Dr Gladstone Siqueira - Pediatra e Neonatologista

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Muita gente acha que a consulta pediátrica se resume a pesar, medir e ver se está tudo “dentro da curva”.Mas, na prática...
02/04/2026

Muita gente acha que a consulta pediátrica se resume a pesar, medir e ver se está tudo “dentro da curva”.
Mas, na prática, tem muita coisa sendo observada ali, mesmo quando parece que estamos só conversando com os pais.

Enquanto a criança br**ca no consultório, eu observo como ela se movimenta, como interage com o ambiente, se explora os objetos, se sustenta o corpo com segurança, se tem curiosidade. Esses pequenos comportamentos dizem muito sobre o desenvolvimento neurológico.

Durante a conversa com os pais, também presto atenção na forma como a criança responde à voz, ao olhar, ao toque. O vínculo, a comunicação e as reações emocionais fazem parte de uma avaliação importante, que vai além de qualquer exame físico.

O choro, por exemplo, também comunica. A forma como a criança se acalma, como busca conforto, como reage ao colo ou à separação dos pais pode trazer informações importantes sobre o desenvolvimento emocional.

Até a maneira como ela respira, mastiga, engole ou dorme entra nessa observação. Muitas vezes, sinais sutis aparecem primeiro nesses detalhes do dia a dia.

A consulta de puericultura é um acompanhamento contínuo do desenvolvimento da criança. Não é só sobre doença, é sobre entender a criança como um todo, respeitando cada fase e identificando precocemente qualquer necessidade de intervenção.

Por isso, mesmo quando parece simples, tem muita coisa importante acontecendo ali.

E é exatamente esse olhar atento que faz diferença no cuidado com o seu filho.

Tem alguma curiosidade sobre as consulta? Deixe aqui nos comentários

Dar remédio para criança é sempre um desafio. Muitas vezes vira um momento de choro, resistência e estresse para toda a ...
27/03/2026

Dar remédio para criança é sempre um desafio. Muitas vezes vira um momento de choro, resistência e estresse para toda a família. Mas, com algumas estratégias simples, é possível tornar esse processo mais tranquilo e seguro.

A primeira coisa importante é entender que a forma como o remédio é oferecido faz diferença. Sempre que possível, utilize seringa dosadora em vez de colher. Ela permite maior precisão na dose e facilita a administração, principalmente em bebês e crianças menores.

A posição da criança também ajuda muito. O ideal é que ela esteja levemente sentada ou inclinada, nunca totalmente deitada, para reduzir o risco de engasgo. Aplicar o medicamento aos poucos, pela lateral da boca, também costuma ser mais confortável e diminui a chance de rejeição.

Outro ponto importante é evitar misturar o remédio em grandes quantidades de líquidos ou alimentos sem orientação. Se a criança não consumir tudo, ela pode não receber a dose correta. Em alguns casos, pequenas quantidades podem ser utilizadas, mas isso deve ser feito com cuidado.

Depois de administrar o medicamento, oferecer um pouco de água, leite ou até um pequeno alimento pode ajudar a tirar o gosto ruim da boca e tornar a experiência mais confortável para a criança. Esse simples cuidado muitas vezes reduz a resistência nas próximas doses.

Para crianças maiores, explicar o que está acontecendo, de forma simples e adequada para a idade, costuma ajudar mais do que tentar “enganar”. Criar uma rotina, manter a calma e, quando possível, transformar o momento em algo mais leve faz diferença na forma como a criança reage.

E um alerta importante: nunca force a administração de forma brusca. Além do risco de engasgo, isso pode gerar medo e dificultar ainda mais nas próximas vezes.

Se houver muita dificuldade ou recusa frequente, vale conversar com o pediatra. Muitas vezes é possível ajustar a apresentação do medicamento ou orientar a melhor forma de oferecer.

Cuidar também é saber como fazer e pequenos ajustes podem transformar completamente esse momento.

19/03/2026

Um vídeo importante para vocês. Me mandem suas dúvidas!

A introdução alimentar é um momento muito especial e esperado para as famílias, mas também pode gerar muitas dúvidas. Af...
06/03/2026

A introdução alimentar é um momento muito especial e esperado para as famílias, mas também pode gerar muitas dúvidas. Afinal, tudo é novidade!

Para garantir que essa fase aconteça de forma tranquila e saudável, é importante estar atento a alguns erros muito comuns.

1️⃣ Oferecer alimentos muito processados
Muitos pais acabam introduzindo biscoitos, sucos industrializados e outros alimentos ultra processados cedo demais. O ideal é priorizar comida de verdade: frutas, legumes, verduras, grãos e proteínas naturais.

2️⃣ Salgar ou adoçar a comida do bebê
Bebês não precisam de sal nem açúcar nos primeiros anos de vida. O paladar deles está em formação, e o contato precoce com esses ingredientes pode aumentar o risco de problemas de saúde no futuro, como hipertensão e obesidade.

3️⃣ Forçar o bebê a comer
Cada bebê tem seu próprio ritmo e pode rejeitar um alimento em um dia e aceitá-lo no outro. O importante é respeitar os sinais de fome e saciedade da criança, sem insistir ou transformar as refeições em momentos de estresse.

4️⃣ Oferecer líquidos junto com a comida
Dar água ou suco enquanto o bebê come pode atrapalhar a mastigação e digestão. O ideal é oferecer líquidos antes ou depois das refeições.

5️⃣ Ficar ansioso com a quantidade de comida
Nos primeiros meses da introdução alimentar, o bebê ainda está aprendendo sobre os sabores e texturas. O leite materno ou a fórmula continuam sendo a principal fonte de nutrição, então não é necessário se preocupar caso ele coma pouco no início.

6️⃣ Ignorar os sinais de prontidão
A ansiedade pode levar as famílias ao erro de se anteciparem aos marcos importantes.

Introduzir a alimentação antes dos 6 meses ou quando o bebê ainda não demonstra sinais de prontidão pode aumentar o risco de engasgos e prejudicar a aceitação dos alimentos.

O mais importante é tornar esse momento leve, sem pressa ou cobranças. Com paciência e estímulos positivos, o bebê aprenderá a se alimentar bem e a construir uma relação saudável com a comida!

Essas duas fotos representam algo muito importante sobre a infância.De um lado, uma criança de seis anos, sentada, conce...
04/03/2026

Essas duas fotos representam algo muito importante sobre a infância.

De um lado, uma criança de seis anos, sentada, concentrada na leitura. Já alfabetizada, descobrindo o mundo através das palavras.

Do outro, uma criança de dois anos, br**cando, imaginando histórias, encaixando peças, explorando o mundo através da curiosidade e da br**cadeira.

As duas estão aprendendo. As duas estão se desenvolvendo. E as duas estão exatamente na fase em que deveriam estar.

Na infância, cada etapa tem um propósito. Aos três anos, o aprendizado acontece principalmente por meio do br**car, do movimento, da imaginação e das descobertas do dia a dia. Já por volta dos seis anos, a criança começa a organizar melhor o pensamento, ampliar a linguagem e se aproximar da leitura e da escrita de forma mais estruturada.

Por isso, mais importante do que comparar crianças é observar e respeitar a fase que cada uma está vivendo. Desenvolvimento saudável não acontece quando tentamos acelerar etapas, mas quando oferecemos estímulos adequados ao momento de cada criança.

Brincar não é perda de tempo. É construção de cérebro, de autonomia e de criatividade.

Aprender a ler também não é apenas um marco escolar, mas parte de um processo que só acontece bem quando as fases anteriores foram vividas com segurança.

Respeitar a infância é entender que cada idade tem suas necessidades, seus aprendizados e seu ritmo próprio. Quando os adultos observam com atenção e acolhem esse tempo, a criança se desenvolve de forma mais leve, segura e completa.

Cada criança tem seu caminho. E desenvolvimento não é sobre chegar primeiro, mas sobre crescer bem.

A introdução alimentar é um marco importante no desenvolvimento do bebê, e também muito aguardado pelos pais. Abaixo est...
27/02/2026

A introdução alimentar é um marco importante no desenvolvimento do bebê, e também muito aguardado pelos pais. Abaixo estão alguns sinais que indicam que o bebê está preparado para iniciar a introdução alimentar:

1. Controle da cabeça e pescoço:
O bebê deve ser capaz de manter a cabeça firme e ereta sem apoio. Isso é fundamental para evitar engasgos e para permitir que ele se sente corretamente durante as refeições.

2. Sentar-se sem suporte:
O bebê deve conseguir se sentar com pouco ou nenhum apoio. Isso ajuda a reduzir o risco de asfixia, pois permite que ele engula de forma mais eficaz e segura.

3. Interesse por alimentos:
Observe se o bebê demonstra curiosidade sobre o que os outros estão comendo. Se ele começa a observar atentamente as refeições familiares, tenta pegar alimentos ou abre a boca quando vê comida, são sinais claros de que está interessado em experimentar novos sabores.

4. Reflexo de protrusão da língua:
Sabe aquela "mania" do bebê de empurrar a comida para fora da boca com a língua? Esse é um reflexo natural e, no momento da introdução alimentar, ele deve ter diminuído ou desaparecido. Isso geralmente ocorre por volta dos seis meses de idade, permitindo que o bebê comece a engolir alimentos sólidos de forma mais eficiente.

5. Aumento do apetite:
Se o bebê continua com fome, mesmo após as mamadas frequentes, pode ser um sinal de que ele está pronto para consumir alimentos sólidos para complementar sua dieta de leite materno ou fórmula.

6. Coordenação motora fina:
O bebê deve ser capaz de pegar alimentos e levá-los à boca. Esse desenvolvimento da coordenação mão-boca é crucial para que ele possa se alimentar sozinho e explorar diferentes texturas e sabores.

7. Capacidade de mastigar:
Mesmo sem dentes, o bebê deve mostrar habilidade para mastigar ou mover os alimentos na boca. Isso indica que ele está pronto para começar a explorar alimentos que exigem um pouco mais de esforço para serem consumidos.

A introdução alimentar é o momento de apresentar os alimentos para o bebê e desenvolver seu paladar.

Não tenha pressa. Aproveite esse momento para apreciar o desenvolvimento do seu filho.

Consulte um pediatra de sua confiança.

A introdução alimentar é uma fase importante no desenvolvimento de um bebê, mas também é uma área repleta de mitos e inf...
13/02/2026

A introdução alimentar é uma fase importante no desenvolvimento de um bebê, mas também é uma área repleta de mitos e informações conflitantes. É essencial garantir que pais e cuidadores tomem decisões seguras ao introduzir alimentos sólidos na dieta do bebê. Aqui estão alguns dos maiores mitos sobre a introdução alimentar:

1. “Dê apenas comida amassada”: Muitas pessoas acreditam que os bebês devem comer apenas alimentos amassados ou em purês. No entanto, o método Baby-Led Weaning (BLW), que envolve oferecer alimentos em pedaços adequados para a idade, é uma abordagem segura e eficaz para a introdução alimentar, mesmo não havendo evidências científicas de ser um método mais eficaz do que oferecer o alimento da maneira mais convencional, que é amassado.

2. "Evite alérgenos a todo custo": Há um mito de que os pais devem evitar alimentos alergênicos, como amendoim e ovos, durante a introdução alimentar para prevenir alergias. No entanto, a introdução precoce e gradual de alimentos alergênicos pode, na verdade, ajudar a reduzir o risco de alergias alimentares.

3. "Não dê temperos": Alguns acreditam que os alimentos para bebês devem ser sem tempero. No entanto, é seguro e benéfico adicionar temperos suaves e ervas para introduzir sabores variados e incentivar o paladar do bebê.

4. "A Amamentação deve ser interrompida com a introdução alimentar": A introdução alimentar não significa o fim da amamentação. O leite materno ou a fórmula ainda fornecem nutrientes importantes durante a primeira infância, e a amamentação pode continuar enquanto o bebê e a mãe desejarem.

É importante lembrar que cada bebê é único, e o processo de introdução alimentar pode variar de uma criança para outra. Consultar um pediatra ou nutricionista pediátrico é uma maneira eficaz de obter orientações personalizadas e baseadas em evidências sobre como iniciar a introdução alimentar com segurança e sucesso. Desmistificar esses mitos ajuda os pais a tomar decisões informadas para nutrir seus bebês de maneira saudável e adequada.

Muitos pais comentam que o filho ronca à noite e acabam achando que isso é normal da infância. Em algumas situações, o r...
30/01/2026

Muitos pais comentam que o filho ronca à noite e acabam achando que isso é normal da infância. Em algumas situações, o ronco pode até acontecer de forma ocasional, especialmente durante gripes, resfriados ou crises alérgicas. Mas quando o ronco é frequente, alto ou persistente, ele merece atenção.

O ronco infantil acontece quando há dificuldade na passagem do ar durante o sono. Isso pode estar relacionado ao aumento das amígdalas ou da adenoide, à rinite alérgica mal controlada, à respiração predominantemente pela boca ou até a alterações no formato da face e da arcada dentária. Em alguns casos, o ronco pode estar associado à apneia do sono, condição em que a criança tem pausas na respiração enquanto dorme, o que pode impactar diretamente a qualidade do sono e a saúde geral.

Uma criança que ronca com frequência pode apresentar sono agitado, acordar cansada, ter dificuldade de concentração, irritabilidade durante o dia, queda no rendimento escolar e, em alguns casos, até alterações no crescimento. Esses sinais nem sempre são associados ao sono, mas muitas vezes têm relação direta com noites mal dormidas.

Por isso, o ronco não deve ser ignorado. Avaliar a causa é fundamental para definir o melhor tratamento, que pode incluir desde o controle de alergias até o acompanhamento com outros especialistas, quando necessário. Dormir bem faz parte do desenvolvimento saudável da criança.

Se você percebe que seu filho ronca quase todas as noites, respira pela boca ou parece não descansar adequadamente, procure orientação pediátrica. Cuidar do sono é cuidar da saúde.

Muitos pais se surpreendem quando percebem mudanças em suas filhas, e isso é mais comum do que parece. A puberdade é uma...
29/01/2026

Muitos pais se surpreendem quando percebem mudanças em suas filhas, e isso é mais comum do que parece. A puberdade é uma fase natural do desenvolvimento e pode começar mais cedo do que a maioria imagina. De forma geral, considera-se normal que os primeiros sinais apareçam entre os 8 e os 13 anos de idade, considerando a indivualidade de cada criança.

Um dos primeiros sinais costuma ser o início do desenvolvimento das mamas, mesmo que de forma discreta, às vezes percebido apenas como um pequeno endurecimento ou sensibilidade na região. Também é comum o surgimento de pelos na região íntima e nas axilas, além do estirão de crescimento. Mudanças no odor do suor, aumento da oleosidade da pele, aparecimento de espinhas e alterações emocionais, como maior sensibilidade e variações de humor, também fazem parte desse processo.

Em algumas meninas, pode surgir um corrimento vaginal transparente ou esbranquiçado, que geralmente é normal e costuma anteceder a primeira menstruação. A menarca costuma acontecer entre os 9 e 15 anos, após algum tempo do início desses sinais.

Quando essas mudanças aparecem antes dos 8 anos, chamamos de puberdade precoce. E é importante que os pais saibam que puberdade precoce tem tratamento. Com acompanhamento médico adequado, é possível investigar a causa, controlar o avanço da puberdade quando necessário e proteger o crescimento, o desenvolvimento físico e o bem-estar emocional da criança.

Por isso, puberdade não é doença, mas merece atenção. O diagnóstico precoce e o acompanhamento correto fazem toda a diferença. Conversar com a filha de forma aberta, respeitando o tempo dela e usando uma linguagem adequada à idade, é um cuidado essencial. E sempre que houver dúvidas ou sinais de alerta, estou à disposição para orientar vocês.

A insolação acontece quando o corpo é exposto por tempo prolongado ao calor intenso, especialmente ao sol, e não consegu...
15/01/2026

A insolação acontece quando o corpo é exposto por tempo prolongado ao calor intenso, especialmente ao sol, e não consegue regular adequadamente a temperatura corporal. Nessa situação, a temperatura do corpo pode subir rapidamente, causando desidratação e sobrecarga em diversos órgãos. Crianças e bebês são mais vulneráveis, pois ainda não conseguem regular a temperatura corporal de forma eficiente.

Os sinais de insolação podem surgir de forma gradual ou repentina. Entre os principais sintomas estão pele muito quente, avermelhada ou seca, febre alta (geralmente acima de 39 °C), dor de cabeça, fraqueza, tontura, náuseas, vômitos, respiração acelerada, confusão mental, sonolência excessiva ou irritabilidade. Em casos mais graves, podem ocorrer convulsões e perda de consciência. Nos bebês, choro inconsolável, prostração e diminuição da resposta aos estímulos são sinais importantes de alerta.

Diante da suspeita de insolação, é fundamental agir rapidamente. A criança deve ser levada para um local fresco e arejado, longe do sol, com retirada do excesso de roupas. Se estiver consciente, pode-se oferecer água em pequenos goles. Compressas frias ou toalhas úmidas podem ajudar a reduzir a temperatura corporal, principalmente na cabeça, pescoço, axilas e virilhas. É importante evitar bebidas muito geladas ou açucaradas e procurar atendimento médico o quanto antes, especialmente se houver febre alta ou alteração do estado geral.

A prevenção é sempre o melhor caminho. Evitar exposição ao sol nos horários mais quentes do dia, oferecer líquidos com frequência, usar roupas leves e claras, garantir ambientes ventilados e nunca deixar crianças dentro de carros fechados são cuidados simples que fazem toda a diferença. No calor extremo, atenção redobrada é essencial para proteger a saúde infantil.

O verão já começou quebrando recordes. Com as temperaturas cada vez mais altas, é muito importante redobrar os cuidados ...
09/01/2026

O verão já começou quebrando recordes. Com as temperaturas cada vez mais altas, é muito importante redobrar os cuidados com as crianças, principalmente com os bebês e os pequenos. O calor extremo não é apenas desconfortável. Ele pode trazer riscos reais à saúde infantil se alguns cuidados simples não forem observados.

As crianças desidratam com mais facilidade do que os adultos, porque perdem líquido mais rápido e muitas vezes não conseguem expressar sede. Por isso, oferecer líquidos com frequência é essencial. Para os bebês, o leite materno continua sendo a principal fonte de hidratação e pode ser oferecido mais vezes. Já as crianças maiores devem ter água sempre disponível ao longo do dia, mesmo que não peçam.

Outro ponto importante é o ambiente. Sempre que possível, mantenha os pequenos em locais arejados, com boa circulação de ar, evitando exposição direta ao sol, especialmente nos horários mais quentes do dia. Passeios ao ar livre devem ser feitos no início da manhã ou no fim da tarde. Roupas leves, claras e confortáveis ajudam o corpo a regular melhor a temperatura.

A alimentação também merece atenção. Em dias muito quentes, refeições mais leves costumam ser melhor aceitas e ajudam a evitar mal-estar. Frutas, legumes e alimentos ricos em água são boas escolhas. E nunca deixe a criança em ambientes fechados e abafados, como dentro do carro, nem por poucos minutos.

Fique atento aos sinais de alerta, como sonolência excessiva, irritabilidade fora do padrão, diminuição do xixi, boca seca, febre sem causa aparente ou pele muito quente. Diante de qualquer um desses sinais, procure orientação médica.

O calor intenso exige atenção, mas com cuidados simples é possível atravessar esse período com mais segurança e conforto. Sempre que tiver dúvidas, estou por aqui para orientar vocês.

Quero compartilhar com vocês uma atualização muito importante sobre o calendário de vacinação infantil. A Sociedade Bras...
06/01/2026

Quero compartilhar com vocês uma atualização muito importante sobre o calendário de vacinação infantil. A Sociedade Brasileira de Pediatria revisou recentemente suas recomendações e trouxe uma novidade que representa um grande avanço na proteção dos nossos bebês: a inclusão da prevenção através da vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório, o VSR.

O VSR é um dos principais responsáveis por quadros de bronquiolite e infecções respiratórias graves em bebês, especialmente nos primeiros meses de vida. Muitas vezes começa como um resfriado comum, mas pode evoluir rapidamente e, em alguns casos, exigir internação. Quem acompanha pediatria de perto sabe o quanto esse vírus preocupa, principalmente em recém-nascidos e lactentes pequenos.

Com essa atualização do calendário, agora temos estratégias mais eficazes para proteger os bebês desde muito cedo. Uma delas é a vacinação da gestante, que permite a transferência de anticorpos da mãe para o bebê ainda durante a gestação, oferecendo proteção logo nos primeiros meses de vida. Outra possibilidade é o uso de um anticorpo específico para o bebê, indicado principalmente para situações de maior risco, ajudando a reduzir de forma significativa as formas graves da doença.

Essa atualização do calendário não significa apenas mais uma recomendação. Ela representa menos internações, menos sofrimento para as crianças e mais tranquilidade para os pais. Prevenir sempre será melhor do que tratar, principalmente quando falamos de doenças respiratórias em bebês pequenos.

Se você tem dúvidas sobre essa nova proteção contra o VSR, sobre indicação, momento ideal ou como isso se aplica à realidade do seu filho, converse comigo. Informação de qualidade e decisão bem orientada fazem toda a diferença no cuidado com quem mais importa.

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