Priscila de Julio Psicoterapia e Neurociência Cognitivo

Priscila de Julio Psicoterapia e Neurociência Cognitivo International Society of Therapy

Não é cientificamente comprovado que uma pessoa muito "braba" terá descendentes com essa característica de forma determi...
16/12/2025

Não é cientificamente comprovado que uma pessoa muito "braba" terá descendentes com essa característica de forma determinística ou garantida, mas sim que existe uma predisposição genética que interage fortemente com o ambiente.

Aqui estão os pontos principais baseados na neurociência e na genética comportamental:

1. Interação Genética e Ambiental (Natureza vs. Criação)
Herdabilidade de Traços: A pesquisa em genética comportamental estabeleceu que todas as características psicológicas, incluindo a personalidade, a inteligência e o temperamento, são influenciadas em algum nível pelos genes (a chamada "lei da genética"). Isso se aplica a traços de personalidade como a impulsividade ou a tendência ao neuroticismo (que está relacionado à ansiedade e à expressão de raiva).

Ação Conjunta de Vários Genes: Não existe um "gene da raiva" único. A maioria das características psicológicas complexas é influenciada pelo funcionamento conjunto de milhares de genes (teoria poligenética), sendo que o efeito de cada gene individual tende a ser muito pequeno.

A Expressão Gênica e o Ambiente: A genética não define o comportamento de forma rígida; ela estabelece uma predisposição ou vulnerabilidade. Os genes se expressam em certos ambientes. Por exemplo, estudos com o gene MAOA (que atua na degradação de neurotransmissores) indicaram que um genótipo específico (MAOA-L) está mais associado a comportamentos agressivos em adultos jovens apenas quando houve exposição a adversidades ambientais, como maus-tratos na infância. A vulnerabilidade genética pode depender de fatores ambientais.

2. A Influência do Comportamento Herdado (Não-Genético)
Aprendizagem Social e Modelagem: Os filhos não herdam apenas os genes dos pais, mas também os comportamentos por meio da observação e da convivência. O ambiente familiar e o estilo parental (como o autoritário, permissivo, negligente ou autoritativo) são cruciais.

Uma criança que convive com pais muito "brabos" ou agressivos pode aprender a manifestar a raiva dessa forma, por meio da modelagem ou imitação, sendo esse um fator comportamental herdado, e não estritamente genético.

Memória Primitiva e Instinto: Há também a discussão sobre uma "memória genética ancestral" ou "memória primitiva" que pode influenciar instintos e tendências de comportamento. No entanto, o consenso científico geralmente se concentra na interação complexa entre a herdabilidade genética e as influências ambientais e sociais.

3. A Conclusão da Neurociência sobre Personalidade e Raiva
A personalidade não é herdada de forma que torna pais e filhos muito mais semelhantes do que estranhos. Embora haja um componente genético que influencia o temperamento (disposições comportamentais inatas, como a sensibilidade emocional), a manifestação final de um traço de personalidade complexo como a "braveza" ou a agressividade é um resultado da interação entre a predisposição genética e a influência ambiental e social (experiências de vida, estilo de criação, interações sociais, etc.).

Ou seja, ter um parente "bravo" pode significar uma maior probabilidade de herdar variantes genéticas que predispõem a certas dimensões do temperamento (como um maior neuroticismo), mas o desenvolvimento desse traço em agressividade ou raiva descontrolada depende de como o indivíduo interage com seu ambiente.

O que você acha que mais influencia nas nossas características psicológicas: os genes ou o ambiente? No vídeo de hoje, falaremos sobre algumas das principais...

Quebrando o Ciclo da Ansiedade: evite estes 3 hábitos que podem intensificar os sintomas:📱 Uso excessivo de tecnologia —...
31/07/2025

Quebrando o Ciclo da Ansiedade: evite estes 3 hábitos que podem intensificar os sintomas:

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E se você sente que precisa de apoio nesse processo, não precisa caminhar sozinha.
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31/07/2025

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30/07/2025

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Fortalecer a autoestima é um dos passos mais bonitos na jornada terapêutica.Com apoio profissional, vamos aos poucos com...
27/07/2025

Fortalecer a autoestima é um dos passos mais bonitos na jornada terapêutica.
Com apoio profissional, vamos aos poucos compreendendo as raízes das emoções, desfazendo padrões que limitam e cultivando uma voz interna mais gentil e encorajadora.
Cada sessão é um avanço rumo ao autoconhecimento, à aceitação e a relações mais saudáveis com o mundo — e com você mesmo. 💛

Se sentir que é o momento de cuidar de si com mais profundidade, estou por aqui.
Atendo online, com escuta sensível e acolhimento. Vamos conversar?

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Se você convive com a ansiedade, saiba: você não está sozinha — e está no lugar certo.Aqui, há espaço para acolhimento, ...
26/07/2025

Se você convive com a ansiedade, saiba: você não está sozinha — e está no lugar certo.
Aqui, há espaço para acolhimento, estratégias e escuta sensível para ajudá-la a encontrar equilíbrio emocional.
Cada respiração é uma chance de recomeçar. Sua força existe, mesmo nos dias difíceis. E pedir ajuda é um gesto de coragem, não de fraqueza. 💛

A ansiedade não define quem você é — sua história vai muito além disso.
Se quiser apoio nesse processo, atendo online, com cuidado e empatia. Vamos trilhar esse caminho juntas?

❤️

Se você convive com a ansiedade, saiba: você não está sozinha — e está no lugar certo.Aqui, há espaço para acolhimento, ...
26/07/2025

Se você convive com a ansiedade, saiba: você não está sozinha — e está no lugar certo.
Aqui, há espaço para acolhimento, estratégias e escuta sensível para ajudá-la a encontrar equilíbrio emocional.
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Em um mundo que insiste em perfeição, escolher a autenticidade é um gesto de coragem.A verdadeira transformação começa q...
25/07/2025

Em um mundo que insiste em perfeição, escolher a autenticidade é um gesto de coragem.
A verdadeira transformação começa quando acolhemos quem somos — com falhas, aprendizados e beleza real.
Cada passo, mesmo imperfeito, faz parte de uma jornada única.
Ser gentil consigo mesmo abre espaço para uma vida mais leve, verdadeira e cheia de sentido.

Se você sente que é hora de olhar com mais carinho para sua história, a terapia pode ser um caminho.
Atendo online, com escuta sensível e acolhimento. Vamos conversar?

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Curso Online – Introdução à Aromaterapia 🌿Descubra o poder dos óleos essenciais e transforme sua rotina com bem-estar na...
17/07/2025

Curso Online – Introdução à Aromaterapia 🌿

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Agende sua sessão! (41) 9 8470-2094
13/07/2025

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Uma vez escrevi um poema que começava assim: "Sou rio, não meço palavras."Na verdade, não era bem um poema — era mais um...
02/06/2025

Uma vez escrevi um poema que começava assim: "Sou rio, não meço palavras."
Na verdade, não era bem um poema — era mais uma confissão. Um sussurro firme, vindo de um lugar onde as palavras não são escolhidas para agradar, mas para libertar. Porque há momentos na vida em que calar dói mais do que dizer. E, como dizia Jung, “aquilo que negamos em nós, nos submete”.

Há quem diga: fale mais leve. Como se o mundo fosse um cristal à beira da rachadura, e a dor — essa velha companheira da alma — um incômodo passageiro que não merece ser nomeado. Mas quem carrega mares dentro de si, sabe: há dores antigas que não querem silêncio. Querem transbordo.

No inconsciente, aquele vasto território que Jung mapeou como quem procura os contornos da alma, tudo o que é reprimido retorna. E não retorna manso. Retorna como sombra — essa parte de nós que não mostramos, mas que insiste em se fazer vista nos momentos em que tentamos parecer leves demais, bons demais, aceitáveis demais.

A voz do poema não aceita mais caber em moldes pequenos. “Já tentei caber em moldes pequenos, calar o que arde, conter os venenos”, diz ela — como quem já vestiu a roupa alheia para caber no mundo, e viu que, ao fazer isso, apagava a própria luz. Rubem Alves dizia que “ostra feliz não faz pérola”. A dor, a intensidade, o transbordamento — tudo isso, se acolhido com amor, vira beleza. Vira arte.

Mas o problema é que muitos têm medo do profundo. “Já fui chamada de intensa demais”, confessa o eu-poético. E quem nunca foi? Vivemos numa cultura que valoriza a performance, não a profundidade. Que prefere o raso polido à autenticidade crua. E é por isso que os rios são tão mal compreendidos — porque não pedem licença para seguir. Apenas seguem. Fieis ao seu traço.

Na psicologia junguiana, tornar-se inteiro exige coragem para encarar a própria sombra. Para não se reduzir. Para dar nome às coisas que o mundo sente, mas não ousa dizer. E é isso que a voz do poema faz: transforma fala em ponte — não em prisão. Abre caminhos para que outros também possam se reconhecer na correnteza.

Porque ser rio é isso: mover, tocar margens, desatar pedras, carregar histórias. Ser rio é não pedir desculpas por existir em fluxo. É não se disfarçar para caber. É seguir — mesmo quando ninguém entende, mesmo quando os outros preferem poças calmas às águas que dançam com a profundidade.

Rubem Alves escreveria assim, talvez entre um chá e um devaneio: “A alma precisa de espaço para cantar. E quem canta com a alma incomoda quem vive apenas com a razão.”

Então, se alguém um dia lhe disser que você é demais — demais intenso, demais sensível, demais verdadeiro — sorria. E diga, com mansidão: sou rio, não meço palavras. E siga. Porque o mundo precisa de gente que transborda.

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Sou rio: uma reflexão sobre inteireza, sombra e coragem de ser

Texto e Imagem: Priscila de Julio

01/06/2025

Há uma dor silenciosa que ronda os lares: a de ferirmos justamente aqueles que mais amamos.

É comum — e profundamente humano — que, ao final de um dia exaustivo, seja em meio ao caos do trânsito, às pressões do trabalho ou às frustrações acumuladas, despejemos esse peso nos ombros de quem está ao nosso lado. Aqueles que nos conhecem por inteiro, que compartilham conosco o pão, o silêncio e o cansaço. Não o fazemos por maldade — o fazemos por descuido, por cansaço, por inconsciente desamparo. Mas, ainda assim, ferimos.

Para a psicanálise junguiana, isso não é apenas um erro comportamental. É o sintoma de algo mais profundo: a manifestação da Sombra.

Jung chamava de Sombra o lado escuro da psique — não no sentido de maligno, mas daquilo que está oculto, reprimido, não-integrado. Tudo aquilo que não aceitamos em nós mesmos, que consideramos indigno, frágil, vergonhoso ou assustador — e que, por isso, empurramos para o porão da alma. Mas a Sombra não desaparece. Ela espera, silenciosa. E nos momentos em que nos sentimos seguros — especialmente entre os nossos — ela se solta. É por isso que muitas vezes, ao nos depararmos com nossas explosões e palavras duras dentro de casa, dizemos: “Eu nem sei por que falei aquilo. Não era o que eu queria.”

Não era mesmo. Era a Sombra falando por nós.

E o que fazer com isso?

O primeiro passo é olhar com honestidade. Admitir que dentro de nós convivem o amor e o medo, a ternura e a raiva, a paciência e o veneno. Somos seres inteiros, não metades idealizadas. Jung dizia que “não se ilumina imaginando figuras de luz, mas tornando consciente a escuridão.” Integrar a Sombra é esse trabalho: acolher aquilo que somos, sem moralismos nem autocompaixão excessiva — mas com coragem.

O segundo passo é aprender a fazer diferente. Respirar antes de reagir. Reconhecer os gatilhos. Pedir perdão com humildade. Criar pequenas rotinas de cuidado, de escuta, de gentileza. Não porque somos perfeitos — mas porque escolhemos amar com consciência.

Amar não é nunca errar. É perceber quando erramos e nos tornar responsáveis pelo que causamos. É saber voltar, olhar nos olhos e dizer: “Eu fui injusto. Mas quero reparar.”

Aqueles que vivem conosco são os espelhos mais fiéis da alma. Não porque denunciam apenas o que há de bonito — mas porque refletem também o que ainda precisa ser curado. E isso, ao invés de ser motivo de culpa, pode ser uma oportunidade rara de crescimento.

No fim das contas, como diria Rubem Alves, o amor é um exercício lento e artesanal. Feito de palavras, de silêncios, de reaprendizados. E sobretudo, de encontros sinceros entre aquilo que somos e aquilo que desejamos ser.

Quando o Veneno Escapa em Casa: Uma Reflexão Junguiana sobre as Sombras do Amor por Priscila de Julio

Endereço

Curitiba, PR
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