Alexandre Casco Pietsch

Alexandre Casco Pietsch Minha missão é ajudar o idoso e seus familiares a conquistarem mais qualidade de vida.
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28/08/2026

Tentar provar que a acusação é injusta pode aumentar ainda mais a angústia.

Na demência, a pessoa pode perder a memória de onde colocou um objeto, mas permanecer com a sensação de que alguma coisa importante desapareceu. E o cérebro tenta encontrar uma explicação para aquilo.

Por isso, muitas vezes, é justamente quem está mais próximo — e quem mais cuida — que acaba sendo acusado.

Em vez de entrar em confronto:
“Eu nunca faria isso com você!”

experimente acolher primeiro:
“Que aflição, mãe. Vem, vamos procurar juntas.”

Você não precisa concordar com a acusação.

Precisa ajudar aquela pessoa a sair do estado de medo e insegurança em que ela se encontra.

E uma coisa importante para quem cuida: ficar magoado não significa que você está cuidando mal. Algumas palavras realmente machucam, mesmo quando sabemos que são consequência da doença.

💬 Na sua casa, qual foi o objeto mais improvável que já “sumiu” e depois apareceu em um lugar inesperado?

Dr. Alexandre Casco Pietsch
Médico Geriatra
CRM-PR 32124 RQE 25768

23/08/2026

Paciência que, muitas vezes, parece não ter fim.
Mas a sua energia tem.

Quando o cuidador perde a paciência, grita ou responde de forma mais dura, isso não significa necessariamente falta de amor. Muitas vezes, significa exaustão.

Sono ruim. Sobrecarga. Repetição constante. Responsabilidade o dia inteiro. Pouco descanso. Quase nenhuma ajuda.

A culpa costuma aparecer depois — e pode durar muito mais do que o próprio episódio.

Por isso, em vez de perguntar apenas:

“Por que eu não consegui ter mais paciência?”

Talvez exista uma pergunta mais útil:

“O que esgotou a minha bateria hoje?”

Porque, quando identificamos o que está levando o cuidador ao limite, podemos começar a buscar soluções: descanso, divisão de tarefas, apoio familiar, acompanhamento profissional, grupos de suporte ou simplesmente algumas horas em que outra pessoa assuma o cuidado.

Quem cuida também precisa ser cuidado.

E pedir ajuda não significa amar menos.

Às vezes, significa justamente criar condições para continuar cuidando melhor.

Compartilhe este vídeo com alguém que cuida de uma pessoa com demência e ainda carrega culpa por um dia em que chegou ao próprio limite. ❤️

Dr. Alexandre Casco Pietsch
Médico Geriatra
CRM-PR 32124 RQE 25768

18/08/2026

Quem cuida de alguém com Alzheimer provavelmente já viveu uma cena assim.

Ele perde os óculos, a carteira, o controle remoto… e acusa justamente quem está ao lado: “Foi você que pegou.” E você sabe que não foi. A vontade natural é explicar, provar, corrigir. Afinal, você está dizendo a verdade.

Mas existe uma pergunta que pode mudar completamente essa conversa: **o que eu ganho se eu vencer essa discussão?**

Em muitas fases da doença, a pessoa já não consegue revisar aquela conclusão com a mesma flexibilidade de antes. Você pode apresentar argumentos perfeitos e, poucos minutos depois, ela talvez nem se lembre do motivo da discussão. A tensão emocional, porém, pode permanecer. Por isso, muitas vezes é mais útil acolher a preocupação e tentar resolver o problema: “Os óculos sumiram? Vamos procurar juntos.”

E existe outra parte importante: fazer isso todos os dias é cansativo. Se em algum momento você não conseguir responder com toda a calma que gostaria, talvez não esteja faltando amor ou paciência. Talvez esteja faltando descanso e apoio.

Compartilhe este vídeo com alguém da família que cuida de uma pessoa com Alzheimer. Às vezes, preservar a relação vale muito mais do que provar quem estava certo.

Dr. Alexandre Casco Pietsch – Médico Geriatra
CRM-PR 32124 | RQE 25768

14/08/2026

Parar de treinar memória não significa parar de estimular.

São coisas diferentes, e confundir as duas leva ao outro extremo — deixar a pessoa sem nada para fazer, o que também piora tudo.

O que não funciona e desgasta:

❌ Exigir que ele lembre nomes, datas ou fatos recentes.
❌ Perguntas de teste: “quem sou eu?”, “que dia é hoje?”, “lembra de ontem?”
❌ Livros de exercício cobrados como dever de casa.
❌ Ensinar coisas novas e complexas — um celular novo, um controle novo, uma máquina nova.
❌ Corrigir cada erro.

O que continua fazendo diferença:

✅ Atividade com propósito. Dobrar roupa, descascar batata, regar planta, separar meias. Ocupação vale mais que exercício cognitivo formal.
✅ Repetição afetuosa da informação, sem cobrança de retorno. Dizer onde ele está, quem chegou, o que vai acontecer — repetidamente, com calma. Isso ajuda mesmo que ele não memorize.
✅ Rotina fixa. O hábito antigo faz o trabalho que a memória não faz mais.
✅ Corpo em movimento. Caminhada, dança, alongamento — dentro do que ele consegue.
✅ Convívio. Manter-se ativo e envolvido ajuda a pessoa a sentir que pertence à família e que a vida dela tem sentido.
✅ Tarefas simples repetidas muitas vezes podem, sim, ser incorporadas por algumas pessoas. Aprender coisas novas e complexas, não.

A regra que organiza tudo: mantenha ativo e envolvido, mas evite atividades que ele já não consegue fazer.

E a frase mais difícil de aceitar: as capacidades perdidas se foram para sempre. Aceitar isso não é pessimismo. É o que libera a família para investir onde ainda há retorno — no vínculo, no conforto e no que ele ainda consegue.

Dr. Alexandre Casco Pietsch
Médico Geriatra
CRM-PR 32124 RQE 25768

12/08/2026

Quem cuida de alguém com Alzheimer provavelmente já viveu uma cena assim.

Ele perde os óculos, a carteira, o controle remoto… e acusa justamente quem está ao lado: “Foi você que pegou.” E você sabe que não foi. A vontade natural é explicar, provar, corrigir. Afinal, você está dizendo a verdade.

Mas existe uma pergunta que pode mudar completamente essa conversa: **o que eu ganho se eu vencer essa discussão?**

Em muitas fases da doença, a pessoa já não consegue revisar aquela conclusão com a mesma flexibilidade de antes. Você pode apresentar argumentos perfeitos e, poucos minutos depois, ela talvez nem se lembre do motivo da discussão. A tensão emocional, porém, pode permanecer. Por isso, muitas vezes é mais útil acolher a preocupação e tentar resolver o problema: “Os óculos sumiram? Vamos procurar juntos.”

E existe outra parte importante: fazer isso todos os dias é cansativo. Se em algum momento você não conseguir responder com toda a calma que gostaria, talvez não esteja faltando amor ou paciência. Talvez esteja faltando descanso e apoio.

Compartilhe este vídeo com alguém da família que cuida de uma pessoa com Alzheimer. Às vezes, preservar a relação vale muito mais do que provar quem estava certo.

Dr. Alexandre Casco Pietsch – Médico Geriatra
CRM-PR 32124 | RQE 25768

09/08/2026

A infantilização mora também em lugares que ninguém percebe.

Nos objetos:

❌ Babador → ✅ guardanapo grande, ou toalha de mão
❌ Copo com bico de criança → ✅ copo com duas alças, ou canudo
❌ Prato de desenho infantil → ✅ prato liso de cor contrastante, que é melhor até tecnicamente
❌ Desenho animado na TV → ✅ filme antigo, música da juventude dele
❌ Brinquedo infantil → ✅ objetos do ofício dele, cartas, ferramentas seguras, tecido para dobrar

No tratamento:

❌ “Que lindo, comeu tudinho!” → ✅ “Obrigada por comer comigo hoje.”
❌ Responder por ele quando alguém pergunta algo a ele
❌ Rir de algo que ele fez, na frente dele
❌ Contar os episódios difíceis dele como anedota de almoço
❌ Trocar a roupa dele sem avisar o que vai fazer

Esse último ponto merece destaque: narre antes de agir. “Vou levantar seu braço agora.” “Vou lavar suas costas.” Isso transforma um procedimento em uma interação entre dois adultos — e reduz muito a resistência, porque ele deixa de ser surpreendido pelo toque.

A diferença entre simplificar e infantilizar, resumida:

✅ Simplificar é reduzir a complexidade da tarefa: frase curta, uma instrução por vez, tom grave e calmo.

❌ Infantilizar é reduzir o status da pessoa: voz aguda, diminutivo, “nosso” no lugar de “seu”, elogio de criança.

E um detalhe técnico que resolve os dois problemas de uma vez: abaixe o tom, não o volume. Voz aguda é sinal universal de alarme e é mais difícil de ouvir para quem tem perda auditiva. Voz grave transmite calma e é mais audível.

Como orientar visitas e profissionais, que é onde isso mais escapa: um recado curto resolve.

“Ele entende mais do que parece. Falem com ele direto, pelo nome, e evitem diminutivo.”
A memória é a última coisa que a gente controla. A dignidade não. Essa continua sendo escolha nossa até o fim.

💙 Manda pra quem convive com ele.

Dr Alexandre Casco Pietsch
Médico Geriatra
CRM-PR 32124 RQE 25768

07/08/2026

“Deixa ele tentar” pode ser o conselho errado no Alzheimer.
Assista o vídeo e entenda.

Dr. Alexandre Casco Pietsch
Médico Geriatra
CRM-PR 32124 RQE 25768

06/08/2026

A doença apaga o que aconteceu. Mas guarda o que ele sentiu

Essa é uma das descobertas mais bonitas — e mais úteis — sobre o cérebro no Alzheimer, e eu queria que toda família conhecesse.

A memória dos fatos e a memória das emoções moram em lugares diferentes do cérebro. O Alzheimer ataca primeiro a região que registra os acontecimentos: o que foi dito, quem visitou, o que houve de manhã. Mas a região que registra o sentimento daquele momento resiste por muito mais tempo.

Na prática, isso significa uma coisa que muda o jeito de cuidar: seu pai pode esquecer completamente a manhã corrida de hoje — mas o corpo dele vai guardar, pelo resto do dia, a sensação que aquela manhã deixou. Se foi tensão, ele carrega uma inquietação que nem ele sabe explicar. Se foi calma, ele carrega calma.

É por isso que a agitação da tarde muitas vezes nasce de manhã. E é por isso que o clima que você cria vale mais do que qualquer coisa que você diga.

Ele vai esquecer quase tudo desta fase. Menos uma coisa: como se sentia perto de você. E essa memória, a doença demora muito a alcançar.

Dr. Alexandre Casco Pietsch
Médico Geriatra
CRM-PR 32124 RQE 25768

04/08/2026

A gente erra com amor.

“Mãe, lembra do nosso aniversário?” “Pai, lembra do meu casamento?” “Lembra dessa foto?”

Cada vez que a gente faz essa pergunta, o cérebro dela tenta. Tenta de verdade. E quando não acha, o que sobra não é memória. É vergonha. É confusão. É a sensação de estar falhando.

A gente não está ajudando ele a lembrar. A gente está pedindo pra ele passar num teste que ele não tem como passar.

Mas tem uma forma diferente de fazer isso. Em vez de puxar a memória, você conta a história. Você mostra a foto e diz: “Olha que dia bonito esse daqui. Foi o casamento da Ana. Você estava linda.” Você não pergunta. Você presenteia.

E aí sim — às vezes vem o brilho no olho. Não porque ele lembrou. Mas porque sentiu.
Ele não precisa lembrar para reviver. Ele precisa que você lembre junto com ele.

Se você já fez isso, não sente culpa. A gente erra com amor. Mas pode errar menos — com mais informação.

Manda pra alguém que também faz e não sabe. 💙

Dr. Alexandre Casco Pietsch
Médico Geriatra
CRM-PR 32124 RQE 25768

04/08/2026

Sobre cuidado com o idoso.

Seu pai vai em cinco médicos diferentes e quem que coordena tudo?

O cardiologista cuida do coração, o neurologista da cabeça, o endócrino do diabetes... mas quem junta todas as peças? Quem olha seu pai idoso como uma pessoa inteira?

No modelo de geriatra gestor, eu assumo esse papel. Eu não substituo os outros especialistas, mas organizo o cuidado. Reviso os medicamentos, evito duplicações, resolvo contradições e priorizo o que realmente importa.

Consultas presencial ou a distância para todo o Brasil.

Se você quer alguém para coordenar o cuidado da saúde dos seus pais de verdade, me chame no direct.

Dr Alexandre Casco Pietsch
Médico Geriatra
CRM-PR 32124 RQE 25768

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