Dr Giovanni Targa

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A recuperação pós-operatória é uma das principais preocupações de quem vai passar por uma cirurgia oncológica, e as dife...
04/09/2026

A recuperação pós-operatória é uma das principais preocupações de quem vai passar por uma cirurgia oncológica, e as diferenças entre as técnicas convencional e robótica costumam gerar muitas dúvidas. Na cirurgia convencional, o corte é maior, o que geralmente resulta em mais dor no pós-operatório imediato e um tempo de internação mais prolongado. Já na cirurgia robótica, os pequenos cortes reduzem o trauma nos tecidos, o que costuma se traduzir em menos dor e menor necessidade de medicação analgésica nos primeiros dias após a operação.

Esse trauma tecidual reduzido também influencia diretamente o tempo de internação hospitalar. Muitos pacientes submetidos à cirurgia robótica recebem alta em menos dias comparado à cirurgia convencional, desde que a evolução clínica seja favorável e não existam complicações. A movimentação precoce, estimulada logo nas primeiras horas após a cirurgia, é facilitada justamente pela menor dor, o que ajuda a prevenir complicações como trombose e problemas respiratórios.

Outro aspecto relevante é o retorno às atividades cotidianas e ao trabalho, que tende a ocorrer de forma mais rápida após a cirurgia robótica, embora o tempo exato varie conforme o tipo de tumor, a extensão da cirurgia e as condições de saúde de cada pessoa. É importante reforçar que a recuperação não depende apenas da técnica cirúrgica, mas também dos cuidados no pós-operatório, da alimentação adequada e do acompanhamento médico contínuo nas semanas seguintes.

Cada paciente tem uma evolução única, e comparações genéricas não substituem uma avaliação individual sobre o que esperar da sua própria recuperação.

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O diagnóstico de câncer de próstata gera muitas dúvidas sobre qual é o tratamento mais adequado, e a resposta depende de...
02/09/2026

O diagnóstico de câncer de próstata gera muitas dúvidas sobre qual é o tratamento mais adequado, e a resposta depende de diversos fatores individuais. Nem todo caso precisa de cirurgia imediata, já que alguns tumores de baixo risco podem ser acompanhados de perto por um tempo, estratégia conhecida como vigilância ativa.

A decisão pela cirurgia costuma ser tomada quando o tumor apresenta características de maior agressividade ou está confinado à glândula, situação em que a remoção completa oferece boas chances de cura.

A avaliação leva em conta o exame de toque retal, os níveis do PSA no sangue, a biópsia e exames de imagem que ajudam a definir a extensão da doença. Com essas informações, o urologista e o cirurgião oncológico conseguem classificar o risco do tumor e discutir com o paciente qual caminho traz o melhor equilíbrio entre eficácia do tratamento e preservação da qualidade de vida. A idade do paciente e as condições clínicas gerais também entram nessa análise.

Quando a cirurgia é indicada, a prostatectomia radical pode ser realizada por via convencional, laparoscópica ou robótica, cada uma com suas particularidades técnicas. A escolha da abordagem considera o perfil do tumor, a experiência da equipe cirúrgica e as características do paciente.

Em todas as técnicas, o objetivo central é remover o tumor com margens livres, preservando ao máximo as estruturas responsáveis pela continência urinária e pela função sexual.

Se você recebeu um diagnóstico recente ou tem dúvidas sobre qual conduta seguir, agende uma avaliação antes de tomar qualquer decisão. Cada caso tem particularidades que merecem uma avaliação individualizada e cuidadosa.

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A cirurgia é o principal tratamento com potencial de cura no câncer de pâncreas, mas nem todos os pacientes recebem o di...
28/08/2026

A cirurgia é o principal tratamento com potencial de cura no câncer de pâncreas, mas nem todos os pacientes recebem o diagnóstico em condições de serem operados. A indicação depende da localização do tumor, da presença de doença em outros órgãos e de sua relação com vasos sanguíneos importantes. Em casos selecionados, pode ser indicada a duodenopancreatectomia, conhecida como cirurgia de Whipple.

Esse é um dos procedimentos mais complexos da cirurgia oncológica abdominal e pode envolver a remoção de parte do pâncreas, duodeno, vesícula biliar e outras estruturas, seguida da reconstrução do trânsito digestivo. Por isso, exige uma equipe experiente e estrutura hospitalar adequada. Dependendo do caso, a cirurgia pode ser realizada por via convencional, laparoscópica ou robótica.

Quando o tumor apresenta características que dificultam uma cirurgia imediata, o tratamento pode começar com quimioterapia e, em algumas situações, outras terapias, seguido de uma nova avaliação da possibilidade cirúrgica. A estratégia é definida individualmente por uma equipe multidisciplinar.

Se você ou um familiar recebeu o diagnóstico de câncer de pâncreas, uma avaliação com uma equipe especializada é fundamental para conhecer as possibilidades de tratamento e definir a estratégia mais adequada.

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A cirurgia laparoscópica já é uma técnica consolidada e trouxe grandes avanços em relação à cirurgia aberta. A cirurgia ...
26/08/2026

A cirurgia laparoscópica já é uma técnica consolidada e trouxe grandes avanços em relação à cirurgia aberta. A cirurgia robótica representa uma evolução dessa abordagem minimamente invasiva, mantendo os pequenos cortes, mas incorporando recursos que ampliam a capacidade técnica do cirurgião.

Na laparoscopia, são utilizados instrumentos longos e rígidos, com movimentos mais limitados. Já a cirurgia robótica oferece visão tridimensional de alta definição e instrumentos articulados, permitindo maior liberdade de movimentos e precisão, especialmente em procedimentos realizados em espaços profundos e estreitos.

Além disso, na cirurgia robótica, o cirurgião opera em um console que proporciona maior ergonomia e estabilidade durante procedimentos longos. A escolha entre as técnicas, porém, depende do tipo de tumor, da anatomia do paciente e da experiência da equipe.

Nenhuma técnica é a melhor para todos os casos. A decisão deve ser individualizada e discutida com a equipe responsável pelo tratamento. Se você tem dúvidas sobre qual abordagem é mais indicada para o seu diagnóstico, agende uma avaliação.

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O câncer de pâncreas é conhecido por ser um dos tumores de diagnóstico mais desafiador, justamente porque seus sintomas ...
21/08/2026

O câncer de pâncreas é conhecido por ser um dos tumores de diagnóstico mais desafiador, justamente porque seus sintomas iniciais costumam ser vagos ou até ausentes.

Cansaço, desconforto abdominal leve e mudanças discretas no apetite podem passar despercebidos por semanas ou meses. Quando sinais mais evidentes aparecem, como icterícia, urina escura, fezes claras ou dor persistente na região superior do abdômen, a doença muitas vezes já está em estágio mais avançado.

O pâncreas está localizado profundamente no abdômen, atrás do estômago, o que dificulta tanto a percepção de sintomas quanto a identificação de alterações em exames físicos de rotina. Por isso, exames de imagem como tomografia computadorizada, ressonância magnética e ultrassonografia endoscópica são fundamentais para investigar suspeitas.

Marcadores tumorais no sangue também auxiliam na avaliação, embora não substituam os exames de imagem na confirmação diagnóstica.

Alguns grupos apresentam risco aumentado para essa doença, como pessoas com histórico familiar de câncer de pâncreas, diabetes de início recente sem causa aparente em adultos e pancreatite crônica. Identificar esses fatores de risco e manter acompanhamento médico regular pode antecipar o diagnóstico em situações de maior vulnerabilidade.

Quando a doença é identificada em fase inicial, a cirurgia se torna uma opção viável e com melhores resultados a longo prazo.

Se você notou mudanças persistentes na digestão, perda de peso não intencional ou alteração na cor da pele e dos olhos, procure avaliação médica sem demora. Quanto antes a investigação começa, maiores são as possibilidades de tratamento eficaz.

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A cirurgia robótica tem ganhado espaço na oncologia por oferecer uma combinação de precisão técnica e menor trauma cirúr...
21/08/2026

A cirurgia robótica tem ganhado espaço na oncologia por oferecer uma combinação de precisão técnica e menor trauma cirúrgico. Diferente do que muitos imaginam, o robô não opera sozinho, ele é um instrumento controlado integralmente pelo cirurgião, que enxerga a área operada em três dimensões e com grande ampliação de imagem. Essa visão detalhada permite identificar estruturas delicadas, como vasos sanguíneos e nervos, com mais clareza do que em técnicas convencionais.

Os braços robóticos reproduzem os movimentos das mãos do cirurgião com maior amplitude e estabilidade, eliminando tremores naturais e permitindo giros que a mão humana não conseguiria realizar sozinha. Isso é especialmente útil em cirurgias que exigem dissecção fina em espaços reduzidos, como as realizadas na pelve ou próximas a órgãos vizinhos. Como resultado, é possível preservar estruturas importantes com mais segurança durante a remoção do tumor.

Outro benefício relevante está no pós-operatório. As incisões utilizadas na cirurgia robótica são pequenas, o que geralmente reduz a dor após a operação, o tempo de internação e o risco de complicações relacionadas à cicatrização. Pacientes costumam retomar atividades cotidianas em menos tempo comparado à cirurgia convencional, embora o tempo exato de recuperação sempre dependa do tipo de tumor, da extensão da cirurgia e das condições clínicas de cada pessoa.

Apesar das vantagens, a indicação da técnica robótica depende de uma avaliação individual, considerando o tipo de câncer, o estágio da doença e o perfil do paciente.

Se você quer entender se essa abordagem é indicada para o seu caso, marque uma consulta para uma avaliação detalhada.

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O refluxo gastroesofágico é uma queixa extremamente comum e, na maioria das vezes, não representa risco grave à saúde. P...
14/08/2026

O refluxo gastroesofágico é uma queixa extremamente comum e, na maioria das vezes, não representa risco grave à saúde. Porém, quando ocorre de forma frequente e por longos períodos sem tratamento adequado, pode causar alterações na mucosa do esôfago conhecidas como esôfago de Barrett. Essa condição é considerada um fator de risco para o desenvolvimento do câncer de esôfago, principalmente do tipo adenocarcinoma.

O mecanismo por trás disso envolve a exposição repetida do tecido esofágico ao ácido do estômago, o que gera inflamação crônica e, com o tempo, pode levar a mudanças celulares. Nem todo paciente com refluxo desenvolve essas alterações, mas quem tem sintomas há muitos anos, principalmente sem acompanhamento médico, deveria realizar exames de rastreamento periódicos. A endoscopia digestiva alta é o exame indicado para identificar sinais precoces dessa transformação.

Além do refluxo prolongado, outros fatores aumentam o risco, como tabagismo, consumo frequente de bebida alcoólica e obesidade. Pessoas que reúnem mais de um desses fatores de risco junto com refluxo crônico merecem atenção redobrada. O acompanhamento regular permite identificar alterações antes que evoluam para um quadro mais grave, quando o tratamento cirúrgico ainda é mais simples e efetivo.

Se você convive com refluxo há anos e nunca fez uma investigação completa, esse é um bom momento para procurar orientação especializada. Entre em contato para agendar uma avaliação e entender qual acompanhamento é indicado para o seu caso.

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Muitas pessoas associam a perda de peso a dieta, estresse ou rotina corrida, e nem sempre param para investigar quando o...
12/08/2026

Muitas pessoas associam a perda de peso a dieta, estresse ou rotina corrida, e nem sempre param para investigar quando o emagrecimento acontece sem esforço. Esse sinal, quando vem acompanhado de saciedade precoce, desconforto após as refeições ou falta de apetite persistente, merece atenção médica.

O câncer de estômago costuma evoluir de forma silenciosa nos estágios iniciais, e por isso os sintomas só chamam atenção quando a doença já está mais avançada.

O estômago é um órgão que tolera bem pequenas alterações no funcionamento, e o corpo compensa por um tempo antes de dar sinais mais evidentes. Isso explica por que sintomas como leve azia, desconforto pós-alimentar ou sensação de estômago cheio depois de comer pouco costumam ser ignorados. Quando esses sinais se tornam frequentes, especialmente em pessoas acima de 40 anos ou com histórico familiar da doença, a investigação por endoscopia digestiva alta é o caminho indicado.

A endoscopia permite visualizar diretamente a mucosa do estômago e coletar biópsias quando há qualquer área suspeita. Esse exame é simples, rápido e continua sendo a ferramenta mais confiável para detectar lesões em fase inicial, momento em que o tratamento cirúrgico tem maior chance de cura. Procurar avaliação médica diante de sintomas digestivos que persistem por mais de duas ou três semanas é uma atitude que pode mudar o rumo do diagnóstico.

Se você ou alguém próximo tem sentido esses sinais com frequência, não deixe para depois. Marque uma consulta e converse abertamente sobre seus sintomas. O diagnóstico precoce é o fator que mais influencia o sucesso do tratamento oncológico do estômago.

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Receber um diagnóstico de câncer e ouvir que a cirurgia é necessária é um momento de muita informação em pouco tempo. Ne...
06/08/2026

Receber um diagnóstico de câncer e ouvir que a cirurgia é necessária é um momento de muita informação em pouco tempo. Nesse contexto, buscar uma segunda opinião não é desconfiança — é parte do processo de tomar uma decisão bem embasada.

A segunda opinião cirúrgica existe justamente para isso: confirmar se a indicação está correta, entender se há mais de uma abordagem possível para o mesmo caso, e saber o que cada opção oferece em termos de resultado e recuperação.

Na oncologia, isso é especialmente relevante porque a primeira cirurgia é, na maioria das vezes, a cirurgia com maior potencial de cura. Uma decisão mal tomada no início pode limitar as opções que vêm depois.

O bom cirurgião não se sente ameaçado por uma segunda opinião. Pelo contrário — ela fortalece a confiança do paciente e garante que o caminho escolhido é realmente o mais adequado para aquele caso específico.

Se você recebeu indicação cirúrgica e tem dúvidas, agende uma avaliação.

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A esofagectomia - remoção do esôfago - é uma das cirurgias mais exigentes da oncologia. O esôfago percorre o pescoço, o ...
31/07/2026

A esofagectomia - remoção do esôfago - é uma das cirurgias mais exigentes da oncologia. O esôfago percorre o pescoço, o tórax e o abdômen, o que torna o acesso cirúrgico naturalmente complexo.

Durante décadas, esse acesso dependia de grandes incisões no tórax e no abdômen. Com o desenvolvimento das técnicas minimamente invasivas - laparoscópica, toracoscópica e, mais recentemente, robótica - o cirurgião passou a operar por incisões menores, com câmera e instrumentos de alta resolução, sem perder a capacidade de remover o tumor com a extensão necessária.

Os benefícios documentados incluem menor sangramento, recuperação respiratória mais rápida e menor tempo de internação em casos adequados. O pulmão, que precisa ser parcialmente mobilizado durante a cirurgia, responde melhor às abordagens menos invasivas.

A técnica, porém, exige treinamento específico e estrutura hospitalar compatível. Nem todo centro realiza esofagectomia minimamente invasiva com o mesmo nível de resultado.

Se você tem diagnóstico de câncer de esôfago e a cirurgia está sendo discutida como parte do seu tratamento, agende uma consulta para falar sobre a abordagem mais indicada no seu caso.

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