11/05/2026
Após um AVC , é comum que o paciente apresente dificuldades para engolir, condição conhecida como disfagia. Estudos indicam que entre 37% e 78% dos pacientes pós-AVC apresentam disfagia , sendo uma das complicações mais frequentes nesse grupo (Flowers et al., 2013).
Já em casos de internação prolongada , especialmente quando há necessidade de intubação orotraqueal (IOT) , também há risco de alterações da deglutição, principalmente no período pós-extubação. A literatura aponta prevalência de disfagia pós-extubação variando de 3% a 62% , dependendo do perfil clínico dos pacientes (Skoretz et al., 2010).
Em ambos os cenários, a disfagia vai além de um desconforto e pode trazer riscos importantes, como desnutrição, desidratação e complicações respiratórias , quando não especificados e acompanhados especificamente.
A atuação do fonoaudiólogo é fundamental nesse processo, realizar a avaliação da deglutição, orientando familiares e equipe de saúde e contribuindo para uma recuperação mais segura.
Fique atento aos sinais que fazem diferença:
✔ Tosse ou engasgo ao se alimentar
✔ Dificuldade para engolir líquidos ou sólidos
✔ Sensação de alimento parado na garganta
Se houver suspeita, a orientação profissional é necessária.
Cuidar da deglutição também é cuidar da vida.