Dr. Mauricio Sperandio

Dr. Mauricio Sperandio Cardiologia e Clínica Médica. Venha conhecer uma Medicina Humanizada, com foco no cuidado integral e na abordagem biopsicosocioespiritual do ser humano.

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Parar de fumar raramente é só sobre “retirar” o cigarro.Em muitos casos, ele ocupa espaços específicos: uma pausa no mei...
31/05/2026

Parar de fumar raramente é só sobre “retirar” o cigarro.

Em muitos casos, ele ocupa espaços específicos: uma pausa no meio do dia, uma forma de aliviar a tensão, um momento de respiro entre demandas. Por isso, a mudança tende a ser mais possível quando existe substituição, não só restrição.

Respirar com mais consciência, caminhar por alguns minutos, criar pausas reais…

são formas de oferecer ao corpo aquilo que ele buscava, mas sem o custo do tabaco.

No Dia Mundial sem Tabaco, a reflexão pode ser mais gentil: não apenas “o que eu preciso tirar?”, mas “o que eu preciso construir no lugar?”

28/05/2026

Dormir mal não afeta só o cansaço do dia seguinte.

O sono é uma base reguladora do metabolismo. Quando ele é de baixa qualidade, hormônios como grelina e leptina se desorganizam, aumentando a fome e reduzindo a saciedade.

Além disso, há impacto na sensibilidade à insulina, o que dificulta o uso eficiente da energia pelo corpo.
Por isso, mesmo com uma boa alimentação, os resultados podem ser limitados se o sono não estiver em equilíbrio.

No fundo: sem sono adequado, o metabolismo não funciona em sua melhor versão.

A hipertensão raramente começa de repente.Ela costuma ser construída no ritmo da vida.A pressão arterial responde não só...
17/05/2026

A hipertensão raramente começa de repente.

Ela costuma ser construída no ritmo da vida.

A pressão arterial responde não só à alimentação ou ao sedentarismo, mas também ao estresse constante, à falta de pausas e ao estado de alerta contínuo, que mantém o organismo ativado além do necessário.

Cuidar da pressão é mais do que controlar números. É observar a forma como você vive.

No Dia Mundial da Hipertensão, vale a reflexão: sua rotina tem favorecido equilíbrio ou tensão?

Você já reparou em uma dobra diagonal no lóbulo da orelha?Ela é conhecida como Sinal de Frank e foi descrita nos anos 19...
12/05/2026

Você já reparou em uma dobra diagonal no lóbulo da orelha?

Ela é conhecida como Sinal de Frank e foi descrita nos anos 1970 como possível indicador de maior risco para problemas nas artérias do coração.

Alguns estudos observaram que pessoas com essa dobra podem ter maior chance de apresentar doença arterial coronariana. A teoria é que pequenas alterações nos vasos da orelha poderiam refletir alterações semelhantes nas artérias do coração.

Mas atenção:
👉 Isso não significa que quem tem a dobra vai ter infarto.
👉 E quem não tem a dobra não está automaticamente protegido.

O risco de infarto depende principalmente de fatores como pressão alta, colesterol elevado, diabetes, obesidade, tabagismo, sedentarismo, distúrbios do sono, ansiedade, depressão e histórico familiar.

A presença ou ausência isolada do sinal de Frank não deve afetar o manejo clínico dos pacientes. No entanto, pela sua facilidade de avaliação, pode ser considerado como parte do exame físico para identificação daqueles que possam se beneficiar de investigação adicional de fatores de risco cardiovascular.

07/05/2026

Seu cérebro é capaz de se reorganizar, criar novas conexões e mudar padrões ao longo da vida. Isso se chama neuroplasticidade.

E o que isso tem a ver com o coração?

Pensamentos repetitivos, estresse crônico e emoções negativas impactam diretamente a frequência cardíaca, a pressão arterial e os níveis de inflamação.

Ao treinar a mente, você também protege o coração.

Cuidar da saúde cardiovascular começa, muitas vezes, pelo que você alimenta nos seus pensamentos.

Sabia que exercícios físicos podem ter efeito semelhante aos antidepressivos no tratamento da depressão?Um artigo public...
05/05/2026

Sabia que exercícios físicos podem ter efeito semelhante aos antidepressivos no tratamento da depressão?

Um artigo publicado destacou evidências recentes mostrando que a prática regular de atividade física pode ter impacto comparável ao uso de antidepressivos e à psicoterapia em casos de depressão leve a moderada.

Os estudos analisados mostram que o exercício atua na liberação de neurotransmissores como serotonina, dopamina e endorfinas, substâncias diretamente ligadas à melhora do humor e à redução do estresse.

Além disso, os benefícios vão além da saúde mental: melhora da saúde cardiovascular, qualidade do sono, controle da pressão arterial e redução do risco de doenças crônicas.

Importante: o exercício pode complementar o tratamento da depressão, mas não substitui avaliação e acompanhamento médico quando necessários.

A maioria das pessoas pensa em exercício como algo que começa quando o cronômetro é ligado.Mas um estudo publicado na BM...
29/04/2026

A maioria das pessoas pensa em exercício como algo que começa quando o cronômetro é ligado.

Mas um estudo publicado na BMJ Medicine mostrou algo interessante: o risco de morte por todas as causas, inclusive por doenças cardiovasculares, diminui progressivamente conforme o nível de atividade física aumenta.

E o mais importante: o benefício não aparece apenas depois de atingir metas “perfeitas”. Pequenos aumentos no movimento já estão associados à redução de risco.

Isso muda a forma como pensamos saúde cardiovascular.

Não é sobre um treino isolado, é sobre o padrão de movimento ao longo dos anos.

Seu coração não contabiliza só a academia.

Ele contabiliza a sua rotina.

23/04/2026

Você sabe como a tecnologia está mudando os diagnósticos cardiológicos?

O futuro da medicina já começou.
👉 Assista o vídeo.

Vivemos tentando evitar o tédio a qualquer custo: celular na mão, TV ligada, notificações constantes.Mas a ciência mostr...
20/04/2026

Vivemos tentando evitar o tédio a qualquer custo: celular na mão, TV ligada, notificações constantes.
Mas a ciência mostra que momentos de tédio ativam a chamada “default mode network” (rede de modo padrão) do cérebro, um sistema associado à autorreflexão, criatividade, organização de pensamentos e processamento emocional.

Quando não estamos consumindo estímulos o tempo todo, o cérebro entra em um estado que favorece:
• Consolidação de memória
• Criatividade e resolução de problemas
• Planejamento futuro
• Regulação emocional

Estudos de pesquisadores como Sandi Mann mostram que o tédio pode estimular a busca por significado e gerar ideias mais criativas.

Além disso, pausas mentais reduzem a sobrecarga cognitiva e podem ajudar a diminuir níveis de estresse associados ao excesso de estímulos digitais.

Claro: estamos falando de tédio ocasional e saudável, não de apatia persistente ou sintomas depressivos, que merecem avaliação profissional.

Em um mundo hiperconectado, permitir-se momentos de “não fazer nada” pode ser uma forma simples de cuidar da saúde mental e da saúde cardiovascular, já que reduzir estímulos constantes ajuda a modular o estresse.

14/04/2026

Você sabia que a idade do seu coração pode ser diferente da sua idade cronológica?

Fatores como pressão alta, colesterol elevado, diabetes, sedentarismo e tabagismo podem “envelhecer” o coração mais rápido, aumentando o risco de infarto e outras doenças cardiovasculares.

Por outro lado, hábitos saudáveis como exercícios regulares, alimentação equilibrada e sono de qualidade ajudam a manter o coração jovem e resistente.

Não é só sobre quantos anos você tem, mas como você cuida do seu coração.

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