Dra Lidiane Dotta Guarienti Psiquiatra Infantojuvenil em Xaxim e Chapecó

Dra Lidiane Dotta Guarienti  Psiquiatra Infantojuvenil em Xaxim e Chapecó Psiquiatra - RQE13698. Psiquiatra da Infância e Adolescência - RQE13849. Agende sua consulta pelo

Esta página visa promover informações, orientações para pais, professores e crianças que estão apresentando dificuldades na escola, sejam elas por uma dificuldade de aprendizagem, por problemas comportamentais, ou algum transtorno psiquiátrico na infância como: TDAH, TOD, Depressão entre outros.

Você já ouviu falar em “drogômetro”?O nome lembra o bafômetro e a comparação ajuda a entender.Enquanto o bafômetro é uti...
15/09/2026

Você já ouviu falar em “drogômetro”?

O nome lembra o bafômetro e a comparação ajuda a entender.

Enquanto o bafômetro é utilizado para detectar álcool, o chamado drogômetro é um equipamento destinado à identif**ação de substâncias psicoativas no organismo, como parte da fiscalização de trânsito.

O assunto ganhou destaque recentemente com as novas regras do CONTRAN, que regulamentaram procedimentos para constatação do uso de substâncias psicoativas por condutores e abriram caminho para a utilização desses equipamentos.

E aí surge uma dúvida importante: O que acontece com quem utiliza medicamentos controlados, como os estimulantes prescritos para o tratamento do TDAH?

Primeiro, é preciso separar duas situações.

O uso de um estimulante prescrito, na dose indicada e com acompanhamento médico não deve ser confundido com uso recreativo ou automedicação.

Mas existe outro ponto igualmente importante: ter uma receita não signif**a que qualquer pessoa esteja automaticamente apta a dirigir em qualquer circunstância.

Cada medicamento tem características próprias, e fatores como dose, efeitos adversos, início do tratamento, ajustes recentes e resposta individual precisam ser considerados.

Por isso, não suspenda ou altere um estimulante por conta própria com medo do drogômetro.

Se você ou seu filho utiliza esse tipo de medicamento e dirige, converse com o médico responsável pelo tratamento sobre os possíveis efeitos e os cuidados necessários para uma direção segura.

Tratamento adequado e segurança no trânsito não são assuntos opostos. Precisam caminhar juntos.

Dra Lidiane Dotta Guarienti Ramos - CRM/SC 22970 - RQE 13849
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10/09/2026
Em casa, ela fala, br**ca, conta histórias e até é bastante comunicativa.Mas basta chegar à escola, encontrar determinad...
09/09/2026

Em casa, ela fala, br**ca, conta histórias e até é bastante comunicativa.

Mas basta chegar à escola, encontrar determinadas pessoas ou estar em uma situação em que esperam que ela fale para... a voz não sair.

Para quem observa de fora, pode parecer timidez, vergonha, teimosia ou até falta de educação. Mas, no mutismo seletivo, não se trata simplesmente de uma criança que não quer falar. Em determinadas situações, ela pode realmente não conseguir.

E quanto maior a pressão, “Responde!”, “Fala com ela!”, “Você sabe falar!”, maior pode ser a ansiedade naquele momento.

Por isso, o caminho não é transformar a fala em uma cobrança.

É oferecer segurança, respeitar o tempo da criança e entender o que está por trás desse comportamento.

Quando esse silêncio se mantém em determinados ambientes e começa a interferir na vida escolar, nas relações ou na rotina, merece atenção e avaliação adequada.

Porque antes de perguntar “por que essa criança não fala?”, talvez seja mais importante perguntar: “O que acontece com ela quando esperam que fale?”

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“Eu não consigo dormir sem meu remédio.”Essa frase merece mais do que uma discussão sobre qual medicamento usar, trocar ...
02/09/2026

“Eu não consigo dormir sem meu remédio.”

Essa frase merece mais do que uma discussão sobre qual medicamento usar, trocar ou suspender.

Ela merece uma pergunta anterior: o que está mantendo essa insônia?

A insônia pode começar depois de um período de estresse, doença, dor ou mudança de rotina. Mas, em algumas pessoas, continua mesmo depois que o fator que desencadeou o problema desaparece.

Isso pode acontecer porque algumas tentativas de compensar uma noite ruim acabam ajudando a manter o ciclo.

Deitar muito mais cedo. Permanecer mais tempo na cama. Cochilar durante o dia.

Ao mesmo tempo, surge outra peça importante: a preocupação com o próprio sono.

“Preciso dormir.”

“E se eu não conseguir?”

“Amanhã vou estar exausto novamente.”

A pessoa está cansada, mas permanece em estado de alerta. Com o tempo, a cama, que deveria estar associada ao sono, pode passar a ser um lugar de preocupação, esforço e frustração.

É por isso que higiene do sono é importante, mas não é sinônimo de tratamento da insônia crônica.

Para adultos com insônia crônica, existe uma abordagem específ**a: a Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia (TCC-I), que atua justamente sobre mecanismos que podem perpetuar o problema.

E os medicamentos?

Eles podem ter indicação em situações específ**as. Mas tratar insônia não signif**a apenas encontrar algo que faça a pessoa dormir naquela noite.

É preciso compreender o problema como um todo.

Por isso, diante de alguém que diz “não consigo dormir sem meu remédio”, talvez a primeira pergunta não deva ser “qual medicamento podemos colocar no lugar?”.

Talvez seja:

“Por que você ainda não consegue dormir?”

Se a dificuldade para dormir persiste e está afetando seus dias, procure avaliação médica.

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Conteúdo baseado no capítulo “Insomnia”, Continuum: Sleep Neurology, American Academy of Neurology, 2026.

Uma criança com autismo pode ser ansiosa?Sim. E reconhecer isso pode mudar a maneira como muitos comportamentos são comp...
25/08/2026

Uma criança com autismo pode ser ansiosa?

Sim. E reconhecer isso pode mudar a maneira como muitos comportamentos são compreendidos.

Transtornos ansiosos estão entre as comorbidades psiquiátricas frequentes em pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O desafio é que nem sempre a ansiedade aparece de uma maneira óbvia.

A criança ou o adolescente pode não conseguir dizer “estou ansioso”. Em vez disso, podem ocorrer aumento da rigidez, dos comportamentos repetitivos, da seletividade alimentar, das crises comportamentais ou do isolamento social.

E aqui existe um ponto muito importante: nem todo comportamento considerado “difícil” ou “desafiador” deve ser atribuído automaticamente ao autismo.

Em alguns casos, pode haver ansiedade contribuindo para aquilo que a família está observando.

Identif**ar essa comorbidade permite direcionar melhor o cuidado. O tratamento pode envolver adaptações no ambiente, psicoterapia adaptada, intervenções comportamentais e, quando houver indicação clínica, medicação.

Por isso, quando surgem mudanças importantes no comportamento ou dificuldades que passam a interferir na rotina, aprendizagem, relações ou participação social, uma avaliação especializada pode ajudar a compreender o que está acontecendo.

Às vezes, olhar além do comportamento é justamente o que permite entender melhor a criança.

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Referências indicadas no material: Kerns CM et al., Journal of Clinical Child & Adolescent Psychology (2020); Lord C et al., The Lancet (2022); NICE Guideline — Autism Spectrum Disorder.

Quando falamos sobre autismo, é comum ouvir a expressão “janela de ouro”.Mas será que existe mesmo um período depois do ...
19/08/2026

Quando falamos sobre autismo, é comum ouvir a expressão “janela de ouro”.

Mas será que existe mesmo um período depois do qual seria “tarde demais” para intervir?

Os primeiros anos de vida são, sim, um período de intensa neuroplasticidade. Isso torna essa fase especialmente favorável à aprendizagem e ao desenvolvimento de habilidades relacionadas à comunicação, linguagem e interação social.

Por isso, identif**ar necessidades e iniciar intervenções adequadas precocemente pode ser muito importante.

Mas existe outra parte dessa conversa que as famílias também precisam ouvir: intervenção precoce não signif**a tentar “curar” o autismo.

O objetivo é compreender as necessidades daquela criança e oferecer recursos que favoreçam seu desenvolvimento, sua comunicação, sua autonomia e sua participação nas atividades do cotidiano.

E mais terapia nem sempre signif**a melhor terapia.

Quantidade de horas, isoladamente, não garante resultados. A qualidade da intervenção, sua individualização, as necessidades da criança, as práticas baseadas em evidências e a participação da família também são fundamentais.

Por isso, a expressão “janela de ouro” precisa ser utilizada com cuidado.

Começar cedo importa. Mas um diagnóstico mais tardio não signif**a que a oportunidade de desenvolver novas habilidades foi perdida.

Se existem sinais ou dúvidas sobre o desenvolvimento do seu filho, buscar avaliação especializada pode ajudar a compreender quais são suas necessidades e quais caminhos fazem sentido para ele.

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Referências indicadas no material: Fuller EA et al., Pediatrics (2020); Sandbank M et al., Project AIM Meta-analysis, Psychological Bulletin (2020); National Clearinghouse on Autism Evidence and Practice — NCAEP (2020).

Você pede para seu filho largar o celular durante as refeições, mas o seu f**a ao lado do prato?Pede menos telas à noite...
11/08/2026

Você pede para seu filho largar o celular durante as refeições, mas o seu f**a ao lado do prato?

Pede menos telas à noite, mas termina o dia rolando o feed?

Reclama que ele não larga o aparelho, enquanto o seu está sempre ao alcance da mão?

Não se trata de culpar os pais. Trata-se de perceber que ensinar uma relação saudável com a tecnologia vai além de estabelecer regras para as crianças.

O documento mais recente da Sociedade Brasileira de Pediatria sobre o uso saudável de telas reforça que os efeitos da tecnologia na infância dependem não apenas do tempo de exposição, mas também da idade, do conteúdo, do contexto e da mediação dos adultos. O documento também destaca a importância de preservar as interações familiares offline.

Na prática, isso signif**a que não basta determinar quanto tempo seu filho pode f**ar no celular. É preciso construir uma cultura digital dentro de casa.

Ter momentos em que todos guardam os aparelhos, fazer refeições sem celular, evitar que cada pausa seja automaticamente preenchida por uma tela, conversar, br**car e estar realmente presente quando estão juntos.

E, principalmente, lembrar que as regras que valem para os filhos precisam fazer sentido também no comportamento dos adultos.

Não é sobre criar uma casa sem tecnologia. A tecnologia faz parte da vida. É sobre ensinar que existe hora para estar conectado e hora para estar presente.

Na sua casa, existem momentos em que toda a família deixa o celular de lado?

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O cérebro do seu filho não precisa de mais brinquedos. Precisa mais de você.Você não precisa encher a casa de brinquedos...
04/08/2026

O cérebro do seu filho não precisa de mais brinquedos. Precisa mais de você.

Você não precisa encher a casa de brinquedos ou investir nos recursos mais modernos para estimular o desenvolvimento do seu filho.

O cérebro infantil aprende principalmente por meio das relações.

Cada conversa, br**cadeira, história contada e momento de atenção compartilhada contribui para o desenvolvimento da linguagem, da memória, da atenção, da criatividade e de outras habilidades importantes para a vida.

Ao mesmo tempo, estimular não signif**a ocupar todos os minutos da criança com atividades. O br**car livre, a curiosidade, as descobertas e até os pequenos desafios do dia a dia também fazem parte desse processo.

Essa é uma das principais conclusões de uma revisão científ**a publicada em 2024 na revista Developmental Review, que reuniu evidências sobre como o ambiente influencia o desenvolvimento cerebral e cognitivo na infância.

No fim das contas, o maior estímulo para o cérebro infantil não é um objeto.

São as relações.

E você, qual momento simples do dia costuma aproveitar para conversar ou br**car com seu filho?

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Férias são importantes.Elas permitem que a criança descanse das exigências escolares, brinque com mais liberdade, conviv...
29/07/2026

Férias são importantes.

Elas permitem que a criança descanse das exigências escolares, brinque com mais liberdade, conviva com a família e descubra outras formas de ocupar o tempo.

Por isso, férias não precisam ter uma agenda cheia nem reproduzir a rotina da escola.

Mas existe uma diferença entre flexibilizar os horários e abandonar completamente qualquer organização.

Quando a criança passa a dormir cada dia em um horário, acorda muito tarde, permanece grande parte do tempo nas telas, movimenta-se menos e perde a referência das refeições, seu funcionamento também pode mudar.

Ela pode f**ar mais irritada, agitada, desatenta, impaciente ou resistente aos combinados. Nem sempre isso signif**a “manha”. Muitas vezes, sono insuficiente, excesso de estímulos e falta de previsibilidade estão contribuindo para o comportamento.

O cérebro infantil se beneficia de alguns sinais cotidianos que ajudam a organizar o dia: a hora de acordar, de comer, de br**car, de desacelerar e de dormir.

Isso não signif**a transformar as férias em um período rígido e cheio de obrigações.

Uma rotina de férias pode ser leve, flexível e ter bastante espaço para o ócio. O objetivo não é controlar cada minuto, mas preservar alguns pilares:

• sono adequado
• alimentação minimamente organizada
• movimento
• limites para as telas
• convivência
• br**cadeiras livres
• pequenas responsabilidades

E, quando a volta às aulas estiver próxima, vale retomar os horários gradualmente. Tentar reorganizar tudo de uma vez pode tornar a transição mais difícil para toda a família.

Nas férias, seu filho não precisa seguir a rotina da escola. Mas ainda precisa de referências que ajudem seu corpo e sua mente a funcionarem bem.

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Você costuma deixar a televisão ligada enquanto seu filho br**ca?Muitas famílias fazem isso sem perceber que esse hábito...
21/07/2026

Você costuma deixar a televisão ligada enquanto seu filho br**ca?

Muitas famílias fazem isso sem perceber que esse hábito pode reduzir um dos estímulos mais importantes para o desenvolvimento infantil: a interação.

Quando a TV permanece ligada ao fundo, mesmo sem prender a atenção da criança, ela pode diminuir as conversas, interromper momentos de atenção compartilhada e competir com experiências fundamentais para o desenvolvimento da linguagem e da autorregulação.

Isso não signif**a que toda exposição às telas seja igual.

O próprio estudo observou que programas educativos não apresentaram associação negativa com linguagem ou alfabetização. O que chamou a atenção foi o impacto da chamada “TV de fundo”, aquela que permanece ligada apenas como ruído no ambiente.

A infância é construída em pequenas experiências do dia a dia.

* Uma conversa durante o café.
* Uma história antes de dormir.
* Uma br**cadeira no chão da sala.

Muitas vezes, esses momentos ensinam muito mais do que imaginamos.

E na sua casa, a televisão costuma f**ar ligada mesmo quando ninguém está assistindo?

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Conteúdo baseado em: Ribner AD, Barr RF, Nichols DL. “Background media use is negatively related to language and literacy skills: indirect effects of self-regulation.” Pediatric Research, 2020.

Endereço

Marechal Deodoro Da Fonseca 400E, Sala 904
Chapecó, SC
89802140

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