Dr. Giuliano Cigerza

Dr. Giuliano Cigerza Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Dr. Giuliano Cigerza, Medicina e saúde, Rua Augusto Pestana, 543, Canela.

Dr. Giuliano Cigerza é médico pela ufrgs, especialista em Cirurgia Geral e Cirurgia do Aparelho Digestivo, pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Especialista em Endoscopia Digestiva e em Cirurgia Bariátrica pelo CBCD.

A resistência à insulina costuma ser silenciosa, e, muitas vezes, se instala anos antes de um diagnóstico formal de diab...
05/06/2026

A resistência à insulina costuma ser silenciosa, e, muitas vezes, se instala anos antes de um diagnóstico formal de diabetes tipo 2.

De forma prática, acontece quando células do músculo, fígado e tecido gorduroso deixam de responder adequadamente à insulina — hormônio responsável por permitir que a glicose entre nas células e seja usada como energia.

Quando essa resposta falha, o organismo precisa compensar: o pâncreas passa a produzir cada vez mais insulina para tentar manter a glicose sob controle. Esse excesso é chamado de hiperinsulinemia.

O problema é que, ao longo do tempo, esse processo cria um contexto metabólico extremamente desfavorável.

A resistência insulínica facilita o acúmulo de gordura, especialmente na região abdominal e no fígado, e esse excesso de gordura, por sua vez, agrava ainda mais a resistência. Ou seja: forma-se um ciclo progressivo que aumenta risco de obesidade, síndrome metabólica e diabetes.

E aqui está um ponto fundamental: muitos pacientes já apresentam sinais antes mesmo de qualquer diagnóstico.

Os principais alertas incluem aumento da gordura abdominal, dificuldade persistente para emagrecer, fadiga constante, fome excessiva, compulsão por doces, sonolência após refeições, alterações de colesterol e triglicerídeos, pressão alta e até manchas escuras na pele, especialmente em regiões como pescoço, axilas ou virilhas (acantose nigricans).

Esses sinais não devem ser ignorados.

Com avaliação adequada, exames laboratoriais e intervenção precoce, esse quadro pode ser revertido. Perda de gordura corporal, melhora da alimentação, atividade física regular e estratégias metabólicas corretas podem restaurar sensibilidade à insulina e interromper essa progressão.

Quanto mais cedo isso é identificado, maiores as chances de evitar complicações futuras.

Se você quer este tipo de abordagem para o seu caso, entre em contato comigo.

Essa é uma dúvida extremamente importante, porque envolve não apenas o desejo de gestação, mas segurança para a mãe e pa...
04/06/2026

Essa é uma dúvida extremamente importante, porque envolve não apenas o desejo de gestação, mas segurança para a mãe e para o bebê.

De forma geral, a recomendação é aguardar entre 12 e 18 meses após a cirurgia bariátrica antes de engravidar.

Isso acontece porque, nesse período inicial, o corpo passa por uma fase intensa de perda de peso, adaptação metabólica e reorganização nutricional. É um momento em que o organismo ainda está ajustando absorção de nutrientes, reservas vitamínicas e estabilidade clínica.

Uma gestação durante essa fase pode aumentar riscos importantes, especialmente relacionados a deficiências nutricionais como ferro, vitamina B12, ácido fólico, vitamina D e outros micronutrientes essenciais para a formação saudável do bebê e para a saúde materna.

Ou seja: não se trata apenas de esperar por protocolo.
Trata-se de garantir condições mais seguras para uma gestação saudável.

Após esse período, com peso mais estabilizado, exames adequados e acompanhamento médico correto, muitas mulheres podem engravidar com segurança.

Mas é importante entender que, mesmo assim, essa gravidez exige atenção diferenciada. O acompanhamento costuma ser mais próximo, com monitoramento nutricional rigoroso, suplementação individualizada e cuidados específicos relacionados à absorção de nutrientes.

A cirurgia bariátrica pode, inclusive, melhorar fertilidade em muitos casos, especialmente quando havia alterações hormonais relacionadas à obesidade. Por isso, planejamento faz toda a diferença.

Se você está vivendo esse momento ou pensando no futuro, o mais importante não é agir pela pressa, mas estruturar esse processo com clareza, segurança e acompanhamento adequado.

Nos meus atendimentos, esse planejamento é feito de forma individualizada para proteger sua saúde e a do seu bebê.
Agende uma consulta.

Existe uma narrativa muito comum, mas perigosamente simplista, de que perder peso representa uma solução automática para...
03/06/2026

Existe uma narrativa muito comum, mas perigosamente simplista, de que perder peso representa uma solução automática para dores construídas ao longo de anos. Como se a redução numérica na balança fosse suficiente para silenciar inseguranças profundas, reparar traumas antigos, reorganizar autoestima fragilizada ou apagar uma relação emocionalmente desgastada com o próprio corpo.

Posso dizer, com segurança, que não funciona assim.

O emagrecimento pode, sim, promover mudanças extremamente importantes na saúde física: melhora metabólica, ganho de mobilidade, aumento da disposição, redução de riscos clínicos e maior funcionalidade. Mas ele não reconstrói, sozinho, estruturas emocionais que muitas vezes foram moldadas por décadas de dor, culpa, exclusão, compulsão ou autopercepção distorcida.

E essa é uma realidade que precisa ser encarada com profundidade.

Para muitos pacientes, o excesso de peso nunca foi apenas uma questão fisiológica. Frequentemente, ele também esteve ligado a mecanismos emocionais complexos como comer para anestesiar ansiedade, preencher vazios, aliviar estresse, lidar com traumas ou buscar conforto diante de dores difíceis de elaborar.

Quando o peso diminui sem que esses processos internos sejam compreendidos e tratados, a raiz do sofrimento permanece. E, muitas vezes, ela encontra novas formas de se manifestar.

Isso pode aparecer na dificuldade de reconhecer o novo corpo, na sensação persistente de inadequação, no medo constante de reganho, na transferência da compulsão para outros comportamentos ou até na percepção frustrante de que, apesar da transformação física, certos desconfortos internos continuam presentes.

Por isso, tratar obesidade com responsabilidade exige uma abordagem muito mais ampla do que simplesmente focar em peso. Exige compreender comportamento, saúde emocional, padrões psicológicos, metabolismo e rotina como partes inseparáveis do mesmo processo.

Se o seu objetivo é uma mudança real, estratégica e duradoura, o tratamento precisa ir além da balança.
É exatamente essa construção que defendo nos meus atendimentos.
Agende uma consulta comigo.

Quando falamos em alterações hepáticas, há um erro relativamente comum e potencialmente perigoso: acreditar que toda alt...
02/06/2026

Quando falamos em alterações hepáticas, há um erro relativamente comum e potencialmente perigoso: acreditar que toda alteração no fígado representa o mesmo problema.

A esteatose hepática, popularmente conhecida como fígado gordo, geralmente está relacionada a fatores metabólicos como obesidade, resistência insulínica, diabetes, colesterol elevado e inflamação crônica. Em muitos casos, o tratamento principal envolve mudanças estruturais no estilo de vida, perda de peso e correção metabólica.

Por outro lado, lesões tumorais exigem investigação muito mais aprofundada.

Nem todo nódulo significa câncer, mas diferenciar lesões benignas, malignas ou alterações relacionadas à cirrose é absolutamente essencial para definir prognóstico e estratégia terapêutica. É justamente aqui que a atuação especializada se torna decisiva.

Exames de imagem avançados, análise da função hepática, avaliação metabólica e, em alguns casos, marcadores tumorais ou biópsia permitem compreender com precisão o cenário clínico.

A partir disso, define-se o caminho: acompanhamento clínico, intervenção metabólica, cirurgia, ablação, transplante, entre outras abordagens. Ou seja: o diagnóstico não é apenas descobrir “o que há no fígado”, mas entender o impacto funcional daquela alteração e qual conduta oferece maior segurança e melhor resultado.

Sem dúvida, a estratégia correta que pode preservar função hepática, evitar progressão de doenças e, em alguns casos, salvar vidas.

Para isso, conte comigo.
Agende sua consulta.

Quando Sêneca escreveu isso, no século I, provavelmente não imaginava o quanto essa reflexão continuaria atual, especial...
01/06/2026

Quando Sêneca escreveu isso, no século I, provavelmente não imaginava o quanto essa reflexão continuaria atual, especialmente diante da forma como muitas pessoas lidam com o próprio corpo.

Na obesidade, é comum que o sofrimento psicológico anteceda, amplifique e até distorça a realidade. Muitas decisões não surgem de clareza, mas de desespero. Uma foto desconfortável, um comentário, uma roupa que não serve mais ou a sensação acumulada de frustração passam a ditar ações imediatas, impulsivas e, muitas vezes, mal estruturadas.

E é exatamente nesse ponto que o sofrimento imaginado se torna perigoso. Porque, ao agir movido exclusivamente pela dor emocional, a tendência é buscar soluções rápidas, extremas ou mal planejadas, como se qualquer ação urgente fosse melhor do que uma estratégia bem construída.

O estoicismo propõe o oposto disso: antes de reagir, é preciso compreender; antes de buscar atalhos, é necessário entender o problema real. O que está acontecendo de fato? Quais fatores estão envolvidos? O que depende de você? O que exige suporte? Quais caminhos são sustentáveis?

Essa abordagem qualifica o seu processo de urgência.

Afinal, tratar obesidade não deveria ser uma resposta desesperada a um momento de dor, mas uma decisão racional, estruturada e baseada em diagnóstico, estratégia e expectativa realista.

Agir sem clareza costuma gerar mais sofrimento.
Agir com entendimento direciona o esforço para onde ele realmente pode transformar.

Não esqueça: a dor emocional pode até ser o gatilho para buscar mudança, mas ela não pode ser a única responsável por conduzir o processo.

Gostou da abordagem? Agende uma consulta comigo.

30/05/2026

O açúcar não atua apenas no paladar.
Ele também interfere diretamente nos mecanismos de prazer e recompensa do cérebro.

Quando consumido, ocorre liberação de dopamina, neurotransmissor ligado à sensação de bem-estar. O problema é que o cérebro aprende rapidamente essa associação: ansiedade, estresse, cansaço ou desconforto emocional passam a gerar uma busca quase automática por alimentos açucarados como forma de alívio imediato.

E é justamente aí que muitas pessoas começam a perceber uma relação de dependência comportamental com a comida.

Quanto mais frequente esse estímulo, mais o organismo tende a repetir o padrão. Não porque exista “falta de força de vontade”, mas porque há uma adaptação neurológica acontecendo. O açúcar deixa de ser apenas alimento e passa a funcionar como recompensa emocional constante.

Isso não significa que o açúcar precise ser demonizado.

A glicose é fundamental para o funcionamento do organismo, especialmente do cérebro. A questão central está no excesso, na frequência e no papel emocional que ele começa a ocupar dentro da rotina.

Quando o consumo ultrapassa a necessidade do corpo, surgem consequências metabólicas importantes: ganho de peso, aumento da resistência insulínica, inflamação e maior dificuldade de controlar fome e saciedade.

E mudar isso não depende de radicalismo.
Depende de construção de hábito.

Pequenos ajustes fazem diferença: reduzir exposição constante a doces, melhorar qualidade das refeições, priorizar alimentos com maior saciedade e aprender a identificar quando a vontade de comer vem do corpo — e quando vem do emocional.

Saúde não se sustenta em extremos.
Se sustenta em comportamento repetido com consciência.

Agende uma consulta comigo para saber a melhor solução para seu caso.

“Doutor, eu como pouco e mesmo assim engordo. Como isso é possível?”Essa é dúvida que escuto com muita frequência e acre...
28/05/2026

“Doutor, eu como pouco e mesmo assim engordo. Como isso é possível?”

Essa é dúvida que escuto com muita frequência e acredito que o ponto central desta questão está na forma como esse “comer pouco” está sendo interpretado.

Beliscar ao longo do dia pode parecer pouco em volume, mas costuma ser muito relevante em calorias. Pequenas porções de castanhas, queijos, bolachas, chocolates ou até aquele café com açúcar, quando somadas, podem representar uma ingestão energética significativa.

Ou seja, existe uma sensação de controle baseada no volume, mas com uma ingestão frequente de alimentos densos em calorias ao longo do dia.

Além disso, quando você opta por passar longos períodos comendo muito pouco, o corpo entende isso como uma ameaça. A resposta é fisiológica: o organismo reduz o gasto energético, desacelera o metabolismo e entra no que eu chamo de "modo de economia", dificultando o emagrecimento.

Ao mesmo tempo, os sinais de fome tendem a aumentar, o que facilita episódios de maior ingestão depois; muitas vezes sem que isso seja percebido como “excesso”.

Por isso, antes de concluir que o metabolismo é o problema, o mais importante é avaliar o padrão alimentar como um todo.
É sobre ter qualidade nas escolhas.

Se você se identifica com esse padrão, talvez esteja faltando executar uma estratégia eficaz para o seu caso.
Vamos avaliar isso juntos? Marque uma consulta comigo.

26/05/2026

Um dos erros mais prejudiciais no processo de emagrecimento é construir expectativas a partir de padrões que não refletem sua própria realidade.

Grande parte do que circula nas redes sociais apresenta recortes extremos: corpos altamente definidos, rotinas inflexíveis e transformações aceleradas. Isso cria a falsa impressão de que existe um modelo universal de resultado, como se qualquer pessoa pudesse alcançar exatamente o mesmo desfecho apenas com esforço suficiente.

Não é assim que funciona.

Obesidade, metabolismo e composição corporal envolvem variáveis muito mais complexas do que a internet costuma admitir. Histórico clínico, resistência metabólica, fatores hormonais, saúde emocional, padrão comportamental e sustentabilidade da rotina interferem diretamente na forma como cada corpo responde.

Lembre-se: tratamento sério não deve ser guiado por padrões genéricos, mas por metas individualizadas, possíveis e sustentáveis.

O melhor resultado não é o mais radical.
É aquele que melhora sua saúde, sua funcionalidade e sua relação com o próprio corpo.

Se você quer construir esse processo baseado em estratégia clínica e resultado sustentável, agende sua consulta.

Nada é mais ilusória de que a ideia de que tudo precisa dar certo, sem falhas, sem desvios, sem recaídas.Dentro de qualq...
25/05/2026

Nada é mais ilusória de que a ideia de que tudo precisa dar certo, sem falhas, sem desvios, sem recaídas.

Dentro de qualquer tipo de tratamento ou processo evolutivo, quanto mais você espera que tudo aconteça dentro de um padrão ideal, mais qualquer obstáculo passa a ser interpretado como erro, fracasso ou incapacidade.

Para os estoicos, o problema nunca foi a existência de dificuldades, mas a forma como elas são interpretadas. Obstáculos são o próprio caminho. São eles que testam, ajustam e fortalecem a forma como você age. Quando você parte do princípio de que imprevistos vão acontecer, que dias ruins fazem parte e que nem tudo depende exclusivamente de você, a frustração naturalmente é menor. Em vez de travar diante da dificuldade, você se adapta a ela.

No contexto do tratamento da obesidade, este tipo de mentalidade se torna ainda mais relevante. A busca por um padrão ideal cria um nível de exigência tão alto que não se sustenta e, com o tempo, fragiliza a autoestima; e, posteriormente, sabota os resultados. A evolução do paciente deixa de ser construção constante e passa a ser uma sequência de tentativas interrompidas por cobranças que não têm a menor ligação com a realidade.

A perfeição, neste caso, é uma construção que ignora completamente a natureza do processo, que é, por definição, instável, progressivo e cheio de variáveis que fogem do controle.

Não esqueça: o desconforto não é sinal de que algo está errado, mas de que uma mudança está acontecendo. E nela, quando bem orientada e fundamentada, você deve confiar.

Muitas vezes, o que mais gera frustração no paciente não é o processo de emagrecimento, mas a dificuldade de manter o re...
22/05/2026

Muitas vezes, o que mais gera frustração no paciente não é o processo de emagrecimento, mas a dificuldade de manter o resultado ao longo do tempo.

E isso tem explicação.

Hoje, com base em estudos mais recentes, sabemos que, após a interrupção de medicações como a semaglutida e a tirzepatida, existe uma tendência consistente de reganho de peso, que costuma acontecer de forma progressiva nos meses seguintes.

Mas o ponto mais importante não é apenas “quanto” se recupera.
É entender por que isso acontece.

Durante o uso da medicação, o apetite é reduzido, a saciedade melhora e o chamado “ruído alimentar” diminui. Quando o tratamento é interrompido, esses mecanismos deixam de ser modulados, e o organismo tende a retornar ao padrão anterior.

Além disso, o corpo que perdeu peso passa a funcionar de forma mais econômica, com menor gasto energético.
Ou seja, ao mesmo tempo em que a fome aumenta, o gasto calórico diminui.

Esse cenário favorece o reganho.
Por isso, o tratamento da obesidade não deve ser encarado como algo pontual ou de curto prazo.

Em muitos casos, é necessário estruturar uma estratégia de manutenção, seja com ajustes no estilo de vida, uso prolongado de medicação ou combinação de abordagens.

E isso começa com um plano bem definido desde o início do tratamento.
Eu posso te ajudar a estruturar esse caminho. Vamos marcar uma consulta?

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