17/06/2024
Talvez uma das mais difíceis mudanças de vida para bancar e sustentar: um divórcio de casal que tem filhos.
Brigar, seja dentro ou fora das batalhas judiciais, é muito comum, infelizmente. Porque assumir de forma responsável e adulta um divórcio bem feito, ferindo o mínimo possível à si mesmo, mas principalmente, aos interesses da criança/adolescente, não é para amadores!
Muitos casais acabam não conseguindo estabelecer uma guarda compartilhada de qualidade e, via de regra, as mães se sobrecarregam neste processo todo, os pais se ausentam mais que devem e a criança/adolescente, f**a muito prejudicada nesta história toda.
Sem dúvida, para os filhos e para a própria saúde mental, bem melhor dois lares funcionais, com pessoas "bem resolvidas", do que um só, em meio a um casamento disfuncional, de fachada e que só cumpre com a "obrigação" de se manterem juntos pelos filhos.
É claro que todas as ressalvas devam ser feitas aos casos que envolvem violência doméstica, em que o buraco é mais embaixo e aí, o caso em questão, é mesmo de polícia e de justiça!
Mas de um modo geral, mesmo divórcios entre pessoas funcionais, pode ser muito difícil na prática, não somente o divórcio em si, mas toda a vida que se desenrola a partir daí e que exige muito diálogo, acordos, rotinas, concessões e muita, muita maturidade das figuras parentais.
Quando os próprios sentimentos estão em jogo, sentir pelos filhos e filhas e no lugar deles, apesar de óbvio, não é tão simples na prática. Isso tudo num casal que já "não dava mais certo" juntos, mas que precisa e deseja dar certo nas suas parentalidades e escolhas de vida! É osso, né?!
Se esta angústia te encontra, me escreve no direct, posso postar mais sobre o assunto ou conversarmos sobre o que a psicologia pode propor sobre o tema 😉