26/03/2026
Essa é uma das perguntas que mais tenho ouvido.
Sim, a ingestão de proteína é importante durante o emagrecimento, especialmente quando há uso de tirzepatida (Mounjaro) e outros agonistas de GLP-1.
Porém, existe uma diferença grande entre adequar e exagerar.
Esses medicamentos reduzem o apetite. Naturalmente, a ingestão total diminui, inclusive a proteína. Por isso faz sentido ter atenção ao consumo proteico.
O problema começa quando isso vira “quanto mais, melhor”.
Para preservar massa magra, o corpo precisa de treino de força, ingestão proteica adequada, energia suficiente, sono e recuperação. Sem estímulo muscular, a proteína isolada não impede a perda de músculo.
Contudo, o excesso não é isento de impacto: pode aumentar ureia, causar desconfortos gastrointestinais, desequilibrar a alimentação e, em pessoas predispostas, sobrecarregar a função dos rins.
Isso é ainda mais sensível em quem já tem risco metabólico, diabetes, hipertensão ou doença renal.
Outro ponto importante: quem usa medicação sem acompanhamento muitas vezes não monitora a saúde dos rins, não avalia composição corporal e replica orientações genéricas da internet.
Portanto, não existe um número padrão que sirva para todo mundo. A necessidade varia conforme peso, idade, nível de atividade física e presença de doença crônica.
Preservar massa magra não é sobre exagerar na proteína, mas ter uma estratégia metabólica completa. Fale comigo e tire suas dúvidas sobre isso.
🍓 Carol Netto – Nutricionista | CRN: 10376
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