03/05/2026
Essa meia maratona foi uma COMEMORAÇÃO!
Minha ultima meia maratona foi a do iron 70.3, em 2023.
Sim, eu nunca falei isso aqui, mas há 3 anos eu vinha enfrentando a maior prova de resistência da minha vida.
Em 2023 tive depressão, e até hoje não entendo como, pois eu vivia meu melhor momento profissional, pessoal e no esporte.
Completei um iron 70.3 e 4 meses depois tive o diagnóstico.
Foram meses de culpa e vergonha, tentando entender onde eu tinha errado e o que poderia ter me causada isso.
Sabe-se que atletas podem deprimir depois de uma competição importante.
Mas também teve o meu acidente de bike 1 mês depois do iron, que me deixou por muitos meses com medo de sair na rua, até para correr. E me questionando até onde valia ir pelo esporte. E até hoje eu não pedalo mais na rua por conta disso.
Eu também estava trabalhando demais, naquela época, e a carga estava bem alta.
3 anos depois eu ainda não tenho resposta para o que me causou a depressão.
O que eu sei é que essa doença é terrível, porque não importa o que você come e se está hidratado e suplementado, você simplesmente não tem energia para fazer o que fazia antes.
Eu tinha sono pra dormir por 24h inteiras. Eu não tinha fome, e quando queria comer, só tinha vontade de algo muito calórico ou chocolate.
Passei por 2 médicos horríveis, uma que não entendia porque eu fazia 3 atividades ao invés de escolher só uma. E outro que me disse que minha vida era perfeita e não fazia sentido eu ter depressão.
Até que encontrei uma médica boa e profissional que me ajudou de verdade no tratamento.
O problema é que não basta apenas estar medicada, ainda leva tempo para sua energia voltar e para a vida ter cor novamente.
E quando isso estava começando a melhorar, aconteceu aquela tragédia com a minha família nas chuvas de maio de 2024.
E de novo a vida perdeu a cor, e eu me perguntava: pra que fazer o que fazemos em busca de coisas que a chuva pode levar em uma noite? Inclusive nossa própria vida?
Foi um percurso difícil com muita altimetria, muito mais vales do que picos.
Mas eu fui alimentando minha mente, com terapia, autoconhecimento e principalmente, eu nunca desisti.
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