Dra Priscilla Leitner - Método pra Vida Toda

Dra Priscilla Leitner - Método pra Vida Toda Esta página é dedicada a ajudar pessoas que tem um Comer Emocional e Transtornos Alimentares de uma f

Olá, sou Priscilla Leitner, Psicóloga e Especialista em Comportamento e Transtornos Alimentares. Sou pioneira no tratamento de problemas alimentares e desenvolvi ao longo dos anos uma abordagem gentil para lidar com questões do corpo, alimentação e saúde mental. Fundadora do Instituto de Pesquisa do Comportamento Alimentar de Curitiba
Idealizadora do Método pra Toda Vida

CRP 08/19772

O corpo de uma mulher raramente é tratado como território privado.Sempre tem alguém opinando. Se emagreceu, se engordou,...
14/08/2026

O corpo de uma mulher raramente é tratado como território privado.

Sempre tem alguém opinando. Se emagreceu, se engordou, se está saudável, se está doente, se está “se cuidando”. Foi assim com Ariana Grande nas últimas semanas — um júri inteiro tentando narrar, de fora, o que ninguém poderia saber.

O problema é que esse júri não f**a apenas nos comentários. Com o tempo, essas vozes mudam de endereço. A mulher que passou a vida ouvindo sentenças sobre o próprio corpo aprende a repeti-las diante do espelho, como se fossem verdades suas.

Na nova carta da minha newsletter, escrevo sobre a Ariana, o tribunal que ninguém convocou e a voz que a gente acaba engolindo.

“Todo mundo tem uma opinião sobre o corpo dela” já está disponível.

Leia a carta completa pelo link na bio. 💚

13/08/2026

"Você mudou. Ficou chata." Talvez você só tenha f**ado inteira.

Tem uma coisa que eu vejo acontecer o tempo todo com quem se transforma de verdade. A pessoa muda a alimentação, muda a autoestima, se conhece, cresce, floresce. E, no meio dessa evolução linda, começa a ouvir que ficou chata, difícil, cheia de frescura.

Eu preciso te contar o que está realmente por trás disso.

Quando alguém evolui, por dentro e por fora, algumas pessoas ao redor deixam de sintonizar. Não porque você piorou, mas porque a sua nova versão desestabiliza um equilíbrio antigo, que funcionava justamente com a sua versão menor. Relacionamentos, amizades, às vezes até a família: nem todo vínculo foi construído para te acompanhar crescendo.

E dói. Porque parece perda. Mas preste atenção neste ponto: quando você impõe um limite novo, quando passa a se priorizar, quando para de caber onde já não cabia, quem se incomoda muitas vezes é quem se beneficiava de você f**ando pequena.

Ficar "chata" é, quase sempre, só o nome que dão para você ter finalmente parado de se abandonar.

Crescer tem um preço, e às vezes ele é esse: nem todo mundo vai junto. E está tudo bem. As pessoas certas não pedem que você encolha para caberem na sua vida.

👉 Me segue para lembrar que evoluir nunca foi o problema.

Ter questões com a alimentação não é a mesma coisa que ter um transtorno alimentar.E essa diferença importa muito.Porque...
10/08/2026

Ter questões com a alimentação não é a mesma coisa que ter um transtorno alimentar.

E essa diferença importa muito.

Porque quando tudo vira “dieta”, “controle”, “falta de disciplina” ou “fase”, a gente perde o ponto principal: alguns sofrimentos com comida, corpo e peso precisam de reconhecimento, cuidado especializado e tratamento adequado.

Transtornos alimentares não são frescura.
Não são vaidade.
Não são escolha.
São condições sérias de saúde mental.

E, ao mesmo tempo, ninguém precisa esperar “piorar o suficiente” para buscar ajuda. Sofrimento já é motivo legítimo para cuidado.

Me siga para mais conversas sobre comportamento alimentar, saúde mental e corpo com ciência, responsabilidade e acolhimento.

06/08/2026

Quando alguém engorda, todo mundo olha para o prato. Quase ninguém olha para a vida.

Essa história diz muito. Uma pessoa muda de país, deixa para trás a rotina inteira, a casa, os vínculos, a vida que já estava organizada. E aí o corpo muda. O reflexo de todo mundo é o mesmo: "é a comida, é o fast food, é falta de cuidado."

Mas não dá para colocar tudo na conta da comida.

Recomeçar longe de tudo o que te sustentava é pesado. Ser imigrante, se adaptar a uma língua, a uma cultura, a uma solidão nova, é emocionalmente exaustivo. E quando você perde de uma vez só uma rotina que organizava os seus dias, que regulava o seu corpo e a sua cabeça, isso sozinho já muda muita coisa. Não é preguiça. É uma vida inteira que saiu do lugar.

E tem ainda mais uma camada, a mais silenciosa: muitas vezes a comida entra exatamente aí, no lugar de regular aquilo que não está bem por dentro. Ela vira o conforto possível quando tudo o mais ficou distante.

Por isso eu insisto: ganho de peso quase nunca é só sobre comer demais. É sobre o que estava acontecendo na vida daquela pessoa quando o corpo começou a mudar.

Olhar só para o prato é fácil. Olhar para a história inteira é o que trata de verdade.

👉 Me segue para enxergar tudo o que existe por trás de um ganho de peso.

O comer emocional não começa na comida.Muitas vezes, ele começa antes: no dia que foi pesado demais, na pausa que não ex...
04/08/2026

O comer emocional não começa na comida.

Muitas vezes, ele começa antes: no dia que foi pesado demais, na pausa que não existiu, na sobrecarga que ninguém viu, na tentativa de engolir o cansaço e continuar funcionando.

E aí a comida entra como conforto.
Como alívio.
Como uma forma rápida de regular o que já passou do limite.

Isso não signif**a que não exista caminho. Signif**a que o caminho começa com menos culpa e mais compreensão.

Na perimenopausa, essa relação pode f**ar ainda mais sensível, porque corpo, mente, sono, humor e apetite começam a pedir novas estratégias.

📚 Perimenopausa está disponível na Amazon.
Link na bio.

30/07/2026

Ninguém tem compulsão porque a comida é gostosa.

Essa talvez seja a maior confusão que existe sobre a compulsão alimentar. As pessoas imaginam alguém se deliciando, comendo por prazer, sem freio, por gula. Não é isso. Quase nunca é isso.

A compulsão não tem quase nada a ver com vontade, com sabor, com prazer. Muitas vezes, quem está no meio de uma crise nem sente o gosto do que come. Não é sobre o alimento. É sobre o ato de colocar para dentro. De preencher. De se anestesiar.

A comida, ali, vira uma forma de não sentir. De abafar uma emoção que ficou grande demais, que não cabe, que não tem nome. E é por isso que a pessoa continua mesmo já sem aguentar, mesmo estufada, mesmo sem vontade nenhuma. Ela para, tenta, e volta. Porque aquilo que ela está tentando silenciar continua ali, batendo na porta.

Chamar isso de falta de disciplina é não entender absolutamente nada do que acontece. Compulsão é sofrimento, não é fraqueza. É uma tentativa de autorregulação que aprendeu a se disfarçar de comida.

Por isso não se trata compulsão tirando o prato da frente. Se trata olhando para aquilo que a pessoa está tentando, desesperadamente, não sentir.

E sim, isso tem tratamento. Com técnica para entender o mecanismo, e coração para acolher a dor que ele esconde.

👉 Me segue para entender a compulsão alimentar como ela realmente é.

28/07/2026

"É só aprender a se amar." Se fosse tão simples, ninguém sofreria.

Eu amo a mensagem de aceitar o próprio corpo. Ela é linda e necessária. Mas preciso fazer um recorte que muda tudo, porque existe uma linha entre não gostar de algo em si e adoecer por isso.

Uma pessoa com insatisfação corporal leve pode, sim, trabalhar o olhar, ressignif**ar, aprender a se amar. Mas uma pessoa com um transtorno de imagem, ou com um transtorno dismórfico corporal, não escolhe ser infeliz com o próprio corpo. Isso não é falta de gratidão nem de autoestima. É sofrimento clínico.

Porque, na cabeça dela, aquele corpo vale menos. É feio, é errado, é inferior ao dos outros. E essa crença não está na superfície, onde uma frase motivacional alcançaria. Ela mora lá no fundo, nos esquemas antigos, no bullying que ela viveu, na violência, na relação com o corpo que se construiu muito antes de ela poder escolher qualquer coisa.

Por isso "escolha se amar" pode até funcionar para quem está no comecinho. Mas para quem sofre de verdade, soa quase como mais uma cobrança: se é só escolher, por que eu não consigo?

A boa notícia, a que realmente importa, é que isso tem tratamento. Não com força de vontade, mas com o cuidado certo, aquele que desce até onde a dor de fato começou.

Amar o corpo não é ponto de partida. Muitas vezes é a linha de chegada de um tratamento bem feito.

👉 Me segue para entender a diferença entre não se gostar e adoecer por isso.

Nem toda vontade de comer nasce no estômago.Às vezes, nasce no cansaço acumulado.Na sobrecarga que ninguém viu.Na pausa ...
27/07/2026

Nem toda vontade de comer nasce no estômago.

Às vezes, nasce no cansaço acumulado.
Na sobrecarga que ninguém viu.
Na pausa que não aconteceu.
No descanso que foi adiado.
Na necessidade de alívio depois de um dia emocionalmente caro demais.

Comer emocional não é ausência de disciplina. Muitas vezes, é uma tentativa do corpo e da mente de encontrar regulação quando tudo ficou pesado demais.

A pergunta que muda a conversa não é apenas: “por que eu comi?”
É também: “o que eu estava precisando naquele momento?”

Me segue para mais conversas sobre corpo, comportamento alimentar, perimenopausa e saúde mental com ciência, gentileza e profundidade.

24/07/2026

Não é frescura. É segurança.

Tem uma pergunta que parece só curiosa e esconde uma explicação linda: por que tantas pessoas autistas preferem alimentos brancos e amarelos?

A resposta não está no sabor. Está na previsibilidade. Arroz, queijo, batata, nugget: comidas de textura constante, sabor suave, sem surpresas. Você já sabe exatamente o que vai encontrar antes de levar à boca. E, para um cérebro que sente o mundo em alta intensidade, essa previsibilidade é o que traz calma.

O medo do novo, ali, é real. Uma fruta pode ter uma parte mole, um pedaço estragado, uma textura inesperada. Para muita gente isso é só um detalhe. Para a pessoa seletiva, para a pessoa autista, é uma ameaça sensorial que o corpo inteiro tenta evitar. Comer o mesmo, do mesmo jeito, é uma forma de se sentir seguro num mundo imprevisível.

Quando a gente entende isso, para de brigar. Para de forçar. Para de tratar como birra o que é, na verdade, uma estratégia de proteção.

Ampliar o repertório de um paciente seletivo é possível, mas se faz com respeito a essa necessidade de segurança, no tempo certo e com quem entende do assunto. Nunca no grito, nunca na marra.

Comportamento alimentar também é isso: enxergar a lógica onde os outros só veem manha.

👉 Me segue para entender o que está por trás de cada escolha alimentar.

Gargalhar, chorar, cantar, abraçar e dançar não são “detalhes fofos” da vida. São formas do corpo descarregar, regular, ...
20/07/2026

Gargalhar, chorar, cantar, abraçar e dançar não são “detalhes fofos” da vida. São formas do corpo descarregar, regular, criar vínculo e voltar para si.

A gente foi ensinada a tratar felicidade como prêmio: primeiro resolve tudo, dá conta de tudo, emagrece, melhora, performa… depois talvez possa relaxar.

Mas o corpo não funciona bem vivendo só de contenção.

Ser feliz no próprio corpo também é biologia.
É saúde mental.
É regulação.
É presença.

E, cá entre nós, uma vida sem prazer nenhum não é autocuidado. É planilha com batom.

Me segue por aqui para mais conversas sobre corpo, comportamento alimentar, saúde mental e estilo de vida com ciência, mas sem perder a alma.

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