24/05/2026
⚠️Até onde estamos indo?
Vivemos uma era de culto ao corpo, da estética extrema, da pressão por performance, músculos, definição, números cada vez menores de gordura corporal… custe o que custar.
O fisiculturismo, que para muitos começou como esporte, disciplina e superação, vem, em alguns contextos, se aproximando perigosamente de um cenário onde saúde, limites biológicos e até a própria vida podem ficar em segundo plano.
O uso indiscriminado de hormônios, diuréticos, estimulantes e até insulina mostra até onde essa busca pode chegar. E, às vezes, o preço é irreversível.
A morte recente de Gabriel reacende uma discussão difícil, mas necessária: quando a busca pelo corpo ideal deixa de ser evolução e passa a ser um caminho sem volta beirando a autodestruição?
Não é sobre julgar escolhas individuais ou demonizar um esporte. É sobre questionar uma cultura que, muitas vezes, normaliza riscos graves, romantiza excessos e vende a ideia de que o corpo perfeito vale qualquer sacrifício.
Precisamos falar mais sobre saúde real. Sobre limites. Sobre saúde mental. Sobre pressão estética. Sobre o impacto das redes sociais. Sobre a diferença entre admiração por disciplina e glorificação do adoecimento.
E pra quem ainda não começou: "‘Vou fazer só um ciclo." Mas como voltar atrás quando você passa a gostar do resultado, da aprovação, ou da sensação de poder…não acha que o ‘só uma vez’ pode virar o novo normal?
E vale a pena? F**a a reflexão.
Porque NENHUM shape deveria custar mais uma vida.🙏
🩺 Fernanda Coutinho de Freitas
endocrinologista
CRM 126089-SP RQE 39557