23/05/2026
Tem uma coisa que pouca gente fala sobre a seletividade alimentar infantil: o nível de exaustão que essas mães vivem todos os dias. Enquanto muitos olham e pensam “é só comida”, dentro de casa existe uma batalha emocional, sensorial e familiar acontecendo em cada refeição. Tem mãe tentando não chorar na frente do filho enquanto prepara a comida de diversas formas diferentes, tem mãe negociando colheradas como quem tenta salvar o mundo antes do almoço.
E sabe o que mais me preocupa? Profissionais da saúde que saem da graduação sem preparo para manejar casos assim. Sem entender os traços emocionais, sensoriais e comportamentais envolvidos. Sem conseguir conduzir a família com segurança. A criança sofre, a mãe sofre e o profissional também, porque sente que não consegue avançar no tratamento.
Quem aprende comportamento e transtornos alimentares com profundidade deixa de atender no improviso. Passa a ter repertório clínico, estratégia de manejo e confiança para transformar casos difíceis em evolução real. E isso muda tudo: resultado do paciente, reconhecimento profissional e crescimento financeiro.
A demanda só aumenta. As famílias estão desesperadas por profissionais preparados. E a verdade é que quem se especializa primeiro ocupa um espaço que ainda tem poucos especialistas de verdade.
Se esse vídeo te fez lembrar de uma mãe que está tentando ser forte todos os dias na hora das refeições, compartilhe com ela. E se você é profissional da saúde, segue esse perfil. Porque quanto mais entendemos sobre comportamento alimentar, mais famílias conseguimos acolher de verdade.
Tenho muito orgulho de cada mãe que continua tentando, mesmo cansada, frustrada e emocionalmente esgotada. Muitas vezes, elas só precisam encontrar um profissional preparado para caminhar junto 💛