Dr Giovanni Targa

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A dificuldade para engolir é um sintoma que precisa ser levado a sério, especialmente quando persiste ou piora de forma ...
03/06/2026

A dificuldade para engolir é um sintoma que precisa ser levado a sério, especialmente quando persiste ou piora de forma progressiva. No câncer de esôfago, a disfagia é a queixa mais frequente e costuma seguir um padrão reconhecível: começa com dificuldade para alimentos sólidos e, conforme o tumor avança e reduz o calibre do esôfago, pode evoluir para dificuldade com líquidos também.

Outros sinais que acompanham esse quadro incluem perda de peso sem causa aparente, regurgitação, dor ou desconforto ao engolir, sensação de alimento parado no peito e, em alguns casos, rouquidão persistente.

O problema é que esses sintomas tendem a aparecer quando a doença já tem algum grau de avanço local, porque o esôfago consegue compensar a redução do seu calibre por um tempo antes de sinalizar com clareza.

Esse é um dos motivos pelos quais o diagnóstico precoce nessa localização é difícil: a doença pode estar presente por meses sem que o paciente sinta algo que justifique buscar atendimento.

Por isso, qualquer alteração no padrão de deglutição que se mantém por mais de duas semanas, especialmente quando associada a perda de peso ou desconforto, merece investigação.

Em caso de sintomas persistentes, procure atendimento médico.

Duas pessoas com o mesmo tipo de câncer podem receber propostas cirúrgicas diferentes, e isso faz parte de uma medicina ...
29/05/2026

Duas pessoas com o mesmo tipo de câncer podem receber propostas cirúrgicas diferentes, e isso faz parte de uma medicina bem indicada. A definição da melhor cirurgia depende de vários fatores que precisam ser avaliados em conjunto: órgão acometido, estágio da doença, relação do tumor com estruturas vizinhas, possibilidade de retirada completa e condições clínicas do paciente.

Na oncologia, personalizar a conduta não é detalhe. É o que permite buscar o melhor resultado possível com segurança e coerência.

Por isso, comparar tratamentos apenas pelo nome da técnica ou pela experiência de outra pessoa costuma levar a conclusões apressadas.

Durante muito tempo, o câncer foi associado principalmente ao envelhecimento. Hoje, essa realidade mudou. Temos observad...
27/05/2026

Durante muito tempo, o câncer foi associado principalmente ao envelhecimento.

Hoje, essa realidade mudou. Temos observado um aumento importante no número de pacientes jovens com diagnóstico de câncer, especialmente em casos de intestino, estômago, pâncreas e outros tumores do aparelho digestivo. Isso exige mais atenção tanto dos pacientes quanto dos profissionais de saúde.

Parte dessa mudança está relacionada ao estilo de vida moderno: alimentação rica em ultraprocessados, sedentarismo, obesidade, alterações metabólicas, inflamação crônica, tabagismo e consumo excessivo de álcool.

Além disso, muitos sintomas iniciais acabam sendo ignorados justamente pela ideia de que “isso não acontece em pessoas jovens”, o que pode atrasar o diagnóstico e reduzir as chances de um tratamento mais simples e eficaz.

Sangramento intestinal, perda de peso sem explicação, dor abdominal persistente, alteração do hábito intestinal e cansaço excessivo merecem investigação.

Juventude não elimina risco. Na oncologia, o tempo continua sendo um dos fatores mais importantes, e o diagnóstico precoce pode mudar completamente o prognóstico e a qualidade de vida do paciente.

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Nos tumores do aparelho digestivo, o tempo interfere diretamente no caminho do tratamento. Isso não quer dizer que qualq...
22/05/2026

Nos tumores do aparelho digestivo, o tempo interfere diretamente no caminho do tratamento. Isso não quer dizer que qualquer sintoma representa um câncer, mas mostra por que sinais persistentes não devem ser deixados para depois.

Dificuldade para engolir, perda de peso sem explicação, dor abdominal contínua, pele amarelada, anemia e mudança importante no apetite merecem atenção quando se mantêm ou se associam entre si.

Quanto mais cedo uma alteração relevante é identificada, maiores são as chances de definir a extensão da doença com clareza e discutir as opções terapêuticas no momento adequado.

Em alguns casos, isso inclui cirurgia com intenção curativa. Em outros, muda a sequência do tratamento e melhora o planejamento.

Se o seu corpo vem mostrando sinais persistentes, procure atendimento.

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Cirurgia robótica não é sinônimo de indicação automática, nem representa uma solução única para todos os casos. Ela é um...
20/05/2026

Cirurgia robótica não é sinônimo de indicação automática, nem representa uma solução única para todos os casos. Ela é uma via cirúrgica que pode ser útil em situações bem selecionadas, dependendo do tipo de tumor, da anatomia do paciente, da região operada e do objetivo do tratamento.

Em alguns contextos, o método oferece vantagens técnicas ao cirurgião, como visão ampliada e movimentos mais precisos em áreas delicadas. Isso ajuda a entender por que a conversa sobre acesso cirúrgico precisa ser feita de forma individualizada.

A melhor escolha não nasce da tecnologia isolada, e sim da adequação daquela tecnologia ao caso clínico. Em oncologia, essa decisão precisa considerar segurança, possibilidade de ressecção adequada, recuperação esperada e estratégia gl

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Dor nas costas costuma ser associada a postura, esforço ou sobrecarga muscular. Na maioria das vezes, essa é mesmo a exp...
15/05/2026

Dor nas costas costuma ser associada a postura, esforço ou sobrecarga muscular. Na maioria das vezes, essa é mesmo a explicação. Mas quando ela aparece junto com perda de peso, pele ou olhos amarelados, urina escura, falta de apetite ou dor abdominal, a investigação precisa ir além do músculo e da coluna.

O pâncreas faz parte desse raciocínio porque algumas doenças nessa região podem se manifestar de forma pouco específica no começo. Esse é um dos motivos pelos quais tanta gente demora para buscar avaliação: os sinais parecem soltos, inespecíficos e fáceis de atribuir a causas comuns.

O ponto de atenção está na persistência e na associação entre sintomas. Não se trata de transformar qualquer dor lombar em suspeita grave, e sim de reconhecer quando o quadro deixa de ser simples.

Quando o corpo muda e essa mudança se mantém, o melhor passo é investigar.

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Quando o assunto é próstata, muita gente ainda espera o aparecimento de sintomas para procurar avaliação. Esse raciocíni...
13/05/2026

Quando o assunto é próstata, muita gente ainda espera o aparecimento de sintomas para procurar avaliação. Esse raciocínio costuma atrasar a conversa, porque o câncer de próstata em fase inicial geralmente não dá sinais claros.

Por isso, o rastreamento não começa com sintoma, começa com contexto. Idade, histórico familiar, ascendência africana e algumas mutações genéticas podem mudar o momento e a forma dessa investigação.

PSA e exame físico não funcionam como decisões isoladas; eles entram em uma análise individualizada, feita com base no perfil de risco e na expectativa de benefício para cada paciente.

Discutir rastreamento não significa sair fazendo exame sem critério. Significa entender quando faz sentido começar, quais exames podem ser úteis e como interpretar os resultados sem simplificar um tema que exige cuidado.

Se esse assunto ainda não entrou na sua rotina de saúde, agende uma avaliação.

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Muitas vezes, o câncer de estômago não começa com um sintoma alarmante — ele se apresenta de forma silenciosa, com sinai...
08/05/2026

Muitas vezes, o câncer de estômago não começa com um sintoma alarmante — ele se apresenta de forma silenciosa, com sinais que parecem comuns no dia a dia, como azia frequente, sensação de estômago cheio, náuseas persistentes ou perda de apetite. Por isso, muitos pacientes acabam adiando a investigação e tratando como algo simples, quando o ideal seria uma avaliação mais cuidadosa.

Além disso, perda de peso sem explicação, cansaço excessivo, dificuldade para se alimentar e alterações digestivas persistentes também merecem atenção. Ter histórico familiar, infecção por H. pylori, gastrite crônica, tabagismo e hábitos alimentares inadequados podem aumentar esse risco. O diagnóstico precoce faz toda a diferença e a endoscopia digestiva costuma ser uma das principais aliadas nessa identificação.

Na cirurgia oncológica, o tempo impacta diretamente nas possibilidades de tratamento e recuperação. Nem todo sintoma significa câncer, mas ignorar sinais persistentes nunca deve ser a melhor escolha. Investigar cedo é sempre mais seguro do que descobrir tarde.

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Perder peso sem justificativa, sentir desconforto abdominal que não melhora ou notar cansaço fora do habitual costuma se...
07/05/2026

Perder peso sem justificativa, sentir desconforto abdominal que não melhora ou notar cansaço fora do habitual costuma ser interpretado como algo passageiro. Em muitos casos, realmente é. Ainda assim, quando esses sinais persistem, o melhor caminho é investigar com critério.

No estômago, alguns problemas aparecem de forma discreta no início e podem se confundir com gastrite, má digestão ou intolerâncias. A diferença está no padrão: sintomas que se repetem, pioram ou se associam a anemia, falta de apetite e queda do estado geral merecem avaliação.

A endoscopia é um exame que ajuda a esclarecer a causa com mais precisão e, quando indicada, permite definir os próximos passos com segurança. A ideia não é gerar medo, e sim evitar atraso no diagnóstico quando o corpo está sinalizando que algo não vai bem.

Se esses sintomas fazem parte da sua rotina, agende uma consulta para investigar.

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A disfagia progressiva, aquela dificuldade para engolir que vai piorando com o tempo, é um sinal clínico que merece aten...
24/04/2026

A disfagia progressiva, aquela dificuldade para engolir que vai piorando com o tempo, é um sinal clínico que merece atenção e não deve ser tratada como algo banal. Esse sintoma pode estar relacionado a diferentes doenças, mas uma das possibilidades que sempre precisa ser considerada é o câncer de esôfago.

Como esse tipo de tumor costuma evoluir de forma silenciosa nas fases iniciais, muitos pacientes recebem o diagnóstico apenas quando a doença já está mais avançada, o que pode limitar as opções de tratamento disponíveis naquele momento.

Por isso, a investigação precoce faz diferença. Avaliar o quadro de forma adequada permite identificar a causa da disfagia, estadiar a doença com mais precisão e definir a estratégia terapêutica mais indicada para cada paciente.

Em alguns casos, isso inclui a possibilidade de tratamento cirúrgico com intenção curativa, além da associação com outras abordagens quando necessário. Diante de sintomas persistentes, a orientação é procurar avaliação especializada.

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