️ Fimose patológica
▫️ Criptorquidia (testículo que não desceu para o escroto)
▫️ Malformações congênitas (presentes desde o nascimento)
▫️ Apendicite e outras urgências abdominais
▫️ Doenças do sistema urinário (urologia pediátrica)
Cistos no pescoço ( cisto tireoglosso e cistos/fistula branquiais )

Tudo isso é campo da cirurgia pediátrica.

Quando o pediatra identifica algo que precisa de avaliação cirúrgica, é para o cirurgião pediátrico que ele encaminha. Quanto mais cedo a avaliação, melhor o desfecho para a criança.

Sabemos que ouvir "cirurgia" assusta qualquer pai ou mãe. Estou aqui para explicar cada etapa, com clareza e cuidado.

💙 Salve este post e compartilhe com quem tem filhos pequenos.

Dra. Ana Paula Melro | Cirurgiã e Urologista Pediátrica
CRM 82303 | Campinas/SP
draanapaulamelro.com.br

01/06/2026

O CIPE é o programa de residência em Cirurgia Pediátrica no Brasil. São 3 a 4 anos de formação exclusivamente dedicados a criança, desde o período neonatal onde são avaliados recém nascidos na uti neonatal, identificado má-formações congênitas, cirurgias eletivas e de urgência ao ambulatório de crianças e adolescentes.

Não é uma especialização rápida. É uma imersão.

▫️ Cirurgias que começam às 7h, eletivas e de urgência, lado a lado
▫️ Plantões noturnos com casos neonatais que não esperam
▫️ Ambulatório diário: hérnias, fimose, criptorquidia, malformações congênitas
▫️ Discussão de caso com preceptor, porque na cirurgia pediátrica, cada detalhe importa
▫️ Pesquisa e publicação como parte da formação, não como extra

A residência me ensinou que cada criança é única e que a técnica só vale quando vem acompanhada de cuidado, conhecimento e estudos.

É por isso que o título de cirurgião pediátrico exige dedicação total. E é por isso que quando uma família chega ao meu consultório, ela encontra alguém que passou anos aprendendo exatamente como cuidar do seu filho.

Conhecia essa formação? Salve e compartilhe com outros profissionais de saúde.

Dra. Ana Paula Melro | Cirurgiã e Urologista Pediátrica
CRM 82303 | Campinas/SP
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O â**s imperfurado é uma malformação congênita rara (1: 1.500 a 1:5.000) em que o bebê nasce sem a abertura normal do â*...
13/05/2026

O â**s imperfurado é uma malformação congênita rara (1: 1.500 a 1:5.000) em que o bebê nasce sem a abertura normal do â**s ou com uma comunicação anormal do reto que pode ser com a va**na, nas meninas, ou com a uretra, nos meninos. Pode também, estar comunicado a bexiga ou em posição anormal no períneo.
Nesta situação, o reto não se comunica com a parte exterior adequadamente, resultando em ausência ou obstrução a**l.

Quando suspeitar?
• ausência de evacuação nas primeiras 24–48 horas
• abdome distendido
• saída de fezes por outro local (como uretra ou va**na)
• ausência de abertura ou â**s na região perineal habitual

Apesar de assustar, é importante saber: tem tratamento e acompanhamento especializado

O diagnóstico geralmente é feito na maternidade, logo após o nascimento através o exame físico detalhado do recém-nascido, e o tratamento é cirúrgico, variando conforme o tipo da malformação anorretal.

Em alguns casos, a correção é feita em etapas, sempre com acompanhamento próximo do cirurgião pediátrico.

O atendimento por um cirurgião pediátrico especializado permite definir o melhor tratamento para cada recém-nascido e tipo de má formação.

Com a cirurgia e cuidado adequados, muitas crianças evoluem bem e têm boa qualidade de vida.

💬 Informação faz diferença:
A avaliação e exame físico adequados do recém-nascido é a principal arma para o diagnóstico precoce do â**s imperfurado.

Dra. Ana Paula Melro
Cirurgia e Urologia Pediátrica
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Nem toda pneumonia infantil evolui da mesma forma. Em alguns casos, ela pode se tornar mais agressiva e causar destruiçã...
05/05/2026

Nem toda pneumonia infantil evolui da mesma forma. Em alguns casos, ela pode se tornar mais agressiva e causar destruição de parte do tecido pulmonar. Esse quadro é chamado de pneumonia necrosante e exige atenção especializada.

Ela costuma aparecer como uma complicação de uma pneumonia bacteriana, principalmente por pneumococo, mas também pode estar associada a outros agentes, como Staphylococcus aureus e Streptococcus pyogenes. Em muitas crianças, isso acontece mesmo sem doenças prévias importantes.

⚠️ Sinais de alerta:
• febre persistente
• piora do cansaço ou da dificuldade para respirar
• dor no peito
• queda do estado geral
• pneumonia que não melhora como o esperado

Esse tipo de pneumonia pode evoluir com derrame pleural, empiema, pneumotórax e fístula broncopleural, o que explica por que algumas crianças precisam de internação prolongada, exames de imagem e procedimentos cirúrgicos.

O tratamento depende da gravidade do caso e inclue antibióticos por tempo prolongado, suporte ventilatório, drenagem torácica e, em situações selecionadas, abordagem cirúrgica do segmento pulmonar acometido.

💉 A vacinação pneumocócica segue sendo uma das formas mais importantes de prevenção. No PNI, a vacina de rotina é a VPC10; a SBP informa que vacinas como VPC15 ou VPC20 ampliam a cobertura para sorotipos que hoje têm relevância epidemiológica no Brasil.

Se uma pneumonia estiver evoluindo de forma arrastada ou mais grave, a reavaliação médica é fundamental. A equipe multidisciplinar é fundamental envolvendo pediatras, intensivistas pediátricos, cirurgião pediátrico, cirurgião torácico, fisioterapeutas, nutricionista e enfermeiros. Diagnóstico precoce e tratamento adequado fazem toda a diferença.

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Na maioria dos casos de atresia de esôfago, conseguimos realizar a correção unindo as duas extremidades (esofagoplastia)...
29/04/2026

Na maioria dos casos de atresia de esôfago, conseguimos realizar a correção unindo as duas extremidades (esofagoplastia). Mas em situações mais complexas, como a atresia de esôfago “long gap” (quando a distância entre as partes é grande) ou em casos de insucesso da cirurgia inicial, pode ser necessário um outro caminho.

É aí que entra a substituição esofágica.

Esse procedimento consiste em reconstruir o trajeto entre o esôfago proximal (atrésico) ao estômago, utilizando um órgão do próprio corpo, como o estômago, uma parte do intestino delgado ou cólon.
É um procedimento complexo, mas é uma técnica consolidada na cirurgia pediátrica, com resultados cada vez melhores quando realizada em centros especializados.

Quando ela é indicada?
• Atresia de esôfago com grande distância entre as extremidades (long gap)
• Complicações ou falha na cirurgia inicial
• Situações em que não é possível preservar o esôfago original (esofagite caustica)

Segundo referências internacionais como a European Pediatric Surgeons’ Association e literatura atual (UpToDate), a escolha da técnica é sempre individualizada, considerando a anatomia da criança, sua condição clínica e a experiência da equipe.

Mais do que técnica, esse tipo de tratamento exige:
• planejamento cuidadoso
• equipe experiente
• acompanhamento a longo prazo

Cada caso é único e o cuidado também deve ser.

A medicina permite, hoje, não apenas tratar, mas reconstruir caminhos e devolver qualidade de vida.

Se seu bebê tem este problema, procure acompanhamento com um cirurgião pediátrico especializado. Informação e suporte fazem toda a diferença.

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A atresia de esôfago é uma condição congênita em que o esôfago, o órgão tubular que leva o alimento da boca ao estômago,...
23/04/2026

A atresia de esôfago é uma condição congênita em que o esôfago, o órgão tubular que leva o alimento da boca ao estômago, não se forma corretamente.

Na maioria dos casos, o esôfago não está conectado ao estômago e existe uma comunicação anormal com a traquéia (fístula traqueoesofágica).

Geralmente, os sinais aparecem logo após o nascimento:
• salivação excessiva
• engasgos ou tosse ao mamar
• dificuldade respiratória e cianose

Muitas vezes, o diagnóstico já pode ser suspeitado no pré-natal, permitindo que a equipe se prepare para o atendimento imediato após o nascimento. O polidrâmnio pode ser um sinal de alerta e as atresias intestinais devem ser suspeitadas.

O tratamento da atresia de esôfago é cirúrgico. A ligadura da fistula traqueoesofágica é mandatória e sempre que possível é realizada a esofagoplastia, ou seja, a reconstrução do esôfago. Deve ser realizada por uma equipe especializada em cirurgia pediátrica.

Com o tratamento adequado e acompanhamento contínuo, a maioria das crianças pode ter uma boa evolução e qualidade de vida.

💙 Receber esse diagnóstico pode assustar, mas informação, preparo e uma equipe experiente fazem toda a diferença.

Se houver suspeita ou diagnóstico, o acompanhamento com um cirurgião pediátrico é essencial. Esta avaliação deve ser durante a gestação, orientando os pais e planejando o parto em hospital com Uti neonatal e centro cirúrgico adequados.

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Duas condições muito comuns noconsultório de urologia pediátrica costumam gerar amesma dúvida nos pais: a fimose nos men...
14/04/2026

Duas condições muito comuns no
consultório de urologia pediátrica costumam gerar a
mesma dúvida nos pais: a fimose nos meninos e a
sinequia vulvar nas meninas.

E a dúvida mais frequente é sempre a mesma: dá para
usar pomada em casa?
A resposta é: depende. E esse detalhe faz toda a
diferença.

Nos meninos, a fimose fisiológica é praticamente
universal ao nascimento. Ela se resolve
espontaneamente em mais de 90% dos casos nos
primeiros anos de vida. Quando há indicação de
tratamento com pomada, os corticoides apresentam
evidências científicas de eficácia, mas precisam ser
prescritos e acompanhados por um profissional
capacitado, pois, utilizados de forma irresponsável,
podem causar sérios problemas. Forçar a retração do
prepúcio em casa, sem orientação, pode causar
sangramento, fibrose e transformar uma fimose
simples em uma condição mais complexa.

Nas meninas, a sinequia vulvar afeta entre 0,6% e 5%
das meninas de 3 meses a 10 anos, e em 80% dos
casos se resolve sozinha com a chegada da
puberdade.

Quando o tratamento é necessário, a pomada de
estrogênio é indicada, mas deve ser utilizada com
cautela, pois o uso prolongado pode desencadear
puberdade precoce. O uso de corticoide pode ser uma
opção no manejo clínico e facilitar o descolamento dos
pequenos lábios com pomada anestésica local.

Nos dois casos, o diagnóstico é clínico e simples. O
que define a conduta certa é a avaliação individual de
cada criança.

Pomada sem receita e sem orientação não é atalho. É
risco.

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Seu filho reclama de dor na lombar com frequência? O problema pode estar no sistema urinário.Os rins ficam na parte post...
08/04/2026

Seu filho reclama de dor na lombar com frequência?
O problema pode estar no sistema urinário.

Os rins ficam na parte posterior do abdômen, próximos à região lombar. Por isso, quando há alguma alteração no trato urinário, a dor pode aparecer nas costas antes mesmo de qualquer queixa relacionada ao xixi.

O que torna isso ainda mais difícil é que quanto mais nova a criança, mais inespecíficos e variados são os sintomas. Ela pode não saber dizer exatamente onde dói, e a dor nas costas pode ser o único sinal visível.

Vale ficar atenta se essa dor vier acompanhada de:
✔ Febre sem causa aparente
✔ Ardência ou dor ao urinar
✔ Urina com cheiro forte ou cor diferente
✔ Irritabilidade ou cansaço sem explicação
✔ Escape de urina em quem já não usava mais fraldas

A infecção pode afetar apenas a bexiga, causando desconforto localizado, ou atingir os rins, situação mais grave que costuma vir com febre alta e dor lombar mais intensa.

A criança que diz “minhas costas/lombar estão doendo” merece atenção. Uma avaliação simples pode fazer toda a diferença no diagnóstico precoce.

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Receber alta com uma criança traqueostomizada em casa é um momento que mistura alívio, incertezas e  dúvidas. E isso é a...
07/04/2026

Receber alta com uma criança traqueostomizada em casa é um momento que mistura alívio, incertezas e dúvidas. E isso é absolutamente normal.

A traqueostomia é um pequeno orifício no pescoço por onde uma cânula é inserida para garantir a passagem de ar diretamente para os pulmões. O procedimento é indicado quando há obstrução na via aérea, necessidade de ventilação prolongada ou condições respiratórias que impedem a respiração pelo caminho natural.

O que os pais mais precisam saber:
✔ A aspiração da cânula precisa ser feita corretamente e com frequência. A família deve ser orientada a realizar esse procedimento várias vezes ao dia, usando os materiais adequados como luvas, aspirador e cânulas de aspiração.

✔ Na hora do banho, o mais importante é não deixar entrar água na traqueostomia, e a criança nunca deve ser deixada sozinha nesse momento.

✔ Mudança na cor ou mau cheiro da secreção pode indicar infecção e precisa de avaliação médica.

✔ Com acompanhamento médico contínuo, as crianças traqueostomizadas podem ter qualidade de vida, ir à escola, brincar e se relacionar com outras crianças.

O cuidado em casa começa com informação. Se você ainda tem dúvidas sobre a rotina do seu filho, o acompanhamento com especialista é o caminho mais seguro.

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A traqueostomia é um procedimento que pode gerar muitas dúvidas e preocupações nas famílias. No entanto, em algumas situ...
02/04/2026

A traqueostomia é um procedimento que pode gerar muitas dúvidas e preocupações nas famílias. No entanto, em algumas situações, ela é fundamental para garantir a respiração segura da criança.

A cirurgia consiste na criação de uma pequena abertura na traqueia, na região do pescoço, por onde é inserida uma cânula traqueal, permitindo que o ar chegue aos pulmões de forma adequada.

Esse procedimento costuma ser indicado quando a criança precisa de suporte respiratório por um período prolongado ou quando existe alguma obstrução das vias aéreas superiores que dificulta a respiração.

Entre as situações em que a traqueostomia pode ser necessária estão:
• prematuridade extrema com necessidade de ventilação prolongada
• doenças neurológicas ou neuromusculares que comprometem a respiração
• estenose laringotraqueal após longos períodos de intubação
• obstruções crônicas das vias aéreas

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, em crianças que permanecem intubadas por períodos prolongados, a traqueostomia pode ser indicada quando não há previsão segura de retirada do tubo respiratório.

Mais do que um procedimento, a traqueostomia muitas vezes representa uma forma de melhorar a qualidade de vida e a segurança respiratória da criança, permitindo cuidados adequados e acompanhamento especializado.

💙 Informação, orientação e suporte à família fazem parte do tratamento.

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