28/04/2026
Se tem um grupo que a sociedade insiste em colocar sob pressão estética e de performance o tempo todo, esse grupo são os atletas.
A literatura já nos mostra que eles são grupo de risco pois no mundo dos esportes, o anseio por um excelente desempenho, a busca incessante por melhores resultados e a relação da imagem corporal com o desempenho físico, podem acabar se tornando comportamentos de risco para os transtornos alimentares.
Um estudo realizado com 484 atletas brasileiras, com idade igual ou superior a 12 anos, aponta que a insatisfação corporal, a influência sociocultural e o desejo de ter um corpo magro, explicam 43% das variáveis dos comportamentos de risco para os transtornos alimentares.
Embora os atletas estejam expostos aos mesmos fatores de risco que os não-atletas, como por exemplo, os padrões de beleza impostos pela sociedade e a influência da mídia, existem outros aspectos específicos que aumentam o risco, os tornando um grupo vulnerável aos transtornos alimentares.
Um exemplo é o próprio ambiente competitivo que faz com que o atleta esteja sempre buscando por um padrão ideal. O perfeccionismo e as cobranças externas, também podem influenciar o comportamento alimentar do atleta, através de julgamentos e comentários sob o seu corpo, vindos na grande maioria da sua própria equipe e treinadores.
Com isso reforçamos que a insatisfação corporal, assim como, o comportamento alimentar inadequado, merecem uma atenção redobrada e o acompanhamento com profissionais especialistas em Comportamento e Transtornos Alimentares é sempre de extrema importância, para ajudar à nos mantermos saudáveis 🧡