07/02/2026
Fevereiro é o mês dedicado a dar visibilidade às doenças raras em todo o mundo. Um período de conscientização, mobilização e cuidado com milhões de pessoas que convivem diariamente com condições ainda pouco conhecidas e, muitas vezes, invisibilizadas.
A data surgiu em 2008, na Europa, por iniciativa da Eurordis (Organização Europeia de Doenças Raras), e se espalhou globalmente como um chamado à informação, ao diagnóstico precoce e ao acesso ao cuidado. No Brasil, esse movimento ganhou reconhecimento oficial com a Lei nº 14.593/2023, que instituiu o Dia Nacional das Doenças Raras, celebrado no último dia de fevereiro, além da Semana Nacional de Informação, Capacitação e Pesquisa sobre o tema.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma doença rara afeta até 65 pessoas a cada 100 mil indivíduos. Hoje, já são mais de 7 mil doenças raras identificadas, sendo cerca de 80% de origem genética. No Brasil, estima-se que 13 milhões de pessoas vivam com alguma dessas condições, em sua maioria, doenças crônicas, progressivas e que impactam não apenas o paciente, mas toda a família.
Falar sobre doenças raras é essencial para reduzir o tempo até o diagnóstico, ampliar o acesso a tratamentos, fortalecer a pesquisa, impulsionar políticas públicas e combater o estigma. Informação salva tempo. E, muitas vezes, salva vidas.
Ao longo deste mês, o Muitos Somos Raros reforça seu compromisso com a visibilidade, o acolhimento e a defesa de direitos. Porque doença rara não pode ser sinônimo de invisibilidade.