11/05/2026
Pela perspectiva psicanalítica, entendemos que ser mãe está relacionado a um desejo e, por isso, não se reduz à biologia.
Socialmente, porém, essa função costuma ser romantizada e colocada em um lugar quase divino, como se o amor por um filho surgisse de forma pura, imediata. Como se não houvesse toda uma complexidade de sentimentos envolvidos nessa experiência.
Essa idealização faz com que muitas mulheres se sintam culpadas por não viverem essa “mágica” ao se tornarem mães, por estranharem aquele bebê que chega, por não saberem de imediato quem ele é ou o que ele quer.
Por isso, vale lembrar que a maternidade, bem como a parentalidade, não é um saber dado de antemão, mas um saber que se constrói no encontro, na relação entre uma mãe e um filho.
Uma relação entre humanos e não divindades, ou seja, uma relação que inclui a falta.
Uma relação que existe através do amor.
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Imagem: Pinterest Rebekah Adams