17/05/2026
Antes de falar sobre qualquer nova medicação, é importante entender quem está fazendo essa análise.
Paulo Muzy é uma das grandes referências do Brasil quando o assunto é composição corporal, performance e medicina baseada em evidência. E justamente por isso, costuma analisar novidades com cautela, sem seguir hype ou promessas precipitadas.
Foi exatamente assim ao comentar sobre a retatrutida.
Sem dúvidas, trata-se de uma molécula muito promissora no tratamento da obesidade, atuando em diferentes receptores — GLP-1, GIP e glucagon — com resultados bastante expressivos nos estudos iniciais.
Mas existe um ponto essencial: ela ainda não possui liberação para uso clínico.
Os estudos seguem em andamento, trazendo dados relevantes sobre eficácia, porém a segurança a longo prazo ainda está sendo avaliada.
E é justamente aí que muitos acabam se precipitando.
Porque enquanto a ciência ainda analisa, o mercado já começou a vender a ideia de que “é melhor”, “mais potente” ou até que “já pode usar”.
Mas é importante deixar claro: atualmente não existe retatrutida aprovada para uso.
Qualquer utilização neste momento não conta com:
▪️ Aprovação regulatória;
▪️Padronização de qualidade;
▪️Respaldo em diretrizes médicas.
Medicina séria não se adianta à evidência.Ela observa, acompanha os estudos e respeita o tempo da ciência.