Dra Karen Waki

Dra Karen Waki CRM: 135.800 RQE: 59.008 | Sua mente merece atenção. Vamos conversar?

01/06/2026

O transtorno depressivo maior é uma das condições psiquiátricas mais incapacitantes que existem.

E, ainda assim, continua sendo frequentemente mal compreendido.

Muitas pessoas acreditam que depressão signif**a estar triste o tempo todo. Na prática, o quadro costuma ser muito mais complexo do que isso.

A pessoa começa a perceber mudanças na forma como experimenta a própria vida. O que antes despertava interesse deixa de despertar. Atividades simples passam a exigir um esforço desproporcional. O sono muda. O apetite muda. A energia desaparece. A concentração diminui.

Em muitos casos, o sofrimento não se apresenta como tristeza intensa. Ele aparece como vazio, apatia, desânimo persistente e uma sensação difícil de explicar de que algo dentro de si deixou de funcionar como antes.

O transtorno depressivo maior afeta o cérebro, o corpo, os relacionamentos, o trabalho e a forma como a pessoa se relaciona consigo mesma.

Por isso, não deve ser interpretado como falta de força, falta de gratidão ou incapacidade de reagir.

É uma condição médica que merece diagnóstico adequado e tratamento baseado em evidências.

Quanto mais cedo o cuidado acontece, maiores são as chances de recuperação e de prevenção do agravamento dos sintomas.

Se você notou que sua forma de sentir, pensar ou viver mudou signif**ativamente nas últimas semanas ou meses, procure avaliação especializada.

Nem todo sofrimento emocional desaparece sozinho. E buscar ajuda cedo pode mudar completamente o curso da história.

Você conhecia os sintomas do transtorno depressivo maior além da tristeza? Compartilhe este conteúdo. Muitas pessoas ainda não reconhecem os sinais da doença.
Esse post tem caráter informativo e não reflete necessariamente as recomendações dos guidelines oficiais. Consulte um psiquiatra para orientação personalizada.

Dra. Karen Cristina Waki Covolan
Médica Psiquiatra
CRM: 135.800 RQE: 59.008

29/05/2026

Na psiquiatria, eu aprendi que o sofrimento nem sempre nasce dos acontecimentos.

Muitas vezes, ele nasce da forma como interpretamos esses acontecimentos.

Duas pessoas podem viver a mesma situação e experimentar impactos emocionais completamente diferentes. Não porque uma seja mais forte que a outra, mas porque a mente não responde apenas aos fatos. Ela responde ao signif**ado que atribuímos a eles.

É por isso que algumas frases parecem tão pequenas quando são ditas em voz alta, mas carregam um peso enorme quando repetidas diariamente dentro da nossa cabeça.

“Eu falhei.”

“Estou atrasada.”

“É tarde demais.”

“Não sou suficiente.”

Com o tempo, esses pensamentos deixam de ser apenas pensamentos e passam a funcionar como lentes através das quais enxergamos a vida.

E quando a mente está adoecida por ansiedade, depressão, esgotamento emocional ou baixa autoestima, essas lentes costumam ser muito mais rígidas, pessimistas e punitivas.

Isso não signif**a fingir que tudo está bem.

Não signif**a transformar dor em positividade forçada.

Signif**a desenvolver a capacidade de olhar para a mesma situação por um ângulo mais amplo, mais realista e menos cruel consigo mesma.

Grande parte do trabalho terapêutico e psiquiátrico acontece justamente nesse ponto: ajudar a pessoa a perceber que nem tudo o que ela pensa sobre si, sobre o passado ou sobre o futuro corresponde à realidade.

Porque existe uma diferença enorme entre dizer:

“Eu falhei.”

e reconhecer:

“Eu ainda estou aprendendo.”

Existe uma diferença enorme entre pensar:

“Estou atrasada.”

e perceber:

“Minha história continua sendo escrita.”

A forma como você conversa consigo mesma pode fortalecer o sofrimento ou abrir espaço para a recuperação.

E, às vezes, a mudança mais importante não acontece na vida ao redor.

Acontece na narrativa que você constrói dentro da sua própria mente.

Qual dessas frases você mais precisava ler hoje? 👇

Dra. Karen Cristina Waki Covolan
Médica Psiquiatra
CRM: 135.800 RQE: 59.008

04/05/2026

A resposta não é tão simples quanto parece.

Essa é uma das dúvidas mais comuns quando o assunto é tratamento psiquiátrico. Nem toda medicação tem o mesmo efeito, e nem todo organismo responde da mesma forma. Alguns medicamentos podem influenciar o peso por mecanismos como aumento do apetite, alterações metabólicas ou redução da energia, mas isso precisa ser analisado dentro de um contexto individual.

O que muitas vezes não é considerado é o impacto de não tratar o transtorno mental. Ansiedade, depressão e insônia também afetam o metabolismo, os hormônios e a relação com a alimentação. Ou seja, a saúde mental desregulada também interfere diretamente no corpo.

Na prática, muitos pacientes, ao alcançarem estabilidade emocional, conseguem melhorar hábitos e se cuidar melhor. Isso mostra que mente e corpo caminham juntos.

Interromper medicação por conta própria pode comprometer todo o processo. Com acompanhamento adequado, é possível ajustar estratégias e cuidar da saúde de forma completa.

Se essa dúvida já te fez hesitar, talvez seja hora de buscar orientação antes de decidir abandonar seu tratamento.
Dra. Karen Cristina Waki Covolan
Médica Psiquiatra
CRM: 135.800 RQE: 59.008

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01/05/2026

Existe um ponto delicado no tratamento psiquiátrico, que acontece principalmente entre as mulheres.

A mente começa a responder ao tratamento, o humor estabiliza, os pensamentos f**am mais organizados. Mas, ao mesmo tempo, para algumas, o espelho passa a incomodar.

E isso gera um conflito silencioso, porque não é simples se sentir melhor emocionalmente e, ainda assim, desconfortável com a própria imagem.

Esse incômodo mexe com a autoestima, identidade, percepção de si, e quando não é falado, começa a pesar.

Algumas pacientes seguem em silêncio, outras pensam em interromper o tratamento.

É nesse ponto que muitas decisões precipitadas acontecem.

O cuidado com a saúde mental não deveria te afastar de você mesma.

Se você está vivendo esse conflito, não tome decisões sozinha.

Converse com sua psiquiatra.

Existe caminho para cuidar da mente sem negligenciar o corpo.
Dra. Karen Cristina Waki Covolan
Médica Psiquiatra
CRM: 135.800 RQE: 59.008

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29/04/2026

Se você chegou nessa fase e perdeu o interesse pela própria vida, isso merece atenção

Existe um tipo de sofrimento que passa despercebido nessa fase, na maioria das vezes não chama atenção de imediato, não interrompe a rotina, não impede que você continue fazendo o que precisa.

Você continua funcionando, mas sem envolvimento, sem prazer, sem aquela sensação de presença que antes vinha de forma natural.

Você começa a interpretar como: cansaço, falta de motivação, “uma fase ruim.”

Você precisa estar atenta quando essa sensação se mantém, quando o interesse não retorna, quando tudo começa a parecer mais distante.

Existe um tipo de depressão que não é evidente, que não aparece como tristeza intensa, mas como um grande vazio. E, justamente por ser silenciosa, costuma ser ignorada por mais tempo.

O problema é que, sem tratamento, esse estado tende a se aprofundar, e quanto antes esse processo é compreendido, maior a chance de reorganizar o equilíbrio emocional com menos impacto.

Se você está percebendo que algo dentro de você mudou e não voltou ao que era, não espere piorar para dar atenção.

Procure avaliação.
Dra. Karen Cristina Waki Covolan
Médica Psiquiatra
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26/04/2026

Existe um ponto delicado nessa fase da vida da mulher que quase não é abordado.

A mulher começa a perceber mudanças internas acontecendo no seu corpo, porém, não encontra espaço para falar sobre isso com profundidade.

O entorno costuma focar no que é visível, mas o que realmente desorganiza, muitas vezes, é o que acontece por dentro.

Alterações no sono, no humor, na tolerância ao estresse, na forma de reagir, isso não acontece isoladamente, vai se acumulando, e, com o tempo, pode gerar uma sensação difícil de explicar: como se algo estivesse saindo do eixo.

Muitas mulheres passam por esse período tentando se ajustar sozinhas, interpretando essas mudanças como falha pessoal, excesso de sensibilidade ou dificuldade de adaptação.

Essa fase exige mais do que adaptação.

Se você tem sentido essas mudanças de forma intensa, procure uma avaliação psiquiátrica, existe uma maneira mais organizada de passar por essa fase.
Dra. Karen Cristina Waki Covolan
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20/04/2026

Existe um momento na vida de nós mulheres que algo começa a mudar…

Não é uma mudança imediata, ela vem vindo aos poucos e, ao mesmo tempo, mais difícil de lidar.

Você percebe que está mais sensível, mais irritada, com menos energia, dormindo diferente e reagindo de um jeito que não reconhece?

O mais desconcertante não é só sentir tudo isso, é não entender o porquê isso está acontecendo.

Muitas mulheres chegam com a sensação de que perderam o controle de si mesmas, como se algo tivesse “desorganizado” dentro delas.

E, diante disso, surgem interpretações comuns:
“Isso é coisa da minha cabeça.”
“Eu estou exagerando.”
“Eu preciso me controlar mais.”

Nem sempre é uma questão de controle, existem fases da vida em que o corpo passa por mudanças importantes e o cérebro responde a essas mudanças.

Nem tudo o que você sente é apenas emocional e nem tudo o que é biológico precisa ser suportado em silêncio, existem caminhos.

E, principalmente, existe a possibilidade de atravessar essa fase com mais estabilidade do que você imagina hoje, a psiquiatria pode te ajudar.

Dra. Karen Cristina Waki Covolan
Médica Psiquiatra
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É comum os pacientes iniciarem o tratamento medicamentoso, sentir uma melhora parcial, mas sentem que ainda falta algo.E...
01/04/2026

É comum os pacientes iniciarem o tratamento medicamentoso, sentir uma melhora parcial, mas sentem que ainda falta algo.

E, muitas vezes, o que falta é justamente trabalhar a mente além da medicação.

A terapia cognitivo-comportamental (TCC) não é apenas um espaço de conversa. Ela é uma abordagem estruturada, baseada em evidências, que ensina você a compreender e modif**ar padrões que mantêm o sofrimento.

Algumas verdades que você precisa saber:

1. Entender não é suficiente, é preciso treinar.
A TCC não f**a apenas na reflexão. Ela te ensina a identif**ar padrões de pensamento, emoção e comportamento… e a trabalhar ativamente sobre eles no dia a dia.

2. Seus pensamentos influenciam diretamente o que você sente. Não é só o que acontece, mas a forma como você interpreta. A TCC ajuda a reconhecer distorções e construir formas mais realistas de pensar.

3. Mudança exige repetição, não apenas consciência.
Você não muda um padrão antigo com uma única sessão.
É um processo de prática, ajuste e constância.

4. Evitar mantém o problema. Muitas vezes, sem perceber, você começa a evitar situações, conversas ou decisões.
A TCC trabalha exatamente nesse ponto: te ajudar a retomar o contato com o que foi evitado.

5. Terapia não substitui o tratamento médico, ela complementa. Em muitos casos, especialmente em quadros de ansiedade, depressão, transtorno bipolar e outros, o melhor resultado vem da associação entre psiquiatria e psicoterapia.

A medicação atua na regulação biológica.
A TCC atua na forma como você pensa, reage e se comporta.

E quando essas abordagens caminham juntas, o tratamento se torna mais completo.

Além disso, outros pilares também fazem parte desse cuidado:

Atividade física regular, alimentação adequada, sono organizado e práticas de autocuidado.

Saúde mental não se constrói em um único ponto, é um conjunto, e aos poucos, esse conjunto começa a transformar a forma como você vive.

Se você está em tratamento, vale se perguntar:

Você está cuidando só de uma parte…
ou está construindo um cuidado completo?

Dra. Karen Cristina Waki Covolan
Médica Psiquiatra
CRM: 135.800 RQE: 59.008

O transtorno bipolar ainda é cercado por muitas ideias equivocadas. E esses mitos não são inofensivos.Eles confundem, at...
27/03/2026

O transtorno bipolar ainda é cercado por muitas ideias equivocadas. E esses mitos não são inofensivos.

Eles confundem, atrasam o diagnóstico e dificultam o tratamento adequado.

Alguns dos mais comuns:

1. “Bipolaridade é mudar de humor o tempo todo”
Não. O transtorno bipolar envolve episódios bem definidos, que podem durar dias ou semanas. Não são variações rápidas do dia a dia.

2. “É só uma personalidade difícil”
Bipolaridade não é traço de personalidade. É uma condição clínica, com base neurobiológica, que precisa de acompanhamento adequado.

3. “Na fase de mania a pessoa está bem”
A mania pode até parecer produtiva ou positiva no início, mas frequentemente envolve impulsividade, prejuízo de julgamento e riscos reais.

4. “Dá para controlar sozinho”
Sem tratamento, o risco de recorrência e de agravamento dos episódios é alto. A estabilidade depende de acompanhamento profissional.

5. “Medicação tira a essência da pessoa”
O objetivo do tratamento não é apagar quem você é. É reduzir oscilações que comprometem a qualidade de vida.

6. “Se estou bem, posso parar o tratamento”
A estabilidade muitas vezes é resultado do tratamento em curso. Interromper sem orientação pode levar a recaídas.

7. “Todo mundo tem um pouco de bipolaridade”
Oscilações emocionais fazem parte da vida. Transtorno bipolar é algo diferente, com critérios clínicos específicos.

Entender corretamente o transtorno bipolar é o primeiro passo para um cuidado eficiente.

Com diagnóstico adequado, acompanhamento e tratamento contínuo, é possível alcançar estabilidade, previsibilidade e qualidade de vida.

Informação correta também é parte do tratamento.

Conhece alguém que também precisa saber disso? Compartilhe esse post 💛

Dra. Karen Cristina Waki Covolan
Médica Psiquiatra
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Rua Frei Antônio De Pádua, 1122/Jardim
Campinas, SP
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